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    <title>AdGuard Blog</title>
    <link>https://adguard.com/pt_br/blog/index.html</link>
    <description>Thoughts, stories and ideas.</description>
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    <ttl>60</ttl>
    <item>
      <title>Chega ao fim a era do Manifest V2: Chrome remove o AdGuard MV2 da Chrome Web Store</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/adguard-adblocker-manifestv2-removal.html</link>
      <pubDate>Tue, 15 Sep 2026 17:11:38 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Ekaterina Kachalova]]></dc:creator>
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      <category>AdGuard Browser Extensions</category>
      <category>Manifest V3</category>
      <category>Notícias do setor</category>
      <description>O Chrome removeu o AdGuard MV2 da Chrome Web Store. Descubra o que os usuários precisam fazer, as diferenças entre o MV3 e o MV2 e as alternativas disponíveis.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>É oficial. A Chrome Web Store nos notificou de que o AdGuard Ad Blocker MV2 — a versão da nossa extensão baseada no Manifest V2, a plataforma anterior de extensões do Chrome — foi removido. A notificação não deixa margem para dúvidas. Violações: nenhuma. Motivo: “Manifest V2 Deprecation”.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/6jn5xblurred_to_cut.png" alt="O Chrome nos notificou que nossa extensão Manifest V2 foi removida da Chrome Web Store" loading="lazy"></p>
<p>A AdGuard não está sozinha nessa situação. O <a href="https://developer.chrome.com/docs/extensions/develop/migrate/mv2-deprecation-timeline">Chrome já removeu todas as extensões restantes baseadas em Manifest V2 da Chrome Web Store</a>, encerrando a era do MV2 para todo o ecossistema.</p>
<p>O Manifest V2, ou MV2, foi a base das extensões do Chrome — incluindo alguns dos bloqueadores de anúncios mais avançados — por muitos anos. Mas esse passo final não é nem surpreendente nem repentino: nós o vimos se aproximar durante boa parte da última década.</p>
<h2 id="o-que-os-usu%C3%A1rios-do-adguard-precisam-fazer-agora">O que os usuários do AdGuard precisam fazer agora</h2>
<p>Para a maioria dos usuários atuais do AdGuard no Chrome, a resposta é simples: nada.</p>
<p>O Chrome substituiu o MV2 pelo Manifest V3, ou MV3 — a plataforma que as extensões do Chrome devem usar agora. Recriamos o AdGuard Ad Blocker para funcionar no MV3 e, em setembro de 2024, <a /pt_br/blog/adguard-browser-extension-mv3-release.html">ele se tornou nossa principal extensão para o Chrome</a>. Se você instalou o AdGuard pela nossa <a href="https://chromewebstore.google.com/detail/adguard-adblocker/bgnkhhnnamicmpeenaelnjfhikgbkllg">página na Chrome Web Store</a> e permitiu que o Chrome atualizasse extensões normalmente, você já foi <a /pt_br/versions/browser-extension/release.html">migrado automaticamente para a versão MV3</a>.</p>
<p>Há apenas uma exceção: usuários que instalaram a extensão separada <a /pt_br/blog/adguard-mv3-beta.html">AdGuard Ad Blocker MV2</a>, que continuamos a <a /pt_br/blog/adguard-browser-extension-v5-1.html">manter em paralelo com a versão MV3</a>. Como ela possui um ID diferente na Chrome Web Store, o Chrome a trata como uma extensão distinta e não pode substituí-la automaticamente pela versão MV3 atual. Se você instalou essa extensão MV2 separada, agora precisará instalar manualmente o <a href="https://chromewebstore.google.com/detail/adguard-adblocker/bgnkhhnnamicmpeenaelnjfhikgbkllg">AdGuard Ad Blocker</a>.</p>
<h2 id="como-chegamos-at%C3%A9-aqui">Como chegamos até aqui</h2>
<p>O Google apresentou o Manifest V3 em 2018, afirmando que ele tornaria as extensões de navegador mais seguras, privadas e eficientes. E a Chrome Web Store realmente tinha um problema com extensões maliciosas. Mas, desde o início, duvidamos que o MV3 fosse a solução certa.</p>
<p>Nunca afirmamos que o Google tinha como objetivo eliminar os bloqueadores de anúncios. Nosso argumento sempre foi mais simples: <a /pt_br/blog/chrome-manifest-v3-where-we-stand.html">restringir todas as extensões não torna automaticamente os usuários mais seguros</a>, mas remove recursos valiosos de extensões legítimas voltadas para privacidade. As extensões fraudulentas não desapareceram depois que a Chrome Web Store deixou de aceitar novas submissões em MV2. Sempre acreditamos que uma moderação mais rigorosa da loja e uma colaboração mais próxima com especialistas em segurança protegeriam melhor os usuários.</p>
<p>Anos de críticas e feedback tornaram o MV3 muito mais viável do que a proposta original. O Chrome adicionou novas APIs, aumentou os limites de regras e <a href="https://developer.chrome.com/blog/resuming-the-transition-to-mv3">interrompeu temporariamente a descontinuação antes de retomá-la</a>. Isso evitou o pior cenário possível, mas não tornou o MV3 equivalente ao MV2. Hoje, oferecer um nível semelhante de proteção exige muito mais trabalho, e algumas capacidades do MV2 ainda não podem ser reproduzidas.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/qt67tjadguard-mv2-phaseout-timeline.png" alt="Linha do tempo da descontinuação do Manifest V2 no Chrome (2018–2026) e a resposta da AdGuard ao MV3" loading="lazy"></p>
<h2 id="mv3-versus-mv2-o-que-realmente-mudou">MV3 versus MV2: o que realmente mudou?</h2>
<p>No MV2, um bloqueador de anúncios podia analisar cada requisição do navegador em tempo real e decidir se ela deveria ser permitida ou bloqueada. No MV3, a extensão fornece ao Chrome uma lista de regras de bloqueio antecipadamente, e o navegador passa a tomar a maior parte dessas decisões por conta própria.</p>
<p>Isso significa que a extensão precisa acessar menos dados de navegação, o que é um dos benefícios de privacidade pretendidos pelo MV3. Mas também limita o que os bloqueadores de anúncios podem fazer — algo sobre o qual <a /pt_br/blog/our-comment-on-chrome-ad-blocking.html">alertamos já em janeiro de 2019</a>, quando o MV3 ainda era apenas uma proposta.</p>
<p>No MV3, o Chrome limita quantas regras e grupos de regras podem estar ativos ao mesmo tempo. Algumas regras tradicionais não podem ser convertidas para o formato do MV3 sem perda de funcionalidade. Muitas regras de filtragem integradas precisam ser distribuídas junto com a própria extensão, o que dificulta atualizações urgentes. Além disso, os desenvolvedores têm menos liberdade para criar novos métodos de bloqueio, a menos que as APIs do navegador ofereçam suporte a eles.</p>
<p>Adaptar o AdGuard exigiu muito mais do que alterar um arquivo de manifesto. Criamos ferramentas para converter filtros tradicionais em regras compatíveis com o MV3 e mantivemos nosso próprio mecanismo para ocultar anúncios e outros elementos indesejados nas páginas da web. Também desenvolvemos formas de fornecer correções urgentes dentro dos limites permitidos para regras dinâmicas. Mais recentemente, <a /pt_br/blog/adguard-browser-extension-v5-4.html">os filtros personalizados no MV3 voltaram a poder ser atualizados independentemente da própria extensão</a>.</p>
<p>Para a maioria dos usuários, o AdGuard deve funcionar praticamente da mesma forma que antes. Mas o MV3 continua sendo um compromisso. Oferecer um nível de proteção próximo ao que era possível no MV2 exige um esforço de engenharia consideravelmente maior, e ainda existem casos específicos em que a antiga extensão conseguia fazer mais.</p>
<h2 id="quer-evitar-as-limita%C3%A7%C3%B5es-do-mv3-do-chrome">Quer evitar as limitações do MV3 do Chrome?</h2>
<p>O Chrome não é a única opção. Se você deseja continuar usando uma extensão de bloqueio de anúncios completa baseada em MV2, o <a /pt_br/adguard-browser-extension/firefox/overview.html">Firefox continua oferecendo suporte ao MV2</a> e ao poderoso mecanismo de bloqueio de requisições que o Chrome removeu.</p>
<p>O <a href="https://support.brave.com/hc/en-us/articles/360017909112-How-can-I-add-extensions-to-Brave-">Brave também oferece suporte a uma seleção limitada de extensões MV2</a>, incluindo o AdGuard Ad Blocker e o uBlock Origin, por meio de sua própria infraestrutura. No entanto, o Brave descreve esse suporte como um esforço contínuo ("best effort"), e não como uma garantia permanente.</p>
<p>Mesmo as extensões MV2 protegem apenas o navegador. Para obter proteção que não dependa das regras de extensões de nenhum navegador, utilize um <a /pt_br/download.html">aplicativo AdGuard com filtragem em todo o sistema</a> para Windows, Mac, Android ou Linux. Ele filtra o tráfego em navegadores e em outros aplicativos.</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>AdGuard para Android v4.14: melhor filtragem e uma tela de Atividade recente mais completa</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/adguard-for-android-v4-14.html</link>
      <pubDate>Thu, 10 Sep 2026 14:26:26 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Pamela Puglieri]]></dc:creator>
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      <category>AdGuard for Android</category>
      <category>Lançamentos</category>
      <category>Nova versão</category>
      <description/>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O AdGuard para Android v4.14 chegou, trazendo melhorias para tornar o bloqueio de anúncios ainda mais eficiente em conjunto com as ferramentas de privacidade que você usa no dia a dia. Esta atualização se concentra em duas áreas principais: uma tela de <em>Atividade recente</em> mais poderosa e uma compatibilidade aprimorada da filtragem com extensões de navegador.</p>
<h2 id="uma-tela-de-atividade-recente-mais-completa">Uma tela de Atividade recente mais completa</h2>
<p>Acompanhar a atividade de rede vai ficar muito mais fácil. Na v4.14, a tela de <em>Atividade recente</em> ganha novas opções de filtragem que ajudam você a encontrar rapidamente as informações que procura.</p>
<p>Você poderá filtrar solicitações de rede por critérios como aplicativos, empresas, tipos de evento e status. Seja para investigar uma conexão específica ou simplesmente explorar a atividade de rede do seu dispositivo, esses filtros tornam a navegação por grandes volumes de registros mais rápida e conveniente.</p>
<figure class="kg-card kg-gallery-card kg-width-wide"><div class="kg-gallery-container"><div class="kg-gallery-row"><div class="kg-gallery-image"><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/nc08mrecent-activity-pt.jpeg" width="1080" height="2400" loading="lazy" alt=""></div><div class="kg-gallery-image"><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/axzxjhrecent-activity-pt-1.jpeg" width="1080" height="2400" loading="lazy" alt=""></div></div></div></figure><h2 id="melhor-compatibilidade-com-extens%C3%B5es-de-navegador">Melhor compatibilidade com extensões de navegador</h2>
<p>Também aprimoramos a forma como o AdGuard filtra o tráfego proveniente de extensões de navegador que utilizam proxy ou VPN.</p>
<p>Nas versões anteriores, o tráfego dessas extensões precisava ser convertido para HTTP/1 antes de poder ser filtrado. Com a v4.14, o AdGuard agora também oferece suporte à filtragem em HTTP/2 e HTTP/3. Isso significa melhor compatibilidade com tecnologias web modernas, proteção mais confiável e uma experiência de navegação mais fluida — tudo isso sem comprometer o desempenho.</p>
<h2 id="fale-com-a-gente">Fale com a gente</h2>
<p>Estamos sempre buscando maneiras de tornar o AdGuard para Android ainda melhor, e o seu feedback desempenha um papel importante na definição das próximas atualizações. Você pode compartilhar sua opinião pela seção <em>Suporte</em> do aplicativo ou em nossa <a href="https://github.com/AdguardTeam/AdguardForAndroid">página no GitHub</a>.</p>
<p>Para ficar por dentro das últimas novidades e lançamentos do AdGuard, siga-nos no <a href="https://x.com/AdGuard">X (antigo Twitter)</a> e no <a href="https://www.instagram.com/adguard.app/">Instagram</a>, além de participar das nossas comunidades no <a href="t.me/adguarden">Telegram</a> e no <a href="https://www.reddit.com/r/Adguard/">Reddit</a>.</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>7 hábitos simples que aumentam sua privacidade ao estudar com IA</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/seven-privacy-habits-ai-studying.html</link>
      <pubDate>Tue, 01 Sep 2026 17:57:37 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Ekaterina Kachalova]]></dc:creator>
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      <category>AdGuard</category>
      <category>Privacidade</category>
      <category>Saiba mais</category>
      <description/>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Seja para obter um diploma, se desenvolver profissionalmente ou simplesmente fazer um curso para manter o cérebro ativo, é muito provável que a IA faça parte do processo. <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2451958825001083">Sim, deixar a IA entregar respostas prontas pode prejudicar o aprendizado e o pensamento crítico</a>, especialmente porque uma resposta que parece convincente ainda pode estar errada. Mas, quando usada como tutora, a IA pode realmente ajudar você a aprender — e recusar-se a utilizá-la por completo já está se tornando uma desvantagem.</p>
<p><strong>Mas existe um porém: quando você compartilha algo com um serviço de IA, talvez não consiga recuperar totalmente esse conteúdo depois.</strong> Um único prompt de estudo, captura de tela ou documento pode revelar sua identidade, conversas privadas, pesquisas inéditas e, em alguns casos, até dados sensíveis de outras pessoas. <strong>Estes sete hábitos vão ajudar você a usar IA sem compartilhar mais do que pretendia.</strong></p>
<p><strong>Ir para:</strong><br>
<a href="#tip-1">1. Arquivos e capturas de tela</a> · <a href="#tip-2">2. Dados de trabalho e pesquisa</a> · <a href="#tip-3">3. Conversas em grupo</a> · <a href="#tip-4">4. Redações pessoais</a> · <a href="#tip-5">5. Dispositivos gerenciados e compartilhados</a> · <a href="#tip-6">6. Configurações de dados da IA</a> · <a href="#tip-7">7. Compartilhando conversas com IA</a></p>
<p><a id="tip-1"></a></p>
<h3 id="1-envie-apenas-o-trecho-relevante-n%C3%A3o-o-arquivo-ou-a-tela-inteira">1. Envie apenas o trecho relevante, não o arquivo ou a tela inteira</h3>
<p><strong>A situação:</strong> Você pede a um assistente de IA para revisar um trabalho e envia o arquivo contendo seu nome, e-mail, disciplina e comentários do professor. Para um exercício de estatística, você envia a planilha em que seu grupo está trabalhando, completa com nomes, endereços de e-mail e ano de estudo dos colegas. Ou então faz uma captura rápida de algo na plataforma de ensino e esquece que a janela do navegador também mostra abas fixadas, conversas abertas, o nome da sua conta e notificações.</p>
<p><strong>Quais são os riscos:</strong> Depois que esses dados são enviados, eles deixam de estar apenas no seu dispositivo. Eles podem ser armazenados junto com a conversa e até fazer parte do material usado para treinar IA. E, se alguém obtiver acesso à sua conta ou se o serviço de IA sofrer uma violação de dados, um simples pedido de ajuda nos estudos pode expor suas informações pessoais, os dados dos seus colegas ou ambos. É surpreendentemente fácil compartilhar mais do que deveria. Um funcionário universitário <a href="https://www.reddit.com/r/GeminiAI/comments/1vy98lm/i_made_a_terrible_mistake_and_now_im_terrified/">relatou no Reddit</a> que enviou ao Gemini fotos de listas de inscrição e só depois percebeu, horrorizado, que as imagens continham os endereços de e-mail de cerca de 200 estudantes. Na Austrália, um funcionário do governo enviou ao ChatGPT uma planilha contendo nomes, contatos, endereços, datas de nascimento, informações sensíveis de saúde e comentários financeiros. <a href="https://www.nsw.gov.au/departments-and-agencies/nsw-reconstruction-authority/northern-region/northern-rivers/resilient-homes-program-data-breach">O incidente foi classificado como uma violação de dados que afetou mais de 2.000 pessoas</a>.</p>
<p><strong>O que fazer:</strong> Forneça à IA apenas o que ela realmente precisa, não tudo o que você tem. Cole apenas o trecho relevante e reserve alguns segundos para verificar arquivos e capturas de tela em busca de nomes, endereços de e-mail, identificadores, notificações ou qualquer outra informação que você não pretendia compartilhar.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/gj19hCrop_screenshots_1.png" alt="Não envie um trabalho inteiro, uma planilha completa ou uma captura de tela do navegador para a IA. Compartilhe apenas o trecho ou as células relevantes depois de remover nomes, e-mails, abas e notificações" loading="lazy"></p>
<p><a id="tip-2"></a></p>
<h3 id="2-verifique-quais-ferramentas-de-ia-s%C3%A3o-aprovadas-antes-de-usar-dados-de-trabalho-ou-pesquisa">2. Verifique quais ferramentas de IA são aprovadas antes de usar dados de trabalho ou pesquisa</h3>
<p><strong>A situação:</strong> Muitas pessoas conciliam trabalho e estudos, então é fácil que materiais de um contexto acabem sendo usados no outro. Às vezes isso não acontece por descuido: dados reais da empresa podem fazer parte do processo de aprendizagem. Ao trabalhar em uma atividade usando sua conta pessoal de IA, você pode pedir ajuda sobre código do trabalho, enviar uma planilha corporativa para praticar análise de dados ou solicitar feedback sobre um capítulo ainda não publicado da sua dissertação.</p>
<p><strong>Quais são os riscos:</strong> Uma conta pessoal de IA pode não oferecer as proteções ou configurações exigidas pelo seu empregador ou universidade. Enviar material confidencial pode violar um acordo de confidencialidade (NDA) ou políticas internas — e, se a conta ou o serviço for comprometido, essas informações poderão ser expostas. Isso já aconteceu antes. A Samsung <a href="https://www.reuters.com/technology/chatgpt-fever-spreads-us-workplace-sounding-alarm-some-2023-08-11/">restringiu o uso de IA generativa depois que funcionários teriam compartilhado código-fonte confidencial e informações de reuniões com o ChatGPT</a>. Um estudante de doutorado também <a href="https://www.reddit.com/r/PhD/comments/1seurqq/i_opted_out_of_training_but_chatgpt_is_now_giving/">afirmou no Reddit</a> que conclusões de capítulos da sua tese enviados à IA apareceram posteriormente em respostas geradas para um amigo.</p>
<p><strong>O que fazer:</strong> Use um serviço de IA aprovado pelo seu empregador ou universidade e remova detalhes desnecessários. Se não houver uma ferramenta aprovada, mantenha fora da IA arquivos da empresa, informações de clientes, resultados inéditos de pesquisa e qualquer conteúdo protegido por NDA. Ainda assim, você pode descrever o problema de forma genérica sem colar o material confidencial.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/dkx72Use_approved_tools_2.png" alt="Não envie código confidencial, dados corporativos ou documentos inéditos para uma conta pessoal de IA. Use uma ferramenta aprovada pela instituição e mantenha arquivos protegidos fora da conversa" loading="lazy"></p>
<p><a id="tip-3"></a></p>
<h3 id="3-fa%C3%A7a-voc%C3%AA-mesmo-o-resumo-de-conversas-em-grupo-%E2%80%94-ou-remova-todos-os-nomes-primeiro">3. Faça você mesmo o resumo de conversas em grupo — ou remova todos os nomes primeiro</h3>
<p><strong>A situação:</strong> O grupo da sua turma ou projeto tem centenas de mensagens, então você pede à IA para resumir decisões, prazos e tarefas. Mas as capturas de tela ou o histórico exportado da conversa também podem incluir nomes, números de telefone, fotos de perfil, comentários pessoais e discussões que não têm relação com a atividade.</p>
<p><strong>Quais são os riscos:</strong> Uma conversa em grupo pode revelar muito mais do que você imagina: quem são as pessoas, como entrar em contato com elas e sobre o que elas discutem. Depois de enviados para um serviço de IA, esses dados podem ser armazenados junto com a conversa. Se sua conta ou o serviço for comprometido, essas informações poderão ser expostas e ajudar golpistas a criar mensagens de phishing muito mais convincentes.</p>
<p><strong>O que fazer:</strong> Sempre que possível, escreva você mesmo um resumo rápido e peça à IA para transformá-lo em uma lista de tarefas, ata de reunião ou plano de estudos. Dessa forma, o assistente recebe as informações necessárias sem acessar a conversa original. Se realmente precisar colar mensagens, remova nomes, nomes de usuário, números de telefone, fotos de perfil e outros detalhes que permitam identificar as pessoas. Quando for importante distinguir os participantes, substitua os nomes por rótulos como <code>Estudante A</code> e <code>Estudante B</code>.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/d2f9bEdit_group_chats_3.png" alt="Não envie uma conversa em grupo inteira para a IA. Primeiro resuma as mensagens relevantes e remova nomes, números de telefone, fotos de perfil e outros dados identificáveis" loading="lazy"></p>
<p><a id="tip-4"></a></p>
<h3 id="4-remova-detalhes-que-possam-identific%C3%A1-lo-de-textos-pessoais">4. Remova detalhes que possam identificá-lo de textos pessoais</h3>
<p><strong>A situação:</strong> Você pede à IA para revisar uma candidatura a um curso, formulário de bolsa de estudos, currículo, carta de apresentação ou um texto sobre sua experiência pessoal. Como mais contexto geralmente resulta em respostas melhores, pode ser tentador compartilhar muitos detalhes sobre seu trabalho, localização, situação financeira, saúde ou família.</p>
<p><strong>Quais são os riscos:</strong> Um prompt não precisa conter seu nome para identificá-lo. Uma combinação específica de lugares, datas, instituições e acontecimentos da sua vida pode ser suficiente — e, depois que a conversa for armazenada, compartilhada ou exposta, será difícil recuperar o controle dessas informações.</p>
<p><strong>O que fazer:</strong> Mantenha apenas o contexto realmente necessário para a IA, mas remova nomes, informações de contato, números de matrícula, datas e locais exatos, além de referências desnecessárias a uma escola ou empregador específico. Uma boa regra é escrever prompts sensíveis como se a conversa pudesse se tornar pública no futuro.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/pmv1eRemove_personal_details_4.png" alt="Mantenha apenas o contexto necessário em um texto pessoal, mas remova informações que possam identificá-lo, como escola, empregador, localização, datas exatas, contatos, dados financeiros ou informações familiares" loading="lazy"></p>
<p><a id="tip-5"></a></p>
<h3 id="5-evite-pesquisas-pessoais-em-dispositivos-gerenciados-ou-compartilhados">5. Evite pesquisas pessoais em dispositivos gerenciados ou compartilhados</h3>
<p><strong>A situação:</strong> Você abre um assistente de IA em um computador da escola ou do trabalho, ou em uma máquina compartilhada de uma biblioteca. Tudo começa com uma dúvida relacionada aos estudos, mas, como a conversa parece privada, você acaba migrando para assuntos pessoais.</p>
<p><strong>Quais são os riscos:</strong> O dispositivo ou a conta podem ser monitorados — e, se você esquecer de sair da conta em um computador compartilhado, outra pessoa poderá ler suas conversas. Ferramentas de monitoramento podem analisar mensagens, documentos e pesquisas em busca de sinais de violência, automutilação ou outros comportamentos considerados preocupantes. Nem sempre elas entendem o contexto. Em um caso relatado pela Associated Press, <a href="https://apnews.com/article/8c531cde8f9aee0b1ef06cfce109724a">um software sinalizou uma piada escrita por uma adolescente de 13 anos em uma conversa escolar monitorada</a>. Ela foi presa, interrogada, submetida a revista íntima, passou uma noite na cadeia e depois ficou em prisão domiciliar. Esse é um caso extremo, mas o mesmo risco de privacidade existe em computadores compartilhados de bibliotecas, espaços de coworking e outros locais públicos.</p>
<p><strong>O que fazer:</strong> Parta do princípio de que atividades realizadas em dispositivos ou contas gerenciados podem ser visíveis para a instituição responsável. Mantenha conversas pessoais, textos privados e pesquisas sensíveis em seu próprio dispositivo e conta. O modo anônimo pode ocultar o histórico local do navegador, mas não impede o monitoramento incorporado ao dispositivo ou ao sistema da escola.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/16yw1Managed_and_shared_devices_5.png" alt="Use computadores da escola e dispositivos compartilhados apenas para atividades acadêmicas. Para conversas pessoais com IA que não devem ser vistas por uma instituição ou por outros usuários, utilize seus próprios dispositivos protegidos" loading="lazy"></p>
<p><a id="tip-6"></a></p>
<h3 id="6-desative-o-treinamento-de-modelos-e-use-conversas-tempor%C3%A1rias-para-perguntas-pontuais">6. Desative o treinamento de modelos e use conversas temporárias para perguntas pontuais</h3>
<p><strong>A situação:</strong> Você usa IA para resumir anotações, revisar trabalhos ou transformar materiais de estudo em questões práticas.</p>
<p><strong>Quais são os riscos:</strong> Dependendo do serviço e das configurações utilizadas, seus prompts, respostas e arquivos enviados podem permanecer no histórico de conversas; detalhes podem ser utilizados em conversas futuras; revisores humanos podem ler algumas interações; e seu conteúdo pode ser usado para treinar modelos de IA. Desativar a memória não significa necessariamente interromper o treinamento ou excluir conversas anteriores. No <a href="https://help.openai.com/en/articles/7730893-data-controls-faq">ChatGPT</a>, conversas comuns continuam no histórico mesmo que você desative o treinamento do modelo. Conversas temporárias não são salvas no histórico nem usadas para treinamento, mas <a href="https://help.openai.com/en/articles/8983778-chat-and-file-retention-policies-in-chatgpt">a OpenAI ainda pode retê-las por até 30 dias, período durante o qual elas podem ser analisadas</a>. No Claude, <a href="https://privacy.claude.com/en/articles/10023548-how-long-do-you-store-my-data">conteúdo autorizado para treinamento pode permanecer em sistemas de treinamento desidentificados por até cinco anos</a>, enquanto conversas excluídas normalmente são removidas dos sistemas em até 30 dias. O Gemini também informa que <a href="https://support.google.com/gemini/answer/13594961?hl=en#human_review">alguns dados coletados podem ser revisados por pessoas</a>.</p>
<p><strong>O que fazer:</strong> Verifique as configurações de <em>Privacidade</em>, <em>Controles de dados</em>, <em>Atividade</em> ou <em>Melhoria do modelo</em> do serviço. Desative o treinamento opcional e utilize uma conversa temporária ou anônima quando não precisar manter o histórico. Mesmo assim, evite compartilhar informações sensíveis: o serviço precisa processar tudo o que você envia e pode manter uma cópia desses dados por algum tempo.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/j0qwdImprove_your_data_settings_6.png" alt="Desative o treinamento opcional de modelos e outras configurações de uso de dados, utilize conversas temporárias quando apropriado e mantenha arquivos de estudo sensíveis fora da IA" loading="lazy"></p>
<p><a id="tip-7"></a></p>
<h3 id="7-mova-a-resposta-para-uma-conversa-limpa-antes-de-compartilh%C3%A1-la">7. Mova a resposta para uma conversa limpa antes de compartilhá-la</h3>
<p><strong>A situação:</strong> Você pede ajuda à IA para realizar uma atividade e, aos poucos, adiciona anotações, arquivos e contexto pessoal. Quando finalmente obtém a resposta desejada, cria um link para compartilhá-la com um colega ou outra pessoa.</p>
<p><strong>Quais são os riscos:</strong> Um link compartilhado pode revelar toda a conversa, não apenas a resposta que você pretendia enviar. Quem abrir o link também poderá ver prompts anteriores, além de encaminhá-los ou salvá-los. Alguns links públicos também podem aparecer em mecanismos de busca, diretamente ou após serem publicados em outros lugares. Isso já aconteceu em larga escala: <a href="https://www.404media.co/nearly-100-000-chatgpt-conversations-were-searchable-on-google/">um pesquisador encontrou quase 100 mil conversas do ChatGPT compartilhadas publicamente</a>, enquanto mais de <a href="https://www.forbes.com/sites/iainmartin/2025/08/20/elon-musks-xai-published-hundreds-of-thousands-of-grok-chatbot-conversations/">370 mil conversas do Grok teriam aparecido em resultados de busca</a>, algumas contendo informações pessoais, documentos corporativos e até uma senha. <a href="https://techcrunch.com/2026/07/27/psa-your-claude-shared-chats-and-artifacts-may-have-ended-up-on-google/">Links públicos do Claude também teriam exposto registros de saúde, documentos internos e dados de contato de crianças</a>.</p>
<p><strong>O que fazer:</strong> Evite compartilhar a conversa original. A opção mais segura é copiar apenas a resposta necessária para um documento separado e compartilhar esse arquivo. Mas, se quiser mostrar que a resposta foi gerada por IA, faça a mesma pergunta novamente em uma conversa limpa e revise cuidadosamente a prévia completa do compartilhamento. Abra o link em uma janela anônima para verificar exatamente o que outras pessoas verão. Exclua o link quando ele não for mais necessário, mas lembre-se de que isso não apagará cópias que já tenham sido salvas por terceiros.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/gnwzpgShare_your_chats_privately_7.png" alt="Não compartilhe o link de uma longa conversa com IA. Mova a resposta necessária para uma conversa limpa, visualize o link em modo privado e revogue o compartilhamento quando ele não for mais necessário" loading="lazy"></p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>Como softwares populares para Windows rastreiam sua atividade: uma análise de rede</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/how-desktop-apps-watch-you-research.html</link>
      <pubDate>Fri, 28 Aug 2026 15:07:02 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Anna Koroleva]]></dc:creator>
      <guid isPermaLink="false">6a9179e601da9d0001aae859</guid>
      <category>AdGuard for Windows</category>
      <category>Bloqueio de anúncios</category>
      <category>Pesquisa do AdGuard</category>
      <description>Analisamos o tráfego de rede de aplicativos populares para Windows e encontramos rastreamento oculto por toda parte.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>A maioria dos usuários presume que o rastreamento online acontece apenas no navegador. Instalamos extensões para bloquear anúncios em sites e acreditamos estar protegidos. Mas o navegador é apenas uma pequena parte da sua vida digital.</p>
<p>Aplicativos para desktop — como tocadores de música, mensageiros, launchers de jogos e leitores de PDF — também se conectam constantemente à Internet. E, assim como os sites, muitos deles enviam dados sobre suas atividades. A diferença é que você não consegue ver esse tráfego sem filtrar todo o sistema.</p>
<p>É por isso que a filtragem em todo o sistema vem ativada por padrão no AdGuard para Windows v8.0. Ela oferece a única maneira confiável de proteger sua privacidade em todos os aplicativos sem comprometer seu funcionamento.</p>
<p>Para entender a verdadeira dimensão do rastreamento que ocorre em PCs e mostrar por que a proteção apenas no navegador não é suficiente, realizamos uma pesquisa.</p>
<div class="kg-card kg-toggle-card" data-kg-toggle-state="close">
            <div class="kg-toggle-heading">
                <h4 class="kg-toggle-heading-text"><span style="white-space: pre-wrap;">O que analisamos na pesquisa</span></h4>
                <button class="kg-toggle-card-icon" aria-label="Expand toggle to read content">
                    <svg id="Regular" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 24 24">
                        <path class="cls-1" d="M23.25,7.311,12.53,18.03a.749.749,0,0,1-1.06,0L.75,7.311"></path>
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                </button>
            </div>
            <div class="kg-toggle-content"><p><span style="white-space: pre-wrap;">Selecionamos um conjunto diversificado de aplicativos populares para Windows, abrangendo várias categorias, incluindo ferramentas de escritório, mensageiros, reprodutores de mídia, editores de código, launchers de jogos e assistentes de IA.</span></p><p><span style="white-space: pre-wrap;">Usando o AdGuard para Windows v8.0, registramos e analisamos todas as requisições web enviadas por esses aplicativos, tanto durante o uso ativo quanto em segundo plano. Cada aplicativo foi executado por aproximadamente 3,5 minutos. Mesmo nesse curto período, os dados se mostraram reveladores. Classificamos cada endpoint para determinar se ele era usado para recursos essenciais do software, telemetria, publicidade ou configuração remota.</span></p></div>
        </div><blockquote>
<p><strong>Observação sobre a metodologia</strong></p>
<p>Este estudo foi realizado em uma única execução, em um único computador e com um único usuário. A duração dos testes e os cenários de uso variaram ligeiramente entre os aplicativos, portanto não é possível compará-los diretamente entre si. Também anonimizamos os nomes das empresas para manter o foco nos padrões técnicos observados, e não em marcas específicas. O objetivo foi entender como o rastreamento funciona em ambientes desktop, e não criar um ranking.</p>
</blockquote>
<h2 id="o-que-encontramos">O que encontramos</h2>
<p>Em 18 aplicativos analisados, identificamos 1.965 endpoints de servidor únicos, responsáveis por gerar 4.945 requisições web.</p>
<p>O AdGuard interceptou e tratou requisições destinadas a 1.780 desses endpoints, removendo cabeçalhos invasivos em vez de bloquear completamente as conexões. Além disso, o AdGuard bloqueou totalmente chamadas cujo único propósito era rastreamento ou veiculação de anúncios. Em outras palavras, lotes inteiros de requisições direcionadas a endpoints de telemetria conhecidos foram interrompidos antes mesmo de chegarem à rede, e não apenas tiveram seus cabeçalhos removidos.</p>
<p>Embora as requisições funcionais representem uma parcela significativa do volume total de tráfego, o Modo Stealth do AdGuard ainda precisou remover cabeçalhos invasivos em quase 90% de todos os endpoints — incluindo muitas requisições comuns e legítimas, não apenas aquelas relacionadas a rastreamento. O dado mais impressionante é que 15 dos 18 aplicativos analisados (83%) realizaram pelo menos uma requisição que classificamos como rastreamento ou publicidade. Pequenos pacotes de telemetria são enviados rapidamente em segundo plano, construindo ao longo do tempo um perfil detalhado do comportamento do usuário.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/content/blog/windows_apps_research/filtering_log.png" alt="Registro de filtragem" loading="lazy"></p>
<h2 id="como-o-rastreamento-em-aplicativos-desktop-funciona-na-pr%C3%A1tica">Como o rastreamento em aplicativos desktop funciona na prática</h2>
<p>Estatísticas abstratas podem parecer distantes da realidade. Na prática, aplicativos para desktop transformam suas ações cotidianas em requisições de rede altamente detalhadas. Uma loja de jogos online, por exemplo, monitora o <strong>movimento do cursor</strong> e o <strong>ID da sua conta</strong> quando você passa o mouse sobre a página de um jogo. Um aplicativo de console de videogame envia seu <strong>gamertag</strong> e o <strong>identificador do dispositivo</strong> a cada 29 segundos, enquanto o mecanismo de navegador integrado de uma plataforma de vídeos curtos envia um <strong>sinal de diagnóstico</strong> para seus próprios servidores a cada 60 segundos, associado a um <strong>identificador persistente do dispositivo</strong> — independentemente do que esteja sendo exibido na tela.</p>
<p>Até mesmo um leitor de PDF comum registra <strong>cliques em botões</strong>, enviando uma requisição separada quando você cancela um login. Um serviço de streaming de música transmite eventos de reprodução a cada quatro segundos, incluindo a <strong>posição exata da faixa</strong>, o <strong>modelo do notebook</strong> e detalhes sobre o <strong>dispositivo de saída de áudio</strong>. Já uma plataforma de vídeos revela informações do seu perfil de espectador em parâmetros de consulta visíveis e sem ofuscação, incluindo o <strong>status da assinatura</strong> e a <strong>região</strong> do usuário, dados que podem ser observados ao inspecionar a conexão localmente.</p>
<figure class="kg-card kg-gallery-card kg-width-wide"><div class="kg-gallery-container"><div class="kg-gallery-row"><div class="kg-gallery-image"><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/an6gzdashboard_privacidade1.png" width="537" height="1353" loading="lazy" alt=""></div><div class="kg-gallery-image"><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/860y3dashboard_privacidade2.png" width="567" height="1331" loading="lazy" alt=""></div></div></div></figure><p>Você pode pensar: “E daí se um aplicativo registra um clique em um botão ou o modelo do meu notebook?”</p>
<p>Individualmente, esses dados podem parecer inofensivos. Mas, quando combinados, eles constroem um perfil detalhado do seu comportamento. As empresas usam esse perfil para rastrear você em diferentes aplicativos, ajustar preços com base no seu dispositivo e exibir anúncios direcionados. Isso também significa que seu histórico fica permanentemente associado à sua identidade e pode ser exposto caso os servidores do fornecedor sejam comprometidos.</p>
<h2 id="os-mesmos-destinat%C3%A1rios-em-todos-os-lugares">Os mesmos destinatários em todos os lugares</h2>
<p>Esperávamos que empresas diferentes utilizassem ferramentas de rastreamento diferentes. Em vez disso, encontramos os mesmos destinatários aparecendo em aplicativos sem qualquer relação entre si.</p>
<p>Um único ID de cliente da Microsoft apareceu em quatro aplicativos completamente diferentes: um mensageiro, um aplicativo de console de jogos, um player de música e um cliente de torrent. Isso acontece porque muitos aplicativos para desktop são desenvolvidos usando tecnologias de webview que incluem telemetria de navegador por padrão.</p>
<p>Também encontramos ferramentas tradicionais de análise da web, como Google Analytics e Google Tag Manager, sendo executadas dentro de processos de desktop, e não apenas em navegadores.</p>
<p>Mais importante ainda, a maior parte do tráfego de rastreamento não era enviada para terceiros. Ela era direcionada diretamente aos servidores do próprio desenvolvedor do aplicativo. Isso não é necessariamente pior do que o rastreamento por terceiros, mas torna o bloqueio mais difícil. Você não pode simplesmente interromper a comunicação com o desenvolvedor sem perder o acesso ao próprio aplicativo.</p>
<h2 id="conversas-silenciosas-em-segundo-plano">Conversas silenciosas em segundo plano</h2>
<p>Uma das descobertas mais surpreendentes foi a frequência da atividade em segundo plano. Aplicativos para desktop não esperam que você clique em botões para começar a enviar dados.</p>
<p><strong>Mais de 20% dos aplicativos que testamos enviam telemetria em intervalos automáticos, sem qualquer interação do usuário.</strong> Você pode abrir um aplicativo, sair da frente do computador e voltar mais tarde para encontrar dezenas de comunicações registradas enquanto seu PC permaneceu completamente ocioso.</p>
<p>Essas comunicações em segundo plano variam desde logs de desempenho enviados a cada segundo até relatórios periódicos sobre o estado do sistema transmitidos em intervalos fixos.</p>
<figure class="kg-card kg-image-card kg-card-hascaption"><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/0x3ovapp_com_intervalo.png" class="kg-image" alt="" loading="lazy" width="866" height="1816"><figcaption><span style="white-space: pre-wrap;">Com que frequência aplicativos para desktop se comunicam com servidores</span></figcaption></figure><h2 id="por-que-bloquear-dom%C3%ADnios-n%C3%A3o-%C3%A9-suficiente">Por que bloquear domínios não é suficiente</h2>
<p>Se o rastreamento é tão comum, a pergunta óbvia é: por que não bloquear simplesmente os domínios usados para rastreamento?</p>
<p>O problema é que o rastreamento em aplicativos desktop raramente está separado em domínios exclusivos e facilmente identificáveis. Em vez disso, ele geralmente reside nos mesmos servidores responsáveis pelo funcionamento do aplicativo. Em nossos testes, <strong>quase 1 em cada 6 aplicativos (17%) enviava dados de rastreamento ou publicidade a partir dos mesmos hosts utilizados para funcionalidades essenciais</strong>.</p>
<p>Imagine um serviço de streaming de música. Ele pode usar um único domínio para gerenciar seu login, transmitir músicas e coletar dados de telemetria. Se você bloquear esse domínio para interromper o rastreamento, também interromperá a reprodução de música.</p>
<p>É por isso que o simples bloqueio de domínios falha. Para impedir esse tipo de rastreamento sem quebrar os aplicativos, é necessário um mecanismo mais preciso, capaz de diferenciar uma requisição funcional de uma requisição de rastreamento no mesmo servidor.</p>
<h2 id="nossa-solu%C3%A7%C3%A3o-filtragem-em-todo-o-sistema-com-inspe%C3%A7%C3%A3o-https">Nossa solução: filtragem em todo o sistema com inspeção HTTPS</h2>
<p>O AdGuard para Windows resolve esse problema usando <strong>filtragem em nível de caminho (path-level filtering)</strong>.</p>
<p>Filtros de rede convencionais conseguem ver apenas o servidor de destino, mas os aplicativos modernos criptografam o restante da conexão. Ao descriptografar o tráfego localmente no seu dispositivo, conseguimos inspecionar a URL completa e os cabeçalhos das requisições. Essa visibilidade permite remover dados invasivos e bloquear caminhos específicos de rastreamento, enquanto as requisições funcionais continuam funcionando normalmente.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/content/blog/windows_apps_research/domain_blocking_vs_https_filtering.png" alt="Bloqueio de domínio vs. filtragem HTTPS em nível de caminho" loading="lazy"></p>
<p><em>O bloqueio de domínios desativa servidores inteiros. Já a filtragem HTTPS em nível de caminho analisa URLs individuais para remover telemetria sem comprometer os recursos essenciais dos aplicativos.</em></p>
<p>Equilibramos proteção e estabilidade por meio de um sistema inteligente. Ativamos a filtragem HTTPS completa para aplicativos confiáveis, como navegadores. Excluímos aplicativos sensíveis, como apps bancários, para manter seus dados seguros. Para os demais aplicativos, filtramos o tráfego básico, mas mantemos a inspeção HTTPS desativada por padrão. Se desejar uma proteção mais profunda, você pode ativá-la manualmente em <strong>Gerenciamento de aplicativos</strong>. Assim, é possível interromper o rastreamento oculto sem comprometer o funcionamento dos seus aplicativos.</p>
<div class="kg-card kg-callout-card kg-callout-card-blue"><div class="kg-callout-emoji">📚</div><div class="kg-callout-text"><a /kb/adguard-for-windows-8/app-management/#how-app-filtering-and-routing-work-in-adguard-for-windows-v80">Saiba mais sobre filtragem de aplicativos e roteamento em nossa Base de conhecimentos</a></div></div><h2 id="por-que-isso-%C3%A9-seguro">Por que isso é seguro</h2>
<p>Todo o processamento acontece no seu computador. A filtragem com inspeção HTTPS é realizada inteiramente no seu dispositivo — o componente local descriptografa temporariamente uma requisição para verificar seu caminho e seus cabeçalhos, da mesma forma que faz para remover dados invasivos.</p>
<p>O que ele <strong>não</strong> faz: armazenar esse conteúdo ou enviá-lo para qualquer lugar.</p>
<p>Cada verificação consiste em uma comparação local com a lista de bloqueio, e os dados descriptografados são descartados imediatamente após a decisão de filtragem. Seu tráfego nunca sai do seu dispositivo para esse fim. O processo é rápido e foi projetado para não impactar o desempenho da CPU nem a velocidade da sua conexão com a Internet.</p>
<h3 id="compara%C3%A7%C3%A3o-entre-m%C3%A9todos-de-prote%C3%A7%C3%A3o-contra-rastreamento">Comparação entre métodos de proteção contra rastreamento</h3>
<table>
<thead>
<tr>
<th style="text-align:left">Método</th>
<th style="text-align:left">Escopo</th>
<th style="text-align:left">Proteção contra rastreamento</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td style="text-align:left"><strong>Extensão de navegador do AdGuard</strong></td>
<td style="text-align:left">Apenas no navegador</td>
<td style="text-align:left">Alta</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align:left"><strong>Filtragem DNS</strong></td>
<td style="text-align:left">Em todo o sistema</td>
<td style="text-align:left">Moderada (atua apenas no nível do domínio — não consegue separar tráfego de rastreamento e tráfego funcional quando ambos compartilham o mesmo host)</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align:left"><strong>VPN</strong></td>
<td style="text-align:left">Em todo o sistema</td>
<td style="text-align:left">Nenhuma por padrão (apenas criptografia — o bloqueio exige um filtro DNS integrado, como o AdGuard DNS opcional do AdGuard VPN)</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align:left"><strong>Aplicativo para desktop do AdGuard</strong></td>
<td style="text-align:left">Em todo o sistema</td>
<td style="text-align:left"><strong>Máxima</strong> (após a ativação da filtragem HTTPS para cada aplicativo — habilitada por padrão para navegadores e opcional para os demais)</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2 id="conclus%C3%A3o">Conclusão</h2>
<p>Os aplicativos para desktop já não estão isolados da web. Eles dependem de redes complexas de servidores para funcionar. Essas redes frequentemente transportam dados de rastreamento ocultos junto com seus arquivos e atividades. Ferramentas tradicionais têm dificuldade para impedir esse rastreamento porque não conseguem enxergar o conteúdo das conexões criptografadas utilizadas pelos aplicativos desktop.</p>
<p>O AdGuard para Windows oferece uma solução mais eficaz. Com a filtragem em nível de caminho, conseguimos limpar requisições específicas de rastreamento sem comprometer o funcionamento dos aplicativos. Assim, sua privacidade permanece sob seu controle, sem prejudicar os softwares dos quais você depende no dia a dia.</p>
<h2 id="quer-ver-isso-com-seus-pr%C3%B3prios-olhos">Quer ver isso com seus próprios olhos?</h2>
<p>Baixe o AdGuard para Windows v8.0 e abra o <strong>Registro de filtragem</strong>. Você poderá acompanhar, em tempo real, como bloqueamos requisições de rastreamento enviadas pelos seus aplicativos desktop.</p>
<div class="kg-card kg-button-card kg-align-center"><a /en/adguard-windows/overview.html" class="kg-btn kg-btn-accent">Download AdGuard</a></div>]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>Plataforma para extensões de bloqueadores de anúncios no Edge será descontinuada: o que muda agora?</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/edge-phasing-out-mv2-ad-blockers.html</link>
      <pubDate>Tue, 25 Aug 2026 17:29:58 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Ekaterina Kachalova]]></dc:creator>
      <guid isPermaLink="false">6a8da6e601da9d0001aae5d8</guid>
      <category>Extensão de navegador AdGuard</category>
      <category>Notícias do setor</category>
      <description>O Edge está se despedindo do MV2, a plataforma que serviu de base para muitas ferramentas populares e alguns dos bloqueadores de anúncios mais poderosos.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>A Microsoft Edge está finalmente se preparando para se despedir do Manifest V2, a plataforma de extensões que serviu de base para muitas ferramentas populares do navegador, incluindo alguns dos bloqueadores de anúncios mais poderosos.</p>
<p>O anúncio da Microsoft gerou manchetes alarmistas semelhantes às que surgiram quando o Chrome iniciou sua própria transição para o Manifest V3. Algumas delas afirmam que o Edge está prestes a “<a href="https://www.theverge.com/tech/976880/microsoft-edge-extensions-ad-blockers-mv2-mv3">bloquear bloqueadores de anúncios antigos</a>” ou “<a href="https://www.pcgamer.com/software/browsers/firefox-stunts-on-edge-as-microsoft-gears-up-to-neuter-adblockers-ublock-origin-isnt-going-anywhere/">enfraquecer os bloqueadores de anúncios</a>”. A realidade é menos dramática, mas também não é tão simples quanto a <a href="https://blogs.windows.com/msedgedev/2026/08/07/moving-the-microsoft-edge-extensions-ecosystem-forward-with-manifest-version-3/">Microsoft faz parecer</a>.</p>
<p>Os bloqueadores de anúncios continuarão funcionando no Edge. No entanto, o Manifest V3 reduz o controle que as extensões têm sobre as solicitações de rede, limita a quantidade de regras de filtragem que podem ser usadas e dificulta atualizações rápidas dos filtros. É possível manter um nível de proteção muito próximo ao atual, mas isso exige um trabalho de desenvolvimento consideravelmente maior.</p>
<h2 id="quando-o-edge-deixar%C3%A1-de-oferecer-suporte-%C3%A0s-extens%C3%B5es-manifest-v2">Quando o Edge deixará de oferecer suporte às extensões Manifest V2?</h2>
<p>Os primeiros avisos começaram a aparecer em agosto de 2026 nas versões Edge Canary, Dev e Beta. Depois disso, a Microsoft expandirá gradualmente a descontinuação para o Edge Stable — a versão usada pela maioria dos usuários. A transição para usuários comuns deve ser concluída até o final de 2026. Já as instalações corporativas gerenciadas terão mais tempo, até o início de 2027. A Microsoft ainda não anunciou uma data única ou uma versão específica do Edge em que o suporte será encerrado para todos.</p>
<h2 id="a-microsoft-diz-que-95-das-extens%C3%B5es-j%C3%A1-est%C3%A3o-prontas-mas-e-as-outras">A Microsoft diz que 95% das extensões já estão prontas. Mas e as outras?</h2>
<p>Segundo a Microsoft, mais de 95% das extensões do Edge usadas ativamente já migraram para o Manifest V3. Apenas 58 extensões com “uso significativo” ainda dependem do MV2, e três delas aparentemente ainda não possuem uma alternativa pública baseada em MV3.</p>
<p>O número pode parecer pequeno, mas é provável que bloqueadores de anúncios e extensões focadas em privacidade representem uma parcela relevante dessas 58 extensões. Isso acontece porque o MV3 afeta especialmente extensões que analisam e modificam solicitações da web — exatamente o que permite o funcionamento dos bloqueadores de conteúdo mais avançados.</p>
<p>A Microsoft não revelou quais são essas três extensões, e os dados públicos da Edge Store não resolvem a questão: eles mostram qual manifesto cada extensão utiliza, mas não indicam qual versão MV3 a Microsoft considera como substituta.</p>
<p>Dois fortes candidatos são o <strong><a href="https://github.com/dhowe/AdNauseam/issues/2629">AdNauseam</a></strong>, cujos desenvolvedores afirmaram não ter recursos para criar uma versão limitada compatível com o MV3, e o <strong>ClearURLs</strong>, cuja proposta de migração para MV3 foi <a href="https://github.com/ClearURLs/Addon/issues/326">encerrada como “não planejada”</a>.</p>
<p>O caso do <strong>uBlock Origin</strong> é mais ambíguo. A versão disponível para Edge ainda utiliza MV2, mas existe uma alternativa simplificada, o <strong>uBlock Origin Lite</strong>, baseada em MV3. Não está claro se a Microsoft considera essa versão um substituto direto. O desenvolvedor do uBO, Raymond Hill, declarou explicitamente que “<a href="https://github.com/gorhill/uBlock/wiki/About-Google-Chrome%27s-%E2%80%9CThis-extension-may-soon-no-longer-be-supported%E2%80%9D">não existe uma versão Manifest V3 do uBO</a>”. Ele também explicou que “o uBOL é diferente demais do uBO para substituí-lo automaticamente”.</p>
<p>O uBOL ainda pode ser uma boa opção para quem busca um bloqueador leve, mas ele abre mão de recursos avançados que o MV3 não permite implementar. Como explicamos em nosso artigo sobre a <a /pt_br/blog/ublock-origin-disabled-chrome.html">remoção do uBlock Origin do Chrome</a>, trata-se de uma alternativa simplificada, e não de um substituto equivalente em todos os aspectos.</p>
<h2 id="como-o-manifest-v2-difere-do-manifest-v3">Como o Manifest V2 difere do Manifest V3</h2>
<p>A diferença entre o uBO e o uBOL ilustra bem o principal compromisso imposto pelo MV3. Os bloqueadores de anúncios precisam abrir mão de alguns recursos ou investir anos de trabalho para recriá-los dentro de um ambiente mais restritivo. A principal mudança está em quem toma a decisão de bloquear uma solicitação. No MV2, um bloqueador de anúncios podia analisar cada requisição e responder em tempo real. No MV3, ele geralmente precisa fornecer um conjunto pré-definido de regras e deixar que o navegador as aplique.</p>
<p>O Google apresentou essa mudança como uma forma de tornar as extensões mais seguras, privadas e eficientes. Isso parece tranquilizador, mas nosso cofundador e CTO, Andrey Meshkov, <a /pt_br/blog/chrome-manifest-v3-where-we-stand.html">argumentou que limitar as extensões não torna automaticamente seus usuários mais seguros</a>. Extensões maliciosas continuaram sendo um problema mesmo depois que a Chrome Web Store deixou de aceitar novas extensões baseadas em MV2. Na opinião dele, uma moderação mais rigorosa da loja e uma cooperação mais próxima com especialistas em segurança fariam mais para proteger os usuários do que simplesmente reduzir as capacidades das extensões legítimas.</p>
<p>Para os bloqueadores de anúncios, as consequências práticas são específicas e bastante limitantes:</p>
<ul>
<li><strong>Menos regras e menos flexibilidade.</strong> Os navegadores limitam a quantidade de filtros que podem estar ativos, e algumas regras de filtragem tradicionais não podem ser convertidas para o formato do MV3 sem perder funcionalidades.</li>
<li><strong>Atualizações de filtros mais lentas.</strong> Muitos filtros agora ficam incorporados à própria extensão, ao contrário do que acontecia no MV2, e normalmente só são atualizados quando uma nova versão passa pela revisão da loja. Isso dificulta reagir rapidamente a anúncios recém-introduzidos ou a sites que deixam de funcionar corretamente.</li>
<li><strong>Inovação mais lenta.</strong> Como o navegador controla uma parcela maior do processo de filtragem, as extensões não podem criar livremente novas formas de lidar com solicitações. O recurso precisa se encaixar no sistema de regras existente do navegador; caso contrário, os desenvolvedores precisam criar uma solução alternativa ou esperar que o navegador implemente a funcionalidade necessária.</li>
</ul>
<p>Anos de discussões e feedback da comunidade de desenvolvedores tornaram o MV3 consideravelmente mais viável. Ele se tornou um mal menor, e não o desastre que muitos previam inicialmente, mas igualar as capacidades de uma extensão MV2 ainda exige recursos de desenvolvimento significativamente maiores. Como afirmou Meshkov, a transição exigiu um “<a /pt_br/blog/chrome-manifest-v3-where-we-stand.html">enorme esforço de todas as partes envolvidas</a>”. Por isso, projetos menores ou mantidos por voluntários podem não conseguir acompanhar essa evolução, ou sobreviver apenas de forma mais limitada.</p>
<h2 id="como-o-adguard-sobreviveu-ao-manifest-v3">Como o AdGuard sobreviveu ao Manifest V3</h2>
<p>Da nossa parte, começamos a nos preparar já em meados de 2021 e lançamos o <a /pt_br/blog/adguard-mv3.html">primeiro protótipo funcional de bloqueador de anúncios para MV3 do mundo</a> em 2022. Após mais dois anos de desenvolvimento, a <a /pt_br/blog/adguard-browser-extension-mv3-release.html">versão final</a> se tornou nossa principal extensão para Chrome em setembro de 2024.</p>
<p>Isso exigiu muito mais do que apenas alterar um arquivo de manifesto. Criamos ferramentas capazes de converter filtros tradicionais em regras compatíveis com o MV3 e continuamos realizando a filtragem cosmética — a remoção de banners, espaços vazios e outros elementos indesejados das páginas — usando nosso próprio mecanismo.</p>
<p>Também introduzimos o filtro <strong>AdGuard Quick Fixes</strong>. Normalmente, o MV3 não permite que filtros integrados sejam atualizados independentemente da extensão, mas o Quick Fixes utiliza a limitada cota de regras dinâmicas disponível para responder a problemas urgentes sem precisar aguardar que uma atualização completa da extensão passe pela revisão da loja.</p>
<p>Algumas restrições ainda permanecem. O número de regras é limitado, determinadas técnicas de filtragem não podem ser reproduzidas exatamente como antes, e a maioria das atualizações de filtros ainda precisa ser distribuída junto com a própria extensão. Manter uma funcionalidade próxima da nossa versão MV2, portanto, exige mais trabalho, e algumas melhorias podem demorar mais para chegar aos usuários.</p>
<p>Ainda assim, a maioria das pessoas deve perceber pouca diferença na filtragem do dia a dia. Em <a /en/blog/no-google-isnt-killing-ad-blockers-adguard-cto-andrey-meshkov-on-the-manifest-v2-panic.html">sua avaliação mais recente</a>, Meshkov observou: “Nunca ficamos entusiasmados com a mudança para o MV3, mas o apocalipse previsto nunca aconteceu.”</p>
<h2 id="o-que-acontecer%C3%A1-com-o-adguard-ad-blocker-no-edge">O que acontecerá com o AdGuard Ad Blocker no Edge?</h2>
<p>O <a href="https://microsoftedge.microsoft.com/addons/detail/adguard-adblocker/pdffkfellgipmhklpdmokmckkkfcopbh">AdGuard Ad Blocker atualmente disponível nos Complementos do Edge</a> ainda utiliza o Manifest V2. Os usuários do Edge podem continuar usando essa versão enquanto o navegador oferecer suporte ao MV2 — não há necessidade de substituí-la ou reinstalá-la imediatamente.</p>
<p>Levaremos nossa extensão baseada em MV3 para a loja do Edge até que a descontinuação anunciada pela Microsoft alcance os usuários da versão estável do navegador. Ainda não podemos fornecer uma data exata, pois continuamos esclarecendo como o Edge analisará atualizações que incluam novas versões de filtros. No MV3, esse processo é especialmente importante porque a maioria dos filtros é distribuída dentro da própria extensão.</p>
<p>Usuários que desejam migrar para o MV3 no Edge desde já podem instalar nossa <a href="https://chromewebstore.google.com/detail/adguard-adblocker/bgnkhhnnamicmpeenaelnjfhikgbkllg">versão disponível na Chrome Web Store</a>. Como o Edge é baseado no Chromium — a mesma plataforma utilizada pelo Chrome — a extensão deve funcionar e receber atualizações de forma muito semelhante, embora não tenhamos testado exaustivamente todos os cenários específicos do Edge.</p>
<p>Quem deseja manter todos os recursos da extensão de bloqueio de anúncios do AdGuard também pode considerar o Firefox, que continua oferecendo suporte às funcionalidades de bloqueio que o MV3 removeu dos navegadores baseados em Chromium.</p>
<p><strong>A opção mais duradoura, no entanto, é utilizar uma proteção que não dependa da plataforma de extensões de nenhum navegador.</strong> Os aplicativos AdGuard para <a /pt_br/adguard-windows/overview.html">Windows</a>, <a /pt_br/adguard-mac/overview.html">Mac</a> e <a /pt_br/adguard-android/overview.html">Android</a> protegem navegadores e outros aplicativos em nível de sistema. Dessa forma, mudanças no Edge, no Chrome ou em qualquer outro navegador não podem remover essa proteção.</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>AdGuard para Windows v8.0: uma nova era de proteção</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/adguard-for-windows-v8-0.html</link>
      <pubDate>Thu, 20 Aug 2026 19:25:20 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Anna Koroleva]]></dc:creator>
      <guid isPermaLink="false">6a872a7001da9d0001aae2fd</guid>
      <category>AdGuard for Windows</category>
      <category>Lançamentos</category>
      <category>Notícias do AdGuard</category>
      <category>Nova versão</category>
      <description>Redesenho completo, filtragem de rede em todo o sistema e controle total sobre o tráfego e o rastreamento dos aplicativos.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p>A nova versão está atualmente nos estágios iniciais de distribuição e esperamos que ela chegue a todos os usuários existentes nas próximas semanas.</p>
</blockquote>
<p>Uma versão totalmente nova, um novo número principal, um visual renovado — e, o mais importante, proteção verdadeiramente em todo o sistema. O AdGuard para Windows v8.0 não apenas parece diferente: ele oferece um controle mais claro sobre o tráfego do seu computador e torna as configurações mais importantes muito mais acessíveis.</p>
<p>Pronto para conferir? Basta atualizar o seu aplicativo atual. Se você nunca experimentou o AdGuard para Windows antes, baixe o aplicativo clicando no botão abaixo.</p>
<div class="kg-card kg-button-card kg-align-center"><a href="https://static.adtidy.org/windows/setup-8.0.5560.0.exe" class="kg-btn kg-btn-accent">Obter a versão 8.0</a></div><p>Se você prefere entender antes de atualizar, aqui está o motivo pelo qual esta versão é importante o suficiente para merecer um novo número. Há novidades tanto para usuários avançados quanto para quem simplesmente quer uma Internet limpa e segura sem precisar se preocupar com configurações.</p>
<h2 id="prote%C3%A7%C3%A3o-em-todo-o-sistema-por-que-agora-filtramos-todos-os-aplicativos">Proteção em todo o sistema: por que agora filtramos todos os aplicativos?</h2>
<p>Além da filtragem DNS que você já conhece, o AdGuard agora oferece uma filtragem completa em nível de rede. Isso significa mais proteção e mais controle: você pode filtrar todo o tráfego de Internet do seu dispositivo, garantindo proteção em todo o sistema.</p>
<p>Você pode estar se perguntando: por que a filtragem em todo o sistema é tão importante? Não basta bloquear anúncios nos navegadores? Em computadores, os navegadores ainda geram cerca de 55–60% de todo o tráfego — <a /blog/apple-url-filter-system-wide-filtering-api.html">mas isso ainda deixa uma grande parcela para outros aplicativos</a>. O rastreamento dentro dos aplicativos costuma ser ainda mais invasivo do que nos sites. Os apps podem acessar mais dados pessoais, interagir diretamente com recursos do dispositivo e usar identificadores persistentes que os sites simplesmente não conseguem utilizar. É por isso que filtrar todo o tráfego do dispositivo é tão importante.</p>
<p>Além disso, nossa pesquisa sobre softwares populares para Windows mostrou que uma parcela significativa das solicitações de telemetria e publicidade vem de aplicativos para desktop — mensageiros, lançadores de jogos, reprodutores de mídia, leitores de PDF e outros — e não apenas de sites. Muitos desses aplicativos utilizam os mesmos domínios tanto para funcionalidades essenciais quanto para rastreamento, o que significa que um simples bloqueio de domínios acabaria comprometendo seu funcionamento.</p>
<p>Para resolver isso, a versão 8.0 utiliza filtragem HTTPS em nível de caminho (<em>path-level</em>) e regras específicas para cada aplicativo, removendo solicitações de rastreamento sem afetar os recursos principais dos programas. Ao filtrar todos os aplicativos por padrão, você fica protegido em todo o sistema, e não apenas no navegador.</p>
<p><a /en/blog/how-desktop-apps-watch-you-research.html">Saiba mais sobre como aplicativos para desktop rastreiam você e por que a filtragem em todo o sistema é importante</a></p>
<div class="kg-card kg-callout-card kg-callout-card-blue"><div class="kg-callout-emoji">🛡️</div><div class="kg-callout-text">O AdGuard utiliza um driver de rede especial que gerencia o envio e o recebimento de dados, permitindo filtrar o tráfego de todos os aplicativos do seu dispositivo.</div></div><p>Claro, a proteção por DNS continua disponível — você pode escolher um servidor DNS e filtrar conteúdo dessa forma. Mas a filtragem por DNS é menos flexível, e algumas solicitações de rastreamento ainda podem passar despercebidas.</p>
<p>É aí que a filtragem HTTPS se torna essencial. Quando ativada, o AdGuard consegue inspecionar o tráfego dentro dos aplicativos do Windows. Isso permite distinguir conteúdo legítimo de solicitações de rastreamento, mesmo quando ambos vêm do mesmo domínio.</p>
<p>Por exemplo, você abre o aplicativo do Facebook e o utiliza normalmente. O que você não vê são as solicitações de rastreamento que começam a ser enviadas em segundo plano. O problema é que o Facebook hospeda tanto conteúdo legítimo quanto solicitações de rastreamento (como <code>https://graph.facebook.com/network_ads</code>) exatamente no mesmo domínio. Se você tentar bloquear esse rastreamento via DNS, só terá uma opção: bloquear o domínio inteiro. Mas isso quebraria completamente o aplicativo, impedindo até mesmo o login ou o carregamento do feed.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/content/release_notes/ad_blocker/windows/v8.0/facebook_requests.png" alt="Solicitações de rastreamento bloqueadas" loading="lazy"></p>
<p>A filtragem em nível de rede permite muito mais precisão. Ao descriptografar o tráfego, o AdGuard consegue identificar a URL completa e bloquear apenas as solicitações de rastreamento, mantendo o restante do aplicativo funcionando normalmente.</p>
<p>Embora a filtragem HTTPS venha ativada por padrão nos navegadores, ela permanece desativada na maioria dos outros aplicativos para garantir melhor compatibilidade. Você pode ativá-la sempre que desejar uma proteção adicional: basta selecionar o aplicativo desejado em <em>Gerenciamento de aplicativos</em> e habilitar a opção <em>Filtrar tráfego HTTPS</em>.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/content/release_notes/ad_blocker/windows/v8.0/filter-https-traffic-ptbr.png" alt="Filtrar tráfego HTTPS" loading="lazy"></p>
<p>Falando em <em>Gerenciamento de aplicativos</em>: essa nova seção, juntamente com <em>Estatísticas</em>, oferece controle total e transparência sobre o que os aplicativos estão fazendo no seu computador.</p>
<h2 id="veja-o-que-seus-aplicativos-est%C3%A3o-fazendo-e-assuma-o-controle">Veja o que seus aplicativos estão fazendo e assuma o controle</h2>
<p>Para facilitar o gerenciamento do tráfego e oferecer uma visão clara do que acontece no seu dispositivo, adicionamos duas novas seções: <em>Gerenciamento de aplicativos</em> e <em>Estatísticas</em>.</p>
<h3 id="o-que-voc%C3%AA-pode-fazer-em-gerenciamento-de-aplicativos">O que você pode fazer em Gerenciamento de aplicativos</h3>
<p>O <em>Gerenciamento de aplicativos</em> permite controlar como cada aplicativo acessa a Internet. Por padrão, o AdGuard filtra tudo. Assim que um aplicativo se conecta à Internet, ele aparece em <em>Gerenciamento de aplicativos</em> e seu tráfego passa a ser roteado pelo AdGuard. A partir daí, você pode definir como deseja tratá-lo e configurar a filtragem:</p>
<ul>
<li>Decidir quais aplicativos terão seu tráfego roteado pelo AdGuard</li>
<li>Escolher em quais aplicativos bloquear anúncios e rastreadores</li>
<li>Ativar a filtragem HTTPS nos aplicativos de sua preferência</li>
</ul>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/content/release_notes/ad_blocker/windows/v8.0/app-management-new-ptbr.png" alt="Gerenciamento de aplicativos" loading="lazy"></p>
<p>Também introduzimos a opção <em>Filtrar aplicativos desconhecidos</em>, uma nova configuração para lidar com aplicativos que ainda não estão nas listas de compatibilidade ou exclusão. Ela vem ativada por padrão: novos aplicativos recebem a filtragem padrão, enquanto a interceptação HTTPS permanece desativada para evitar impactos no funcionamento deles. <a /kb/adguard-for-windows/app-management/#filter-unknown-apps">Leia nosso artigo da Base de Conhecimento</a> para mais detalhes.</p>
<h3 id="o-que-voc%C3%AA-pode-ver-em-estat%C3%ADsticas">O que você pode ver em Estatísticas</h3>
<p>A seção <em>Estatísticas</em> exibe informações detalhadas sobre a atividade de rede. A aba <em>Empresas</em> mostra todas as empresas para as quais o seu dispositivo enviou solicitações, enquanto as abas <em>Aplicativos</em> e <em>Domínios</em> apresentam dados específicos do tráfego de cada aplicativo roteado pelo AdGuard.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/content/release_notes/ad_blocker/windows/v8.0/statistics-ptbr.png" alt="Estatísticas" loading="lazy"></p>
<p>Quer saber quais empresas têm mais solicitações bloqueadas? Quais aplicativos estão tentando compartilhar seus dados e com quem? Você pode identificar rapidamente qualquer atividade suspeita e bloqueá-la.</p>
<h2 id="n%C3%A3o-apenas-atualiza%C3%A7%C3%B5es-internas-um-redesign-completo">Não apenas atualizações internas: um redesign completo</h2>
<p>O AdGuard para Windows percorreu um longo caminho desde sua estreia em 2009. Ao longo dos últimos 16 anos, sua interface evoluiu junto com a própria web, passando pelas versões 5, 6 e 7. Para quem está conosco desde o início, estas imagens podem trazer algumas lembranças:</p>
<figure class="kg-card kg-gallery-card kg-width-wide"><div class="kg-gallery-container"><div class="kg-gallery-row"><div class="kg-gallery-image"><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/2r5klsvw9zadguardwindowsv4.webp" width="668" height="437" loading="lazy" alt=""></div><div class="kg-gallery-image"><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/z666qb6vigadguardwindows5.webp" width="486" height="359" loading="lazy" alt=""></div></div><div class="kg-gallery-row"><div class="kg-gallery-image"><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/ceuc80t6ykadguardwindows6.webp" width="800" height="600" loading="lazy" alt=""></div><div class="kg-gallery-image"><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/7r4bi4lv1jadguardwindows7.webp" width="1360" height="1087" loading="lazy" alt=""></div></div></div></figure><p>Com a versão 8.0, estamos abrindo um novo capítulo. O aplicativo foi completamente redesenhado do zero. Nosso foco foi a <strong>simplicidade e a facilidade de uso</strong>. As ferramentas mais importantes agora estão em destaque, enquanto as configurações avançadas continuam disponíveis — apenas organizadas de forma que não sobrecarreguem novos usuários.</p>
<p>Vamos começar pelo básico e aprofundar os detalhes à medida que avançamos.</p>
<h3 id="configura%C3%A7%C3%B5es-principais-%C3%A0-vista">Configurações principais à vista</h3>
<p>O aplicativo foi projetado para permitir que você ative tudo o que precisa diretamente na tela inicial. Basta clicar nos ícones exibidos — eles representam o bloqueio de anúncios e rastreadores, o gerenciamento de avisos de cookies e outros incômodos semelhantes, além da proteção DNS. Tudo o que você precisa para uma navegação mais fluida e segura.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/content/release_notes/ad_blocker/windows/v8.0/mainscreen-ptbr.png" alt="Main screen" loading="lazy"></p>
<p><strong>Se quiser ajustar sua proteção com mais precisão</strong>, acesse a seção <strong>Proteção</strong>, onde as configurações estão claramente organizadas por categorias, explicadas em linguagem simples e podem ser ativadas com apenas um botão.</p>
<figure class="kg-card kg-gallery-card kg-width-wide"><div class="kg-gallery-container"><div class="kg-gallery-row"><div class="kg-gallery-image"><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/wy90pprotection.png" width="1660" height="1199" loading="lazy" alt=""></div><div class="kg-gallery-image"><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/ccyo2gad-blocking.png" width="1657" height="1202" loading="lazy" alt=""></div><div class="kg-gallery-image"><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/4004itrackingprotection-ptbr.png" width="1142" height="847" loading="lazy" alt=""></div></div></div></figure><p><strong>Se você prefere uma experiência mais personalizada</strong>, pode ajustar ainda mais as configurações.</p>
<p>A seção <em>Proteção contra rastreamento</em> permite escolher um nível de proteção — desde uma experiência simples e confortável até uma opção mais avançada, que inclui a exclusão de cookies para aumentar a privacidade. Também existe um nível personalizado, no qual você pode ajustar livremente cada configuração de acordo com suas preferências, como bloquear notificações de sites ou ativar a proteção anti-DPI.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/content/release_notes/ad_blocker/windows/v8.0/custom_level.png" alt="Personalizado" loading="lazy"></p>
<p><strong>Prefere ter mais controle sobre a filtragem?</strong> Você encontra as configurações de baixo nível e de rede em <em>Configurações</em> → <em>Configurações do aplicativo</em>.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/content/release_notes/ad_blocker/windows/v8.0/app-settings-ptbr.png" alt="Configurações do aplicativo" loading="lazy"></p>
<div class="kg-card kg-callout-card kg-callout-card-blue"><div class="kg-callout-emoji">📚</div><div class="kg-callout-text">Para obter mais detalhes sobre os novos recursos, <a /kb/adguard-for-windows/">consulte a Base de Conhecimento</a>. Se você estiver usando uma versão mais antiga, <a /kb/archive/adguard-for-windows/">há uma seção específica para ela</a>.</div></div><h2 id="testes-extensivos-e-como-lidamos-com-problemas-de-compatibilidade">Testes extensivos e como lidamos com problemas de compatibilidade</h2>
<p>Antes de lançar a versão 8.0, realizamos testes internos extensivos em centenas de aplicativos, e o programa beta público durou mais de seis meses. Nosso objetivo era garantir que os aplicativos mais populares funcionassem corretamente com a nova lógica de filtragem desde o primeiro momento, sem a necessidade de configurações manuais.</p>
<p>Na maioria dos casos, os aplicativos amplamente utilizados devem continuar funcionando normalmente após a atualização. No entanto, o ecossistema do Windows é enorme, e alguns aplicativos ou configurações específicas ainda podem apresentar casos isolados de incompatibilidade.</p>
<p>Se você encontrar um aplicativo com problemas ou notar algum comportamento inesperado após atualizar para a versão 8.0, informe-nos imediatamente por meio do nosso <a href="https://github.com/AdguardTeam/AdguardForWindows/issues">repositório no GitHub</a> ou pelo suporte disponível no aplicativo. Tratamos esse tipo de relato como prioridade máxima e agimos rapidamente para disponibilizar correções emergenciais. Seu feedback contribui diretamente para aprimorar as listas de compatibilidade que determinam como cada aplicativo é filtrado e roteado.</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>Extensão de navegador AdGuard v5.5: dite as suas próprias regras</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/adguard-browser-extension-v5-5.html</link>
      <pubDate>Fri, 21 Aug 2026 12:22:53 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Alyona Bolshova]]></dc:creator>
      <guid isPermaLink="false">6a8818ed01da9d0001aae3b6</guid>
      <category>AdGuard Browser Extensions</category>
      <category>Lançamentos</category>
      <category>Nova versão</category>
      <description>Um editor de regras do usuário mais organizado, o novo filtro Proteção contra rastreamento em e-mails e algumas melhorias de usabilidade para o MV3.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Seguimos tantas regras impostas por outras pessoas todos os dias. É bom poder definir as nossas próprias de vez em quando. O AdGuard Browser Extension v5.5 torna isso mais fácil: nosso novo <strong>RulesEditor</strong> oferece uma maneira mais organizada de criar e gerenciar regras de filtragem. Também adicionamos um filtro que bloqueia rastreadores em e-mails, além de algumas melhorias de usabilidade para o MV3.</p>
<h2 id="ruleseditor-gerenciamento-de-regras-mais-simples">RulesEditor: gerenciamento de regras mais simples</h2>
<p>A seção <strong>Regras do usuário</strong> costumava ser pouco mais do que um campo de texto simples. Agora, ela é baseada no <a href="https://github.com/AdguardTeam/RulesEditor">RulesEditor</a>, nosso próprio editor, que oferece duas formas de trabalho: <strong>Visualização em lista</strong> e <strong>Visualização do editor</strong>.</p>
<figure class="kg-card kg-gallery-card kg-width-wide kg-card-hascaption"><div class="kg-gallery-container"><div class="kg-gallery-row"><div class="kg-gallery-image"><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/lequduser-rules-old-ptbr.png" width="1454" height="1200" loading="lazy" alt=""></div><div class="kg-gallery-image"><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/1zjwzuser-rules-list-view-ptbr.png" width="1448" height="790" loading="lazy" alt=""></div><div class="kg-gallery-image"><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/4nxcxuser-rules-editor-view-ptbr.png" width="1532" height="1258" loading="lazy" alt=""></div></div></div><figcaption><p><span style="white-space: pre-wrap;">O editor de regras antigo (E), a Visualização em lista (C) e a Visualização do editor (D) do novo editor de regras</span></p></figcaption></figure><p>Na <strong>Visualização em lista</strong>, você conta com caixas de seleção para ativar ou desativar regras individuais, uma barra de pesquisa e um menu adicional com acesso rápido às opções <strong>Ajuda sobre a sintaxe das regras</strong>, <strong>Importar</strong>, <strong>Exportar</strong> e <strong>Excluir tudo</strong>. Também há a <strong>Visualização do editor</strong>, para edição manual direta. Além disso, a seção <strong>Lista de permissões</strong> agora também utiliza o RulesEditor e recebeu um menu adicional aprimorado.</p>
<p>Já domina o editor antigo? Não há necessidade de reaprender nada. O RulesEditor foi projetado para tornar a edição e a revisão de regras mais simples, sem interromper o fluxo de trabalho com o qual você já está acostumado.</p>
<h2 id="prote%C3%A7%C3%A3o-contra-rastreamento-em-e-mails-assuma-o-controle-sobre-quem-monitora-suas-mensagens">Proteção contra rastreamento em e-mails: assuma o controle sobre quem monitora suas mensagens</h2>
<p>Anúncios e rastreadores não estão presentes apenas em sites. Muitos e-mails de marketing contêm uma pequena imagem invisível de 1×1 pixel, conhecida como <strong>pixel de rastreamento</strong>. No momento em que você abre a mensagem, esse pixel envia informações silenciosamente ao remetente, revelando, muitas vezes, quando, onde e como você leu o e-mail.</p>
<p>A parte complicada é que não basta bloquear esses pixels pelo domínio. A maioria dos grandes provedores de e-mail encaminha todas as imagens das mensagens por meio de seus próprios servidores antes de exibi-las. Isso significa que bloquear o domínio do pixel de rastreamento pode acabar comprometendo a exibição de imagens legítimas em toda a sua caixa de entrada.</p>
<p>Por isso, criamos o filtro <strong>Proteção contra rastreamento em e-mails</strong>, que identifica e bloqueia pixels de rastreamento sem afetar as imagens que você realmente deseja visualizar.</p>
<h2 id="acompanhe-as-atualiza%C3%A7%C3%B5es-dos-filtros">Acompanhe as atualizações dos filtros</h2>
<p>Anteriormente, a guia <strong>Filtros</strong> nas configurações do MV3 exibia a data de atualização da extensão para todos os filtros. Isso nem sempre era preciso, já que as atualizações dos filtros e da extensão costumam seguir cronogramas diferentes. Atualizamos o tratamento dos metadados dos filtros, e agora o campo <strong>Última atualização</strong> mostra a data real de atualização de cada filtro.</p>
<h2 id="novo-modificador-para-usu%C3%A1rios-avan%C3%A7ados">Novo modificador para usuários avançados</h2>
<p>Para criadores de filtros mais experientes, a versão 5.5 adiciona suporte ao modificador <strong><code>$urltransform</code></strong>, que permite que uma regra reescreva partes de uma URL — como o caminho (<em>path</em>) ou os parâmetros da consulta (<em>query string</em>) — antes que a solicitação seja enviada, incluindo redirecionamentos processados pela API <strong>declarativeNetRequest</strong> do Chrome MV3.</p>
<p>Isso permite lidar com parâmetros de rastreamento e outros elementos indesejados de uma URL com precisão, sem precisar bloquear a solicitação por completo. Veja um exemplo:</p>
<pre><code class="language-text">||example.com^$urltransform=/regex/replacement/
</code></pre>
<p>Essa regra instrui a extensão a transformar as URLs correspondentes de acordo com o padrão especificado, em vez de simplesmente permiti-las ou bloqueá-las.</p>
<h2 id="sua-opini%C3%A3o-%C3%A9-importante">Sua opinião é importante</h2>
<p>O seu feedback ajuda a orientar nossas próximas melhorias e correções. Atualize sua extensão para conferir as novidades e compartilhe sua opinião no GitHub e em nossas redes sociais.</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>AdGuard Mail v1.6: feedback simplificado, histórico completo de atualizações e mais</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/adguard-mail-v1-6.html</link>
      <pubDate>Fri, 31 Jul 2026 18:42:16 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Alyona Bolshova]]></dc:creator>
      <guid isPermaLink="false">6a6cc25801da9d0001aad9e2</guid>
      <category>AdGuard Mail</category>
      <category>Lançamentos</category>
      <category>Nova versão</category>
      <description>O principal objetivo desta atualização é facilitar o contato com a nossa equipe e nos ajudar a agir com base no seu feedback.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Seu feedback é o que torna o <a href="https://adguard-mail.com/pt_br/welcome.html?utm_source=blog_v1_6">AdGuard Mail</a> cada vez melhor a cada atualização. Por isso, desta vez focamos em facilitar o contato com a nossa equipe.</p>
<h2 id="relate-problemas-com-aliases-diretamente-pelo-app">Relate problemas com aliases diretamente pelo app</h2>
<p>Já aconteceu de um site se recusar a aceitar um alias? Antes, era preciso explicar o problema do zero para entrar em contato com o suporte. Agora, você pode relatar problemas com aliases diretamente pelo aplicativo. Veja como:</p>
<ol>
<li>
<p>Vá até a seção <em>Aliases</em>.</p>
</li>
<li>
<p>Clique no ícone de ponto de exclamação no canto superior direito.<br>
<img src="https://cdn.adtidy.org/content/blog/agmail/alias_arrow_pt.jpeg" alt="Report an alias" loading="lazy"></p>
</li>
<li>
<p>Se um site ou serviço não aceitar seu alias, selecione <em>Endereço não aceito por um site</em> e depois <em>Continuar</em>. Você será direcionado diretamente ao nosso formulário de feedback.<br>
<img src="https://cdn.adtidy.org/content/blog/agmail/report_problem_pt.jpeg" alt="Endereço não aceito" loading="lazy"></p>
</li>
<li>
<p>Para qualquer outro problema, clique em <em>Outro</em> e depois em <em>Continuar</em> para descrever a situação em detalhes e enviá-la ao suporte.</p>
</li>
</ol>
<h2 id="acompanhe-todas-as-novidades">Acompanhe todas as novidades</h2>
<p>Agora você pode acessar o histórico completo de atualizações diretamente pelo aplicativo do AdGuard Mail. Basta ir em <em>Definições</em> → <em>Sobre</em> → <em>Histórico de versões</em> para conferir todas as correções e melhorias reunidas em um só lugar.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/content/blog/agmail/about_1_pt.jpeg" alt="Histórico de versões" loading="lazy"></p>
<h2 id="exporta%C3%A7%C3%A3o-de-logs-mais-pr%C3%A1tica-e-melhor-fluxo-de-avalia%C3%A7%C3%B5es">Exportação de logs mais prática e melhor fluxo de avaliações</h2>
<p>Também simplificamos o processo de salvar os logs do aplicativo em dispositivos móveis. Vá até <em>Suporte</em> → <em>Exportar registros e informações do sistema</em> e toque em <em>Salvar</em>. Você receberá uma confirmação dentro do aplicativo informando que os logs foram salvos com sucesso, sem precisar ficar na dúvida se o processo funcionou. Além disso, poderá compartilhá-los por e-mail ou pelo método de sua preferência.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/content/blog/agmail/export_pt.jpg" alt="Logs exported *mobile" loading="lazy"></p>
<p>Também fizemos pequenos ajustes no fluxo de avaliações dentro do aplicativo. Assim como as demais mudanças desta atualização, o objetivo é o mesmo: facilitar o contato com a nossa equipe e nos ajudar a agir com base no seu feedback.</p>
<h2 id="feedback-nunca-%C3%A9-demais">Feedback nunca é demais</h2>
<p>Como sempre, se você tiver sugestões, ideias, quiser relatar algum bug ou simplesmente compartilhar sua experiência, envie seu feedback pelo <a href="https://surveys.adguard.com/en/adguard_mail/form.html">formulário do AdGuard Mail</a>.</p>
<p>Para saber mais sobre o AdGuard Mail, <a href="https://adguard-mail.com/pt_br/welcome.html?utm_source=blog_v1_6">visite nosso site</a>.</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>AdGuard Mini para Mac v2.3: novas verificações de configuração e diagnósticos aprimorados</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/adguard-mini-for-mac-v2-3.html</link>
      <pubDate>Tue, 01 Sep 2026 16:37:17 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Darya Bugayova]]></dc:creator>
      <guid isPermaLink="false">6a96d50d01da9d0001aaeb55</guid>
      <category>AdGuard Mini for Mac</category>
      <category>Lançamentos</category>
      <category>Nova versão</category>
      <description/>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O AdGuard Mini foi desenvolvido para funcionar discretamente em segundo plano. Mas, quando a filtragem deixa de funcionar como esperado, nem sempre é fácil identificar o motivo. Pode faltar uma permissão ou alguma configuração do sistema pode ter sido alterada. Sem uma indicação clara, encontrar a causa pode levar tempo.</p>
<p>No AdGuard Mini para Mac v2.3, adicionamos verificações de configuração e novos avisos. Agora, o aplicativo consegue detectar problemas comuns, explicar o que precisa de atenção e sugerir os próximos passos.</p>
<h2 id="recomenda%C3%A7%C3%B5es-que-ajudam-a-encontrar-o-problema">Recomendações que ajudam a encontrar o problema</h2>
<p>Às vezes, a filtragem para de funcionar por motivos que não são óbvios. Após uma atualização do macOS ou uma migração de sistema, uma permissão necessária pode ser perdida, uma extensão do Safari pode ser desativada ou as listas de filtros podem deixar de ser atualizadas. Para o usuário, pode parecer simplesmente que o AdGuard Mini parou de bloquear anúncios.</p>
<p>Agora, o aplicativo consegue detectar esses problemas e explicar o que precisa ser corrigido. Cada recomendação informa o que aconteceu e oferece uma sugestão do que fazer em seguida.</p>
<p>Existem dois tipos de alertas:</p>
<p><strong>Recomendações críticas</strong> aparecem destacadas em laranja. Elas indicam problemas que podem impedir o funcionamento correto da proteção, como extensões do Safari desativadas, ausência da permissão para execução em segundo plano, erros nas extensões do Safari ou regras que não podem ser aplicadas porque o limite de regras do Safari foi atingido.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/content/release_notes/ad_blocker/mini_for_mac/v2.3/extension_pt_br.png" alt="Alerta laranja" loading="lazy"></p>
<p><strong>Recomendações padrão</strong> são exibidas em cinza. Elas são menos urgentes, mas ainda afetam a qualidade da proteção, como listas de filtros desatualizadas, bloqueio de anúncios desativado ou bloqueio de incômodos desativado.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/content/release_notes/ad_blocker/mini_for_mac/v2.3/blocking_pt_br.png" alt="Alerta cinza" loading="lazy"></p>
<p>Isso significa que você não precisa procurar em várias configurações nem tentar adivinhar o que mudou. O AdGuard Mini mostra exatamente o que requer atenção e ajuda a restaurar a filtragem mais rapidamente.</p>
<h2 id="diagn%C3%B3sticos-aprimorados-para-problemas-menos-evidentes">Diagnósticos aprimorados para problemas menos evidentes</h2>
<p>Nem todo problema começa com uma configuração claramente incorreta. Às vezes, os usuários percebem um aumento no uso de CPU ou memória. Em outros casos, o comportamento da filtragem muda após migrar para um novo Mac, restaurar um backup ou ajustar as configurações do aplicativo.</p>
<p>Também aprimoramos os diagnósticos para esses cenários. Quando os usuários precisam de ajuda, o aplicativo agora consegue fornecer à nossa equipe de suporte informações mais detalhadas sobre o que está acontecendo. Isso facilita a investigação de problemas mais difíceis de identificar.</p>
<h2 id="conte-para-n%C3%B3s-o-que-voc%C3%AA-achou">Conte para nós o que você achou</h2>
<p>O seu feedback nos ajuda a tornar o AdGuard Mini para Mac cada vez melhor. Se você tiver sugestões ou ideias, compartilhe-as no <a href="https://github.com/AdguardTeam/AdGuardForSafari/issues">GitHub</a>, nas <a /discuss.html">redes sociais</a> ou pela seção <strong>Suporte</strong> dentro do aplicativo.</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>Por que os óculos inteligentes continuam sendo um fracasso quando o assunto é privacidade</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/smart-meta-glasses-pervert-privacy.html</link>
      <pubDate>Fri, 31 Jul 2026 17:26:38 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Ekaterina Kachalova]]></dc:creator>
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      <category>Privacidade</category>
      <description/>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Poucos produtos de tecnologia lançados recentemente provocaram uma reação tão intensa em relação à privacidade quanto a segunda geração dos óculos com IA da Meta. O que a Meta apresenta como o futuro da computação pessoal está se tornando cada vez mais sinônimo de <strong>gravações ocultas, exposição indesejada e perda total de controle para quem é capturado pelas câmeras</strong>.</p>
<p>Em julho passado, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, afirmou que, dentro de cinco a dez anos, <a href="https://fortune.com/2025/07/31/mark-zuckerberg-meta-ray-ban-smart-glasses-ai/">as pessoas que não usarem óculos com IA poderão estar em uma “desvantagem cognitiva bastante significativa” em comparação com aquelas que usarem</a>. Zuckerberg também promoveu os óculos inteligentes como um dispositivo capaz de substituir os smartphones no futuro, colocando conhecimento instantâneo não apenas na ponta dos dedos, mas literalmente diante dos seus olhos.</p>
<p>Por um tempo, os óculos pareciam estar ganhando um impulso real. <a href="https://www.cnbc.com/2026/02/11/ray-ban-maker-essilorluxottica-triples-sales-of-meta-ai-glasses.html">A Meta e sua parceira de fabricação, a EssilorLuxottica, venderam cerca de 7 a 7,5 milhões de unidades somente em 2025</a>, depois de atingir um total acumulado de dois milhões de unidades vendidas entre 2023 e 2024. No papel, parecia que a Meta finalmente havia transformado os óculos inteligentes de um experimento futurista fracassado em um produto de massa.</p>
<p>Mas o sucesso comercial veio acompanhado de uma crescente resistência por questões de privacidade. Apesar dos esforços da Meta para apresentar os óculos como um gadget moderno e desejável para todos, eles vêm se tornando cada vez mais um problema. <a href="https://futurism.com/future-society/backlash-meta-pervert-glasses-afraid">Alguns proprietários já estariam relutantes em usar o que os críticos apelidaram de "óculos de pervertido" fora de casa</a>.</p>
<p>O que deu errado? Praticamente tudo. E boa parte disso era previsível.</p>
<h2 id="em-busca-de-uma-luz-de-led">Em busca de uma luz de LED</h2>
<p>Os mais recentes óculos inteligentes da Meta são fruto da parceria com a EssilorLuxottica, o conglomerado do setor óptico que é dono da Ray-Ban. A EssilorLuxottica contribui com sua experiência em armações, lentes, fabricação, ergonomia e adaptação para lentes de grau, enquanto a Meta fornece as câmeras, microfones, hardware interno, software e a Meta AI.</p>
<p>Em 23 de junho de 2026, a parceria lançou uma nova linha própria chamada simplesmente <strong>Meta Glasses</strong>, <a href="https://www.meta.com/ai-glasses/meta-glasses/kylie-jenner/">incluindo um modelo desenvolvido em colaboração com Kylie Jenner, cuja assistente Meta AI integrada falava com a voz da influenciadora</a>. Ao abandonar a tradicional marca Ray-Ban, a Meta parecia pronta para deixar de se apoiar na reputação de outra empresa e consolidar sua própria marca no mercado de óculos.</p>
<p><strong>Mas isso sempre seria difícil — talvez até impossível.</strong> Quando a linha própria foi lançada, os óculos já haviam se tornado alvo de uma enorme controvérsia, impulsionada em grande parte por <a href="https://www.brusselstimes.com/2166072/women-unknowingly-filmed-in-brussels-with-meta-smart-glasses-raise-concerns">relatos de mulheres que foram filmadas secretamente durante interações aparentemente comuns</a>. Muitas descobriram depois que <a href="https://edition.cnn.com/2026/02/09/world/manfluencers-smart-glasses-intl">os vídeos haviam sido publicados na internet sem seu consentimento</a>. Alguns desses vídeos acumularam milhões de visualizações, fizeram com que as mulheres fossem reconhecidas por desconhecidos e permaneceram online mesmo após objeções explícitas. As vítimas afirmaram que não perceberam a luz indicadora de gravação. Algumas relataram ainda que <a href="https://www.bbc.com/news/articles/cx23ke7rm7go">os vídeos revelavam onde moravam e fizeram com que tivessem medo de sair de casa</a>.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/5hd2wrayban.png" alt="Óculos inteligentes Ray-Ban Meta" loading="lazy"></p>
<p>O que torna esses casos tão perturbadores é que apenas uma das pessoas envolvidas sabe que a interação está sendo gravada. Quem usa os óculos está produzindo conteúdo; a pessoa à sua frente acredita estar apenas conversando. <strong>Esse desequilíbrio invisível priva a outra pessoa de qualquer possibilidade real de decidir se sua imagem, voz e interação pessoal podem ou não ser registradas e compartilhadas.</strong></p>
<p>As leis atuais não concedem aos usuários de óculos inteligentes um direito irrestrito de gravar outras pessoas: nos Estados Unidos, os requisitos de consentimento variam de estado para estado, e alguns exigem que todos os participantes de uma conversa privada autorizem a gravação. A legalidade de uma gravação depende das circunstâncias, mas a existência de incerteza jurídica não equivale a consentimento.</p>
<p>A principal resposta da Meta para esse problema é um pequeno <strong>LED indicador de captura</strong> na parte frontal da armação. Ele pisca quando o usuário tira uma foto ou grava um vídeo, supostamente alertando as pessoas ao redor de que a câmera está ativa.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/a4sutinfluencer.png" alt="Um tweet sobre ser gravado por óculos da Meta" loading="lazy"></p>
<p>Mas essa luz está longe de ser uma proteção significativa para a privacidade. Na melhor das hipóteses, trata-se apenas de uma notificação — e uma muito fácil de passar despercebida. Para notá-la, é preciso saber que os óculos possuem uma câmera, saber onde o indicador está localizado, estar perto o suficiente para enxergá-lo e, por coincidência, olhar diretamente para o usuário exatamente enquanto a luz está piscando.</p>
<p>Como era de se esperar, quase assim que os óculos se popularizaram, as pessoas começaram a procurar maneiras de contornar até mesmo esse aviso limitado. Adesivos passaram a ser vendidos para cobrir o LED, enquanto serviços especializados ofereciam formas permanentes de modificá-lo ou destruí-lo.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/8bmacmeta_blocker_kit.png" alt="Captura de tela de um vídeo mostrando como bloquear o LED dos óculos da Meta" loading="lazy"></p>
<p>Em 7 de julho de 2026, a Meta começou a distribuir uma atualização obrigatória que <a href="https://9to5google.com/2026/07/07/meta-ray-ban-smart-glasses-privacy-light-camera-update/">desativa a câmera caso os óculos detectem que o LED foi adulterado ou danificado fisicamente</a>. Segundo a empresa, "não será possível tirar fotos ou gravar vídeos até detectarmos que a luz está desobstruída". A Meta também informou que removerá anúncios e ofertas do Marketplace relacionadas a serviços de modificação do LED e poderá tomar medidas legais contra quem oferecer esse tipo de serviço.</p>
<p>Fechar essa brecha é positivo. Mas o fato de ela existir — e de a Meta ter precisado reformular suas proteções em resposta a ela — também diz muito. <strong>Mais importante ainda: essa atualização não corrige a falha fundamental do sistema. Mesmo funcionando corretamente, a luz continua sendo inútil quando as pessoas que estão sendo gravadas não a reconhecem ou simplesmente não a percebem.</strong></p>
<p>E o risco à privacidade não termina quando a gravação é feita. A Meta recorreu a anotadores de dados contratados pela Sama, uma empresa de terceirização sediada em Nairóbi, para rotular as imagens e ajudar a treinar a IA dos óculos a compreender o que estava vendo. Funcionários relataram a jornalistas suecos que <a href="https://www.svd.se/a/K8nrV4/metas-ai-smart-glasses-and-data-privacy-concerns-workers-say-we-see-everything">o material analisado incluía pessoas se despindo, usando o banheiro, fazendo sexo e exibindo dados de cartões bancários</a>, enquanto o desfoque automático de rostos nem sempre funcionava corretamente. A resposta da Meta foi <a href="https://www.theguardian.com/technology/2026/apr/17/kenyan-outsourcing-company-for-meta-sacks-workers">encerrar seu contrato de sete anos com a Sama, deixando mais de 1.100 trabalhadores desempregados</a>, afirmando apenas que a empresa "não atende aos nossos padrões".</p>
<p>Enquanto isso, o público começou a criar sua própria forma de punição: o ostracismo social. <a href="https://x.com/RayyvanaTTV/status/2071399676381659343">Um usuário do X contou que seu grupo de amigos passou a se referir ao dono de um Meta Glasses como "o pervertido"</a> até que ele finalmente decidiu se desfazer dos óculos.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/diqg4pervert_glasses_x.png" alt="Post no X chamando usuário dos óculos da Meta de &quot;pervertido&quot;" loading="lazy"></p>
<p>A reação negativa também chegou ao mundo das celebridades. A campanha de Kylie Jenner para promover os óculos foi recebida com críticas, <a href="https://www.yahoo.com/entertainment/celebrity/articles/lorde-says-ai-glasses-not-231002552.html">enquanto a cantora Lorde disse sem rodeios ao público de um festival: "Não comprem esses óculos. Não é sexy."</a></p>
<p>Esse não é um problema que a Meta possa resolver com uma atualização de software. Trata-se de um julgamento social sobre um produto cujo apelo para quem o usa depende, em parte, de que todos ao redor aceitem que um par de óculos aparentemente comum também pode ser uma câmera apontada diretamente para eles.</p>
<h2 id="o-hist%C3%B3rico-dos-fracassos-em-privacidade-dos-glassholes-ao-snap-spectacles-%E2%80%94-e-de-volta-ao-mesmo-lugar">O histórico dos fracassos em privacidade: dos "Glassholes" ao Snap Spectacles — e de volta ao mesmo lugar</h2>
<p><a href="https://www.theguardian.com/technology/2013/mar/06/google-glass-threat-to-our-privacy">Quem acompanha tecnologia há tempo suficiente provavelmente se lembra do desastre que foi o Google Glass</a>. O headset futurista começou a chegar aos primeiros usuários em 2013 e despertou entusiasmo entre um pequeno grupo de entusiastas de tecnologia — <a href="https://www.vogue.com/article/the-final-frontier-google-glass-and-futuristic-fashion">chegando até mesmo a aparecer na revista <em>Vogue</em></a>.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/784ldvogue_glasses.png" alt="Google Glass na Vogue em 2013" loading="lazy"></p>
<p>Quase todo o restante das pessoas, porém, parecia odiá-lo.</p>
<p>Parte das críticas era direcionada ao próprio dispositivo. O Google Glass custava inicialmente US$ 1.500, tinha uma aparência estranha, autonomia de bateria limitada e oferecia poucos benefícios capazes de convencer uma pessoa comum a usá-lo. Mas seu maior problema talvez fosse social, e não técnico: <strong>ninguém podia ter certeza de que a pessoa olhando para você não estava, ao mesmo tempo, gravando tudo.</strong></p>
<p>A reação foi tão intensa que <a href="https://www.nbcnews.com/technolog/unbearable-wearable-bar-bans-google-glass-boots-rude-user-2d11660837">bares, restaurantes, cassinos e cinemas começaram a proibir a entrada de pessoas usando o dispositivo</a>. Pouco tempo depois, seus usuários passaram a ser chamados de <a href="https://www.theatlantic.com/technology/2013/04/rise-term-glasshole-explained-linguists/316015/"><strong>"Glassholes"</strong></a> — uma combinação de <em>Glass</em> e <em>asshole</em> usada para descrever pessoas que se comportavam de maneira inconveniente ao usar o Google Glass. A palavra tornou-se o "termo do dia" no Urban Dictionary em março de 2013 e rapidamente entrou para o vocabulário popular.</p>
<p>O Google Glass não fracassou apenas por causa das preocupações com privacidade. Seu preço elevado, o design pouco atraente e a tecnologia ainda imatura também contribuíram para isso. Mas o termo <strong>"Glasshole"</strong> resumiu o problema de forma melhor do que qualquer análise especializada: <strong>a sociedade rejeitou não apenas o dispositivo, mas também o comportamento que ele incentivava.</strong></p>
<p>A Snap tentou aprender com esse fracasso quando lançou a primeira geração do Spectacles, em 2016. Em vez de criar um dispositivo com aparência futurista, a empresa fez questão de que ele parecesse o mais descontraído possível. Também adicionou um anel de LEDs bem visível ao redor da câmera, que acendia durante as gravações.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/g0sjtsnap_specs.png" alt="Snap Spectacles" loading="lazy"></p>
<p>A mensagem era clara: aqueles óculos eram um brinquedo, não um dispositivo de vigilância, e as pessoas ao redor sempre saberiam quando a câmera estivesse gravando. Mas isso também não funcionou completamente. A luz só era útil se quem estivesse por perto soubesse o que ela significava, estivesse perto o suficiente para enxergá-la e, por acaso, olhasse diretamente para o usuário naquele momento. <a href="https://yougov.com/en-us/articles/16570-snapchat-spectacles-privacy-problem">Uma pesquisa da YouGov realizada em 2016 revelou que quase metade dos adultos americanos se sentiria desconfortável perto de um desconhecido usando Spectacles</a>. Apenas um ano após o lançamento, a primeira investida da Snap em hardware já era considerada oficialmente um fracasso.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/jj94esnaps_failure.png" alt="Fracasso do Snap Spectacles" loading="lazy"></p>
<p>A Meta parece ter estudado cuidadosamente os fracassos do Google e da Snap — mas tirou deles uma conclusão preocupante. O Google Glass parecia estranho demais. O Spectacles da Snap parecia um brinquedo. <strong>Já os Ray-Ban Meta se parecem quase exatamente com um par de óculos comum.</strong></p>
<p>Isso pode ter ajudado a Meta a alcançar o que Google e Snap nunca conseguiram: vender câmeras vestíveis em larga escala. Mas não resolveu o problema original de privacidade. Apenas tornou o dispositivo — e o fato de alguém poder estar gravando você — muito mais difícil de perceber.</p>
<h2 id="resist%C3%AAncia-na-pr%C3%A1tica-n%C3%A3o-apenas-nas-palavras">Resistência na prática, não apenas nas palavras</h2>
<p>De certa forma, a crescente popularidade dessa nova geração de óculos inteligentes, agora equipada com IA, fez com que as autoridades recorressem novamente à forma tradicional de lidar com câmeras vestíveis: proibi-las. <a href="https://www.uctoday.com/immersive-workplace-xr-tech/new-york-smart-glasses-court-ban-workplace-policy/">Óculos com capacidade de gravação já foram proibidos ou tiveram seu uso restringido em tribunais de Nova York</a> e <a href="https://wislawjournal.com/2026/07/14/wisconsin-courts-restrict-ai-glasses-over-privacy-concerns/">de Wisconsin</a>. Na Califórnia, <a href="https://www.cbsnews.com/news/meta-trial-mark-zuckerberg-ai-glasses/">um juiz chegou a ordenar que integrantes da equipe do CEO da Meta, Mark Zuckerberg, se desfizessem de seus óculos inteligentes</a> durante uma audiência em que gravações eram proibidas, alertando que o descumprimento da ordem poderia resultar em sanções por desacato.</p>
<p>Talvez seja apenas uma questão de tempo até que outros ambientes sensíveis à privacidade sigam o mesmo caminho. O Google Glass era fácil de identificar e proibir porque parecia um dispositivo vindo diretamente de um filme de ficção científica. Já os óculos da Meta são muito mais difíceis de fiscalizar justamente porque foram projetados para parecer um par de óculos comum.</p>
<h2 id="o-velho-padr%C3%A3o-da-meta-conveni%C3%AAncia-sem-consentimento">O velho padrão da Meta: conveniência sem consentimento</h2>
<p>O problema vai muito além de um único par de óculos. O que conecta os óculos inteligentes da Meta a muitos de seus outros produtos é uma abordagem bastante conhecida: introduzir uma nova forma conveniente de coletar informações, transferir para usuários e pessoas ao redor a responsabilidade de lidar com as consequências e tratar o consentimento como algo que pode ser escondido nas configurações, nos termos de uso ou em uma pequena luz piscando.</p>
<p>Vimos a mesma disposição de ultrapassar os limites da privacidade em 2025, <a /en/blog/meta-yandex-abuse-localhost-to-track-users.html">quando pesquisadores descobriram que o Meta Pixel explorava a funcionalidade localhost do Android</a> para vincular a atividade de navegação em dispositivos móveis — inclusive no modo de navegação privada — às identidades conectadas aos aplicativos do Facebook e do Instagram. A Meta interrompeu essa prática depois que ela veio a público. O mecanismo era muito diferente, mas a lógica por trás dele era a mesma: aproveitar primeiro tudo o que a tecnologia permite e lidar com as objeções depois.</p>
<p>Há outro padrão recorrente. <a href="https://adguardervpn.world/en/blog/metaverse-zuckerberg-failure-madness.html">Do metaverso aos óculos com IA, a Meta vem apresentando repetidamente sua visão de futuro tecnológico como algo inevitável, partindo do princípio de que o entusiasmo do público acabará surgindo mais cedo ou mais tarde</a>. A afirmação de Zuckerberg de que pessoas sem óculos com IA poderão sofrer uma "desvantagem cognitiva" leva essa lógica ainda mais longe: a resistência deixa de ser vista como uma reação razoável diante de uma empresa com um longo histórico de problemas relacionados à privacidade e passa a ser tratada como uma simples incapacidade de acompanhar o progresso.</p>
<p>Mas confiança não se conquista com campanhas estreladas por celebridades nem com atualizações de software. Ela é construída oferecendo às pessoas um controle real — inclusive àquelas que nunca compraram o produto, mas simplesmente tiveram o azar de estar na frente dele. Essa ausência de consentimento não é uma pequena falha que será resolvida com um LED melhor. Ela é o principal problema de privacidade do produto.</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>Esta startup paga desenvolvedores para assistir a anúncios enquanto usam IA. Tem pegadinha aí?</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/ai-coding-ads-kickbacks-vscode.html</link>
      <pubDate>Mon, 27 Jul 2026 19:00:11 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Ekaterina Kachalova]]></dc:creator>
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      <category>IA</category>
      <category>Privacidade</category>
      <description/>
      <content:encoded><![CDATA[<p>“Processando.” “Pensando.” “Isso pode levar um minuto.” Quem usa um assistente de programação com IA — ou IA em geral — certamente já viu essas mensagens. Às vezes, a espera dura apenas alguns segundos. Em outras, leva minutos. E, para desenvolvedores trabalhando em tarefas especialmente complexas, esperas de 15 ou 20 minutos, ou até quase uma hora, não são tão incomuns.</p>
<p>Durante esse tempo, você pode ficar olhando para o registro de atividades enquanto o agente lê arquivos, executa comandos e tenta concluir a tarefa. Ou pode simplesmente se afastar e voltar mais tarde para verificar se ele finalmente terminou. De qualquer forma, aquela pequena mensagem de status exibida enquanto o assistente de programação trabalha aparece repetidamente. <strong>Ela acaba prendendo uma quantidade surpreendente da sua atenção.</strong> Foi justamente isso que uma startup decidiu monetizar.</p>
<p>O <a href="https://kickbacks.ai">Kickbacks.ai substitui ou complementa essa pequena mensagem de “pensando” por um anúncio</a>. Os anunciantes pagam pelas visualizações, o Kickbacks fica com uma parte do valor, e o desenvolvedor em cuja máquina o anúncio foi exibido recebe o restante. <strong>À primeira vista, isso parece uma versão mais justa da já conhecida economia dos dados. Em vez de lucrar discretamente com seus dados, a empresa atribui um valor a eles e divide parte desse lucro com você.</strong></p>
<p><a /pt/blog/personal-data-cost-money.html">A ideia não é exatamente nova</a>. A <a href="https://evidation.com/">Evidation oferece pontos — que podem ser trocados por US$ 10 a cada 10 mil pontos — em troca de dados sobre saúde e atividades</a>. A Nielsen já pagou usuários para instalar um software de monitoramento que coleta informações demográficas, comportamentais e de preferências. O <a href="https://www.honeygain.com/">Honeygain remunera usuários por compartilharem seu tráfego de internet</a>, enquanto o <a href="https://www.zdnet.com/article/facebook-sues-two-chrome-extension-makers-for-scraping-user-data/">UpVoice recompensava usuários por permitir que uma extensão observasse os anúncios exibidos para eles nas principais plataformas</a>. O Kickbacks faz parte dessa mesma categoria de serviços, mas os riscos envolvidos em instalá-lo podem ser muito maiores.</p>
<p>Quando você vai além da promessa de dividir a receita em 50/50 e começa a ler as letras miúdas, a proposta passa a parecer muito menos uma compensação e muito mais um pagamento irrisório em troca da aceitação de um risco bastante significativo.</p>
<h2 id="kickbacksai-o-que-%C3%A9-e-como-funciona">Kickbacks.ai: o que é e como funciona</h2>
<p>O Kickbacks surgiu em junho de 2026 como um projeto do desenvolvedor Andrew McCalip. Seu slogan é <strong>"Receba para esperar"</strong> (<em>Get paid for waiting</em>). Enquanto o Claude Code ou o Codex processam uma solicitação, a extensão substitui ou complementa a mensagem de carregamento por uma mensagem patrocinada.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/lketnkickbacks_homepage.png" alt="Página inicial do Kickbacks" loading="lazy"></p>
<p>O produto é voltado diretamente para desenvolvedores. Ele funciona no Visual Studio Code (VS Code), um editor de código amplamente utilizado, e também pode ser instalado em editores baseados no VS Code, como Cursor e VSCodium. O <a href="https://marketplace.visualstudio.com/vscode">VS Code possui seu próprio sistema de extensões</a>, semelhante às extensões de navegadores, mas que funciona dentro do editor de código, e não no Chrome, Firefox ou outro navegador. O Kickbacks também é compatível com as versões de terminal do Claude Code e do OpenAI Codex, mas há um detalhe importante: <strong>os anúncios exibidos no terminal, por si só, não geram remuneração</strong>. A extensão do VS Code ainda precisa estar instalada, pois é ela que registra as visualizações qualificadas. <strong>Em resumo, isso não é algo com o qual um usuário comum do ChatGPT ou do Gemini possa ganhar dinheiro. É necessário ter um ambiente de desenvolvimento para que a extensão funcione.</strong></p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/ljyylwhere_ads_are.png" alt="Onde os anúncios do Kickbacks aparecem" loading="lazy"><br>
<em><a href="https://github.com/andrewmccalip/kickbacks.ai">Fonte</a></em></p>
<p>Para receber pagamentos, o desenvolvedor precisa estar conectado à conta, manter a extensão do Kickbacks instalada e em execução <strong>e deixar o anúncio visível por pelo menos cinco segundos durante uma solicitação real de programação iniciada por ele</strong>. O editor também deve permanecer aberto e não minimizado. Além disso, o Kickbacks afirma verificar se houve atividade real do usuário nos minutos anteriores. Solicitações automatizadas, pedidos repetitivos feitos apenas para gerar anúncios ou atividades rejeitadas pelos sistemas antifraude da empresa não são contabilizados.</p>
<p>Há dois modos de exibição de anúncios. O <strong>Modo Privado (Private Mode)</strong> é ativado automaticamente quando o usuário faz login. Já o <strong>Modo Aprimorado (Boosted Mode)</strong> exige adesão voluntária e utiliza informações das conversas do usuário para exibir anúncios mais direcionados.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/4u91xtwo_modes.png" alt="Os dois modos do Kickbacks" loading="lazy"></p>
<p>A diferença entre eles é significativa. Mas mesmo o chamado <strong>Modo Privado</strong> provavelmente não corresponde ao que a maioria das pessoas espera de uma solução realmente privada — supondo que privacidade verdadeira seja possível em um sistema criado para rastrear e atribuir visualizações de anúncios.</p>
<h2 id="o-%E2%80%9Cmodo-privado%E2%80%9D-%C3%A9-realmente-privado">O “Modo Privado” é realmente privado?</h2>
<p>O Modo Privado é privado mais ou menos da mesma forma que substituir seu nome por um número de cliente torna um banco de dados anônimo: é melhor do que armazenar tudo em texto simples, mas está longe de torná-lo invisível.</p>
<p>Segundo o Kickbacks, no Modo Privado ele não compartilha com parceiros de publicidade seus prompts, respostas geradas pela IA, código-fonte, conteúdo de arquivos, nomes de arquivos, caminhos ou a identidade do repositório. Isso protege a parte mais sensível do seu trabalho. Ainda assim, essa proteção está longe do que a maioria das pessoas entende por "privacidade".</p>
<p>Para exibir anúncios no Modo Privado, o Kickbacks afirma compartilhar com seus parceiros de publicidade as seguintes informações:</p>
<ul>
<li>um identificador pseudônimo do usuário ou da sessão;</li>
<li>uma versão transformada ou truncada do endereço IP;</li>
<li>o sistema operacional;</li>
<li>o agente do usuário (user-agent) e a versão do editor;</li>
<li>uma localização aproximada, no nível de cidade ou região;</li>
<li>confirmação de impressões e cliques.</li>
</ul>
<p>O próprio Kickbacks coleta ainda mais informações. Sua telemetria pode incluir qual anúncio foi exibido, a qual campanha ele pertence, onde apareceu na tela, qual porcentagem dele ficou visível, por quanto tempo permaneceu visível, registros de data e hora, versões da extensão e do aplicativo hospedeiro, identificadores da conta e da instalação, atividade de cliques, tempo e frequência das solicitações, relações entre contas e dispositivos e sinais comportamentais usados para detectar fraudes. <strong>Separadamente, a maior parte desses dados parece pouco relevante. Mas, ao longo do tempo, eles formam um histórico persistente sobre como uma pessoa utiliza um assistente de programação com IA:</strong> quando ela trabalha, com que frequência faz solicitações, quanto tempo duram suas sessões, qual editor e sistema operacional utiliza, onde aproximadamente está localizada e com quais anúncios interage.</p>
<p>E esse <strong>identificador pseudônimo</strong> merece mais atenção do que normalmente recebe. Embora ele não contenha seu nome, funciona como um rótulo recorrente para seu dispositivo ou conta. Isso permite que empresas reconheçam quando a mesma pessoa retorna, conectem sua atividade entre diferentes sessões e continuem adicionando novas informações ao mesmo perfil.</p>
<p>O <a href="https://nvlpubs.nist.gov/nistpubs/ir/2015/nist.ir.8053.pdf">NIST (Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos)</a> alerta que identificadores pseudônimos <strong>não tornam uma pessoa anônima</strong>. Quanto mais informações são associadas a um mesmo identificador — como localização, dados do dispositivo, registros de data e hora, hábitos e padrões de atividade — mais fácil pode se tornar relacionar esse perfil a outras bases de dados e descobrir quem está por trás dele. Em outras palavras, <strong>"pseudônimo" significa apenas que seu nome não está escrito de forma explícita. Não significa que ninguém possa descobrir sua identidade.</strong></p>
<p>O Kickbacks vai além de simplesmente admitir que compartilha dados. Sua <a href="https://kickbacks.ai/privacy">Política de Privacidade afirma explicitamente que, de acordo com as leis de privacidade da Califórnia, o programa constitui uma venda ou compartilhamento de dados pessoais</a>. Essa redação pode existir por motivos legais, mas vale interpretá-la literalmente: seus dados fazem parte do produto que está sendo comercializado.</p>
<p>De forma incomum, o Kickbacks chega até a atribuir um valor financeiro a esses dados. A empresa estima que os dados de cada usuário participante gerem cerca de <strong>US$ 75 por ano</strong> para o Kickbacks, já descontados os custos de operação do programa.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/2ip9tfuser_revenue_estimate.png" alt="Estimativa do Kickbacks para a receita anual gerada por usuário" loading="lazy"></p>
<h2 id="modo-aprimorado-um-desastre-para-a-privacidade">Modo Aprimorado: um desastre para a privacidade</h2>
<p>Se o Modo Privado já é difícil de justificar do ponto de vista da privacidade, o <strong>Modo Aprimorado (Boosted Mode)</strong> torna essa troca praticamente indefensável.</p>
<p>Quando ativado, o Kickbacks processa parte das conversas recentes do desenvolvedor com o assistente de IA em seus próprios servidores. Segundo a Política de Privacidade da empresa, isso pode incluir uma parte limitada dos prompts e respostas da IA, as extensões dos arquivos abertos e uma indicação do nome do repositório. Em seguida, o sistema tenta remover credenciais e informações pessoais e transforma o restante em um perfil de interesses para fins publicitários, incluindo linguagens de programação, tecnologias, temas profissionais, áreas de atuação, região, cargo e setor de trabalho.</p>
<p>A política afirma que arquivos de código e seus conteúdos não são coletados diretamente. O problema é que código, logs, informações de clientes, arquitetura interna, credenciais, dados financeiros e materiais proprietários frequentemente aparecem nos próprios prompts ou nas respostas da IA. Afinal, desenvolvedores costumam fornecer exatamente esse tipo de contexto para que o assistente consiga resolver um problema.</p>
<p>O Kickbacks afirma que informações sensíveis — como chaves, tokens e segredos — são removidas no próprio dispositivo antes do envio. Depois disso, seus servidores aplicam filtros adicionais. Caso essa limpeza falhe ou o sistema não tenha certeza do resultado, o conteúdo deveria ser descartado. No entanto, a empresa deixa claro, repetidas vezes, que esse processo representa apenas um <strong>"melhor esforço"</strong> (<em>best effort</em>) e <strong>não oferece qualquer garantia</strong>.</p>
<p>Esse tipo de aviso provavelmente soa familiar. A própria <a href="https://help.openai.com/en/articles/7039943-data-usage-for-consumer-services-faq">OpenAI recomenda que usuários não forneçam informações sensíveis</a> que não gostariam que fossem analisadas ou utilizadas. Da mesma forma, o <a href="https://support.google.com/gemini/answer/13594961?hl=en">Google orienta usuários do Gemini a não inserirem informações confidenciais que não desejariam que revisores humanos vissem ou que o Google utilizasse para aprimorar seus serviços</a>.</p>
<p>Segundo o Kickbacks, os parceiros de publicidade recebem apenas o perfil derivado após a limpeza dos dados, e não os prompts ou respostas originais. Ainda assim, qualquer informação sensível que passe pelos filtros poderá ser processada pela empresa e influenciar esse perfil antes que alguém perceba o problema. Além disso, os termos deixam claro que a empresa não garante identificar nem remover posteriormente conteúdos que escaparem da filtragem.</p>
<p>O Kickbacks também pode enriquecer esse perfil com informações obtidas de corretores de dados (<em>data brokers</em>), como seu provável cargo ou setor de atuação. Assim, os anúncios não são direcionados apenas com base em palavras como "Python". Eles podem considerar um conjunto muito mais amplo de informações sobre seu trabalho, incluindo as tecnologias que você utiliza, os problemas que resolve, sua localização, seu dispositivo e dados obtidos de fontes externas.</p>
<p>Outro ponto importante é que os parceiros de publicidade são tratados como <strong>controladores independentes dos dados</strong>, e não como prestadores de serviço que apenas seguem instruções do Kickbacks. Enquanto a Política de Privacidade do Kickbacks está disponível para consulta, depois que os dados são compartilhados o usuário pode nem sequer saber quais empresas os receberam — muito menos como essas empresas irão utilizá-los.</p>
<p>Os riscos também não desaparecem caso o usuário desative o recurso. Voltar do Modo Aprimorado para o Modo Privado impede apenas o compartilhamento de novos dados. As informações que já foram enviadas aos parceiros permanecem com eles. Em outras palavras, não existe um verdadeiro botão de "desfazer".</p>
<h2 id="divis%C3%A3o-de-receita-de-5050-%E2%80%94-ou-n%C3%A3o">Divisão de receita de 50/50 — ou não?</h2>
<p>A página inicial do Kickbacks apresenta uma proposta bastante simples: o anunciante paga US$ 1, o Kickbacks fica com US$ 0,50 e o desenvolvedor recebe os outros US$ 0,50. A empresa chega a chamar isso de uma <strong>"divisão real de 50/50"</strong>, afirmando explicitamente que não utiliza cálculos obscuros nem promessas do tipo "até".</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/w1zifair_split.png" alt="Promessa do Kickbacks de dividir a receita em 50/50" loading="lazy"></p>
<p>No entanto, a própria <a href="https://github.com/andrewmccalip/kickbacks.ai">página do projeto no GitHub</a> descreve a oferta de forma diferente: os desenvolvedores recebem <strong>"até 50% da receita de anúncios"</strong>. Esse pequeno "até" contradiz diretamente a promessa feita na página principal.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/78c02github_description.png" alt="Página do Kickbacks no GitHub" loading="lazy"></p>
<p>Os Termos de Serviço tornam a situação ainda menos clara.</p>
<p>O usuário não recebe, contratualmente, metade do valor pago por cada anunciante. Os termos definem a remuneração como uma <strong>estimativa de 50% da receita líquida de publicidade após os custos operacionais</strong>. Receita líquida significa que o Kickbacks desconta seus próprios custos antes de dividir o dinheiro, sem explicar claramente quais despesas entram nesse cálculo. Além disso, cada desenvolvedor recebe apenas a parcela correspondente aos anúncios qualificados exibidos em seu próprio dispositivo — e não metade de todo o valor pago pelo anunciante.</p>
<p>Na prática, isso significa que o usuário recebe uma parcela estimada da receita líquida atribuída às impressões consideradas válidas, após descontos, verificações antifraude, regras de elegibilidade e diversos limites de uso. Esses limites podem variar por dia, mês, região, conta ou até mesmo por usuário, e o Kickbacks pode alterá-los sem aviso prévio. A empresa também pode modificar a divisão de receita, os valores pagos e o cronograma de pagamentos mediante simples atualização em seu site ou no aplicativo.</p>
<p>Mesmo quando há saldo disponível, o pagamento não é imediato. O usuário só pode sacar seus ganhos ao atingir o limite mínimo atual de <strong>US$ 10</strong>, valor que também pode ser alterado. O único método de pagamento disponível é o Stripe Connect Express.</p>
<p>Talvez a cláusula mais surpreendente seja a que afirma que o usuário <strong>não possui qualquer direito de propriedade sobre os ganhos acumulados enquanto eles não forem efetivamente pagos</strong>. Em outras palavras, o saldo exibido em sua conta pode parecer seu, mas, legalmente, ainda não é.</p>
<h2 id="no-melhor-dos-casos-decepcionante-no-pior-um-caminho-para-perder-o-emprego">No melhor dos casos, decepcionante. No pior, um caminho para perder o emprego.</h2>
<p>O ambiente mais arriscado para utilizar o Kickbacks é justamente aquele para o qual ele foi criado: o ambiente de trabalho.</p>
<p>A extensão foi desenvolvida para funcionar com assistentes de IA utilizados em projetos reais de software. Esses projetos podem envolver produtos ainda não lançados, dados de clientes, serviços internos, repositórios confidenciais, vulnerabilidades de segurança, sistemas financeiros, credenciais de infraestrutura e informações protegidas por contratos ou regulamentações. A resposta do Kickbacks para isso é simples: certifique-se de que você tem autorização para utilizá-lo.</p>
<p>A empresa também deixa claro que não possui qualquer vínculo com Microsoft, OpenAI, Anthropic ou GitHub. O software funciona modificando, interceptando ou aplicando alterações em ferramentas de programação de terceiros. O Kickbacks não garante que esse tipo de modificação seja permitido pelos termos de uso dessas plataformas. Pelo contrário: reconhece que essas empresas podem bloquear a extensão, inutilizá-la por meio de atualizações ou até suspender ou encerrar contas de usuários.</p>
<p>Imagine que os filtros falhem e um nome de cliente, um token de acesso ou um trecho de informação proprietária seja enviado aos servidores do Kickbacks. Ou que o provedor da IA considere que modificar sua interface viola seus termos de uso e bloqueie sua conta. De acordo com os Termos de Serviço, nenhuma dessas situações será responsabilidade do Kickbacks.</p>
<p>Enquanto isso, a responsabilidade financeira da empresa é extremamente limitada. Os termos estabelecem um limite máximo equivalente ao maior valor entre <strong>US$ 100</strong> ou o montante que o usuário tenha pago ao Kickbacks nos últimos 12 meses. Como a proposta do serviço é justamente pagar os usuários — e não cobrar deles —, esse limite, na prática, tende a ser de apenas <strong>US$ 100</strong>.</p>
<p>Na balança, de um lado estão seu emprego, sua reputação profissional, o relacionamento com clientes, o acesso às suas ferramentas de IA e a confidencialidade do seu trabalho. Do outro, há uma parcela estimada da receita líquida de anúncios, sujeita a descontos, limites não divulgados, verificações antifraude, regras de elegibilidade, disponibilidade do Stripe e cláusulas que permitem até perder o saldo acumulado. E, se algo der muito errado, a indenização máxima prevista provavelmente será de apenas US$ 100.</p>
<hr>
<p>O Kickbacks parte de uma ideia genuinamente atraente. Se empresas já lucram com nossa atenção e nossos dados, por que os usuários não deveriam receber parte desse valor? O problema é que uma troca só pode ser considerada justa quando ambas as partes compreendem claramente o que estão oferecendo e mantêm controle sobre o que acontece com isso. O Kickbacks não oferece nem uma divisão simples de 50% da receita de cada anúncio, nem um modo de participação verdadeiramente privado.</p>
<p>A empresa controla os cálculos, os limites, as regras de elegibilidade e o cronograma de pagamentos. Seus parceiros podem manter os dados que já receberam. Os provedores de IA ou dos editores de código podem decidir bloquear a extensão a qualquer momento. E o saldo acumulado pelo usuário sequer é considerado legalmente seu até que seja efetivamente pago.</p>
<p>Para alguém que utiliza assistentes de programação com IA apenas em projetos pessoais, sem informações confidenciais, sem políticas corporativas e sem preocupação com perfilamento comportamental, o Kickbacks pode parecer uma forma curiosa de transformar o tempo de espera em algum dinheiro extra.</p>
<p>Já para um desenvolvedor profissional, cuja carreira depende do acesso às suas ferramentas, da confiança de empregadores e clientes e da confidencialidade de seu trabalho, a equação é bem diferente.</p>
<p>Você coloca em risco seus dados, sua conta, sua reputação e potencialmente seu emprego, enquanto a empresa que promete dividir os lucros limita sua própria responsabilidade a cerca de <strong>US$ 100</strong>. Isso está longe de ser um Robin Hood. É um retorno muito pequeno em troca de um risco muito grande.</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>AdGuard para Android v4.13: atualizações de filtro mais rápidas e navegação mais segura</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/adguard-for-android-v4-13.html</link>
      <pubDate>Tue, 28 Jul 2026 13:56:00 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Anna Martynova]]></dc:creator>
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      <category>AdGuard for Android</category>
      <category>Lançamentos</category>
      <category>Nova versão</category>
      <description/>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Ficamos com metas ambiciosas para esta versão e fizemos o possível para alcançá-las.</p>
<p>O AdGuard para Android v4.13 traz atualizações diferenciais de filtros e apresenta melhorias importantes, como integração mais segura com o AdGuard VPN, suporte ao CRLite e à criptografia pós-quântica. Além disso, ampliamos a lista de instruções disponíveis no aplicativo para instalar certificados HTTPS. Confira os detalhes a seguir.</p>
<h2 id="atualiza%C3%A7%C3%B5es-diferenciais-de-filtros">Atualizações diferenciais de filtros</h2>
<p>Até agora, as atualizações dos filtros podiam demorar para chegar ao aplicativo. Isso gerava dois problemas: os usuários precisavam esperar muito tempo para receber as alterações, e o download completo dos filtros consumia uma quantidade significativa de dados móveis.</p>
<p>Resolvemos isso integrando o AdGuardTeam/FilterListManager ao AdGuard para Android. Em vez de baixar os filtros completos a cada atualização, o aplicativo agora baixa apenas as alterações realizadas. Isso torna as atualizações muito mais rápidas e reduz significativamente o consumo de dados.</p>
<p>Essa mudança também altera a lógica de atualização dos filtros. A ideia de "atualizar filtros a cada X horas" perde importância, já que agora eles são atualizados automaticamente assim que possível.</p>
<h2 id="suporte-ao-crlite-para-uma-navega%C3%A7%C3%A3o-mais-r%C3%A1pida-e-segura">Suporte ao CRLite para uma navegação mais rápida e segura</h2>
<p>Implementamos a tecnologia <strong>CRLite</strong>, desenvolvida pela Mozilla, no <strong>CoreLibs</strong>, nosso mecanismo de filtragem. Ela foi criada para verificar certificados de segurança revogados de sites.</p>
<p>Comparado ao protocolo <strong>OCSP (Online Certificate Status Protocol)</strong> ou à verificação de certificados por meio da <strong>CRL (Certificate Revocation List)</strong>, o CRLite não apenas acelera o carregamento dos sites, como também aumenta sua privacidade e segurança durante a navegação. Em vez de consultar um servidor de terceiros e percorrer uma extensa lista de certificados revogados, o aplicativo realiza essa verificação localmente no dispositivo. Isso torna o processo mais rápido e mantém todas as verificações de segurança privadas.</p>
<h2 id="integra%C3%A7%C3%A3o-mais-segura-com-o-adguard-vpn">Integração mais segura com o AdGuard VPN</h2>
<p>Para aumentar a segurança do <strong>Modo de integração</strong> com o AdGuard VPN, alteramos o protocolo de comunicação entre os aplicativos e introduzimos o uso de credenciais.</p>
<p>Com o lançamento do AdGuard para Android v4.13, o bloqueador de anúncios e o VPN passam a se comunicar de forma automática e segura, sem exigir qualquer ação adicional do usuário para sincronizá-los. Como benefício adicional, aplicativos de terceiros não poderão espionar essa comunicação.</p>
<h2 id="mais-instru%C3%A7%C3%B5es-para-instalar-certificados-https">Mais instruções para instalar certificados HTTPS</h2>
<p>Nas versões anteriores do AdGuard para Android, adicionamos instruções dentro do aplicativo para ajudar na instalação de certificados HTTPS, já que o processo varia de acordo com o fabricante e o modelo do dispositivo.</p>
<p>Continuamos ampliando essa compatibilidade. Nesta versão, adicionamos instruções específicas para dispositivos com <strong>ColorOS</strong>, o sistema operacional baseado em Android desenvolvido pela Oppo.</p>
<h2 id="em-resumo">Em resumo</h2>
<p>Também adicionamos suporte à <strong>criptografia pós-quântica</strong> ao <strong>DnsLibs</strong>, nosso mecanismo de filtragem de DNS. Assim como acontece em nossos outros bloqueadores de anúncios completos, o AdGuard para Android agora protege suas consultas DNS contra ameaças futuras.</p>
<p>Como de costume, esta versão também inclui diversas correções de bugs e melhorias internas. Embora essas mudanças nem sempre sejam visíveis, elas tornam a filtragem mais estável e confiável.</p>
<hr>
<p>Gostaríamos de saber o que você achou desta versão. Compartilhe sua opinião em nossas <a /discuss.html">redes sociais</a> e envie sugestões pelo <a href="https://github.com/AdguardTeam/AdguardForAndroid/issues">GitHub</a>.</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>AdGuard para Mac v2.19: um novo nível de segurança</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/adguard-for-mac-v2-19.html</link>
      <pubDate>Tue, 04 Aug 2026 09:58:17 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Anna Martynova]]></dc:creator>
      <guid isPermaLink="false">6a718d8901da9d0001aadb6e</guid>
      <category>AdGuard for Mac</category>
      <category>Lançamentos</category>
      <category>Nova versão</category>
      <description/>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Apresentamos a nova versão do AdGuard para Mac: v2.19! Esta atualização traz uma série de melhorias focadas em dois pilares principais: segurança e usabilidade. Confira as novidades.</p>
<h2 id="mais-prote%C3%A7%C3%A3o-com-criptografia">Mais proteção com criptografia</h2>
<p>Implementamos um novo mecanismo de proteção: o AdGuard para Mac agora utiliza criptografia para proteger as configurações do UserDefaults e os scripts de usuário.</p>
<p>As configurações do UserDefaults agora são criptografadas com o algoritmo AES-GCM. A chave de criptografia é armazenada com segurança no Keychain do macOS. Sempre que o aplicativo acessa essas configurações, ele verifica sua integridade comparando-as com o cache criptografado. Qualquer modificação externa nos arquivos <code>.plist</code> é detectada imediatamente.</p>
<p>Os scripts e estilos de usuário agora são protegidos com somas de verificação SHA256. Cada item do banco de dados recebe uma soma de verificação gerada com uma chave secreta armazenada no Keychain. Sempre que um script ou estilo é acessado, sua integridade é validada novamente. Qualquer modificação, inserção ou exclusão direta no banco de dados SQLite é detectada instantaneamente, e você recebe um aviso.</p>
<p>Na prática, nada muda na forma como o aplicativo funciona, mas as chances de anúncios voltarem a aparecer "misteriosamente" devido à interferência de outros aplicativos agora são muito menores.</p>
<p>Também adicionamos uma nova verificação de segurança: o AdGuard agora consegue detectar quando um script de usuário pode comprometer a segurança de um site. Nesses casos, você verá um aviso durante a instalação. Essa melhoria foi possível graças a uma importante atualização do <strong>CoreLibs</strong>, nosso mecanismo de filtragem.</p>
<h2 id="uma-experi%C3%AAncia-melhor-desde-o-primeiro-uso">Uma experiência melhor desde o primeiro uso</h2>
<p>Também reformulamos o processo de integração para tornar os primeiros passos com o AdGuard mais claros e intuitivos. Novas telas e orientações aprimoradas ajudam os usuários a entender os principais recursos e navegar pelo aplicativo com mais facilidade.</p>
<p>Além disso, atualizamos os componentes Scriptlets, DnsLibs e UserscriptsWrapper, além de corrigirmos diversos bugs para melhorar a estabilidade e o desempenho geral.</p>
<hr>
<p>Gostaríamos de saber o que você achou desta atualização. Compartilhe sua opinião em nossas <a /discuss.html">redes sociais</a> e envie suas sugestões pelo <a href="https://github.com/AdguardTeam/AdguardForMac/issues">GitHub</a>.</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>O Google não está acabando com o bloqueio de anúncios: CTO do AdGuard comenta o pânico em torno do Manifest V2</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/no-google-isnt-killing-ad-blockers-adguard-cto-andrey-meshkov-on-the-manifest-v2-panic.html</link>
      <pubDate>Sun, 21 Jun 2026 22:39:18 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Andrey Meshkov]]></dc:creator>
      <guid isPermaLink="false">6a3ab6b61beaf40001a3a096</guid>
      <category>Notícias do setor</category>
      <description/>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Manchetes recentes têm dramatizado bastante o fim do MV2. Por isso, em vez de contribuir para o ruído, vou apresentar uma linha do tempo objetiva do que realmente aconteceu.</p>
<h2 id="a-hist%C3%B3ria">A história</h2>
<p>Toda essa história de que o "Chrome está desativando bloqueadores de anúncios" começou em 2019. Naquela época, o Google finalmente ampliou a equipe responsável pelas extensões do Chrome e decidiu enfrentar alguns problemas importantes. O maior deles era que a Chrome Web Store estava inundada de extensões maliciosas — a moderação do Google era, francamente, fraca, e todo tipo de extensão problemática acabava sendo aprovada. Um segundo problema, relacionado ao primeiro, era a grande quantidade de extensões de baixa qualidade que prejudicavam o desempenho do navegador.</p>
<p>A solução encontrada foi lançar uma nova versão da plataforma de extensões, chamada Manifest V3, ou MV3, projetada para substituir a antiga plataforma Manifest V2. O problema é que essa nova versão removia diversas capacidades das extensões em vários aspectos. Se ela realmente resolveu os problemas originais é algo discutível.</p>
<p>No quesito segurança, ninguém jamais conseguiu explicar de forma convincente como o MV3 ajuda. Já em relação ao desempenho, a situação é diferente: o MV3 realmente reduz o impacto causado por extensões mal desenvolvidas.</p>
<p>Para amenizar as consequências para os bloqueadores de conteúdo, a plataforma introduziu um conjunto de novos recursos destinados a compensar aquilo que estava sendo removido (a chamada API declarativeNetRequest). Mas, para ser sincero, se o Google tivesse lançado o MV3 exatamente da forma como o imaginou em 2019, ele poderia ter representado o fim dos bloqueadores de anúncios — e de muitas outras extensões também.</p>
<h2 id="a-colabora%C3%A7%C3%A3o">A colaboração</h2>
<p>O que mudou esse cenário foram anos de colaboração. Ainda naquele mesmo ano, o Google participou da <a /en/blog/tag/afds.html">conferência anual de desenvolvedores de bloqueadores de anúncios</a> para apresentar a nova plataforma e perguntar o que seria necessário para que os bloqueadores continuassem funcionando normalmente — e desde então a empresa voltou a participar do evento todos os anos. Paralelamente, o Google se uniu à Mozilla e à Apple para formar o Grupo Comunitário WebExtensions do W3C, um órgão de padronização por meio do qual nós, desenvolvedores de extensões, trabalhamos ao lado dessas empresas para aprimorar o MV3 e transformá-lo em algo capaz de atender às necessidades de todas as partes envolvidas.</p>
<p>Foi um caminho longo, mas graças a esse esforço coletivo o MV3 acabou chegando a um estado funcional. Somente cinco anos após o anúncio inicial o Google finalmente implementou a plataforma no Chrome, momento em que muitas extensões — incluindo os bloqueadores de anúncios — migraram para ela. Quanto ao desempenho atual dos bloqueadores, não vou fingir que a transição foi totalmente tranquila: em comparação com a versão anterior, nosso trabalho ficou um pouco mais difícil e o produto se tornou mais complexo de manter. Mas é pouco provável que os usuários percebam uma diferença significativa. Os bloqueadores de anúncios continuam muito vivos.</p>
<p>Em resumo: essa história se arrastou por muito tempo e, graças ao esforço coletivo, conseguimos tornar o MV3 funcional. Apenas cinco anos após o anúncio inicial o Google finalmente implementou o MV3 em seu navegador, e muitas extensões migraram para ele.</p>
<h2 id="o-cen%C3%A1rio-atual">O cenário atual</h2>
<p>Isso nos leva ao que está acontecendo agora. Embora o próprio Chrome tenha migrado para o MV3 em 2024, sua base de código ainda mantinha a capacidade de executar extensões antigas do MV2. Todo esse código legado continuava presente — e, embora o Chrome já não dependesse dele, os navegadores de terceiros baseados no Chromium (como Opera, Edge e Brave) dependiam. A partir da versão 150, esse código antigo está sendo removido do Chromium, o que significa que as extensões MV2 deixarão de funcionar nesses navegadores baseados em Chromium. E, realisticamente, é improvável que os desenvolvedores desses navegadores tenham recursos para manter o suporte ao MV2 por conta própria, já que o código é complexo e está profundamente integrado a um grande número de componentes do navegador.</p>
<h2 id="conclus%C3%A3o">Conclusão</h2>
<p>O Google não está "desativando" nada hoje — todos os acontecimentos importantes já ocorreram entre 2019 e 2024. <strong>Os bloqueadores de anúncios estão bem.</strong> Nunca ficamos particularmente satisfeitos com a migração para o MV3, mas o apocalipse previsto nunca aconteceu. As verdadeiras vítimas dessas mudanças não são os bloqueadores de anúncios, e sim os navegadores de terceiros que continuaram oferecendo suporte às extensões MV2 até agora (e usavam isso como uma vantagem competitiva em relação ao Chrome).</p>
<p>E, se você depende de todo o potencial da API webRequest — aquele tipo de filtragem profunda e flexível que a abordagem declarativa do MV3 não consegue reproduzir completamente — não se esqueça de que sempre existe o Firefox. A Mozilla continua oferecendo suporte completo à webRequest, o que permite que os bloqueadores de conteúdo mais avançados continuem fazendo tudo o que sempre fizeram. Independentemente de como o ecossistema Chromium evolua, os usuários ainda têm opções.</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>Proteção contra rastreamento em e-mails no AdGuard: bloqueie rastreadores na sua caixa de entrada</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/mail-tracking-protection-filter.html</link>
      <pubDate>Mon, 15 Jun 2026 14:21:23 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Pamela Puglieri]]></dc:creator>
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      <category>Filtros AdGuard</category>
      <category>Funcionalidades do AdGuard</category>
      <description/>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Já aconteceu de você receber um e-mail e, poucos minutos depois, ter a impressão de que o remetente já sabia que você o havia aberto? Talvez tenha sido um e-mail de marketing seguido imediatamente por outra mensagem. Talvez uma newsletter tenha ficado repentinamente mais “personalizada”. Ou talvez você tenha começado a ver anúncios relacionados a algo que só havia lido em um e-mail... Parece assustador? É porque realmente é.</p>
<p>A maioria das pessoas não sabe que muitos e-mails contêm ferramentas invisíveis de rastreamento projetadas para monitorar o que acontece depois que uma mensagem é aberta. E, ao contrário de anúncios ou pop-ups, esses rastreadores operam de forma totalmente silenciosa em segundo plano. É por isso que estamos lançando a <strong>Proteção contra Rastreamento em E-mails do AdGuard</strong>, um novo filtro criado para bloquear pixels de rastreamento em e-mails e proteger sua privacidade em aplicativos de e-mail e clientes de webmail.</p>
<h2 id="o-que-s%C3%A3o-pixels-de-rastreamento-em-e-mails">O que são pixels de rastreamento em e-mails?</h2>
<p>Pixels de rastreamento são pequenas imagens invisíveis incorporadas a e-mails em formato HTML. Normalmente, eles têm apenas 1×1 pixel de tamanho e são completamente transparentes, o que faz com que você nunca os perceba.</p>
<p>Quando você abre o e-mail, seu cliente de e-mail carrega automaticamente essa imagem a partir do servidor do remetente. Essa única solicitação pode revelar uma quantidade surpreendente de informações, incluindo:</p>
<ul>
<li>Se você abriu o e-mail</li>
<li>O horário exato em que ele foi aberto</li>
<li>Sua localização aproximada</li>
<li>Seu endereço IP</li>
<li>O dispositivo e cliente de e-mail que você utiliza</li>
</ul>
<p>Tudo isso acontece silenciosamente em segundo plano. Para você, o e-mail parece completamente normal. Mas, para o remetente, ele se torna uma fonte de dados sobre o seu comportamento. Em outras palavras, <strong>simplesmente abrir um e-mail pode se transformar em um evento de rastreamento</strong>.</p>
<p>Esses dados são amplamente utilizados para análises de marketing, medição de engajamento, segmentação de anúncios e criação de perfis de usuários. Embora algumas empresas usem esse rastreamento apenas para fins estatísticos, outras o exploram de forma agressiva para medir sua atenção e otimizar campanhas com base no seu comportamento.</p>
<p>O problema é que a maioria dos usuários nunca concordou explicitamente com esse tipo de monitoramento e, muitas vezes, nem sequer sabe que ele existe.</p>
<h2 id="conhe%C3%A7a-a-prote%C3%A7%C3%A3o-contra-rastreamento-em-e-mails-do-adguard">Conheça a Proteção contra Rastreamento em E-mails do AdGuard</h2>
<p>O novo filtro <strong>Proteção contra Rastreamento em E-mails do AdGuard</strong> bloqueia as solicitações usadas para monitorar a atividade dos usuários em e-mails. Isso significa que os pixels de rastreamento não poderão mais informar silenciosamente aos remetentes quando você abrir uma mensagem.</p>
<p>O filtro funciona tanto em aplicativos de e-mail protegidos pelo AdGuard quanto em clientes de e-mail baseados em navegador por meio do <strong>AdGuard Ad Blocker</strong>. Ele ajuda a proteger sua privacidade ao usar aplicativos e serviços de webmail como <strong>Apple Mail</strong>, <strong>Outlook</strong>, <strong>Spark</strong>, <strong>The Bat!</strong> e <strong>Thunderbird</strong>.</p>
<div class="kg-card kg-callout-card kg-callout-card-blue"><div class="kg-callout-emoji">✉️</div><div class="kg-callout-text">No caso do <b><strong style="white-space: pre-wrap;">Gmail</strong></b> e do <b><strong style="white-space: pre-wrap;">Outlook Web</strong></b>, a eficácia é limitada. Isso acontece porque esses serviços carregam as imagens dos e-mails por meio de seus próprios servidores proxy, substituindo as URLs originais dos rastreadores antes que o navegador faça a solicitação.</div></div><div class="kg-card kg-callout-card kg-callout-card-blue"><div class="kg-callout-emoji">🍏</div><div class="kg-callout-text">O <b><strong style="white-space: pre-wrap;">Apple Mail</strong></b> conta com um recurso chamado <b><strong style="white-space: pre-wrap;">Mail Privacy Protection (MPP)</strong></b>, que carrega automaticamente os pixels de rastreamento em segundo plano. Como resultado, as taxas de abertura de e-mails se tornam pouco confiáveis e frequentemente são superestimadas.</div></div><h2 id="como-ativar-a-prote%C3%A7%C3%A3o-contra-rastreamento-de-e-mails-no-adguard">Como ativar a Proteção contra rastreamento de e-mails no AdGuard</h2>
<p>Para ativar o filtro, basta habilitar a opção <strong>Proteção contra Rastreamento em E-mails do AdGuard</strong>. Veja como fazer isso:</p>
<ul>
<li>No <strong>AdGuard para Windows v8</strong>, acesse <em>Proteção</em> → <em>Bloqueio de anúncios</em> → <em>Filtros</em>.</li>
<li>No <strong>AdGuard para Windows v7.22</strong>, acesse <em>Proteção</em> → <em>Bloqueio de anúncios</em> → <em>Adicionar um filtro</em>.</li>
<li>No <strong>AdGuard para Mac</strong>, acesse <em>Configurações…</em> → <em>Filtros</em> → botão <em>+</em>.</li>
</ul>
<blockquote>
<p>No <strong>AdGuard para Android</strong>, <strong>AdGuard para iOS</strong> e na <strong>Extensão de Navegador do AdGuard</strong>, o filtro <strong>Proteção contra Rastreamento em E-mails</strong> será disponibilizado em uma próxima atualização.</p>
</blockquote>
<div class="kg-card kg-callout-card kg-callout-card-blue"><div class="kg-callout-emoji">🔒</div><div class="kg-callout-text">Para manter o mesmo nível de proteção da privacidade, recomendamos ativar o <b><strong style="white-space: pre-wrap;">Filtro de Proteção de E-mail</strong></b> caso você já utilize o <b><strong style="white-space: pre-wrap;">Filtro de Proteção contra Rastreamento</strong></b>, pois algumas regras foram migradas deste último para o primeiro.</div></div><h2 id="compartilhe-seu-feedback">Compartilhe seu feedback</h2>
<p>Este é o primeiro lançamento de um novo filtro do AdGuard em muito tempo, e seu feedback será fundamental para nos ajudar a aprimorá-lo. Se você notar rastreadores que não foram bloqueados, problemas na exibição de e-mails ou questões de compatibilidade, avise-nos enviando um relatório por meio da ferramenta <em>Relatar um problema</em> do AdGuard ou <a href="https://reports.adguard.com/new_issue.html">diretamente pelo nosso site</a>.</p>
<p>Ao enviar um relatório pelo próprio AdGuard, as configurações relevantes são preenchidas automaticamente, o que facilita a análise por parte dos mantenedores dos filtros. Você pode encontrar instruções detalhadas sobre como relatar problemas em todos os produtos do AdGuard <a /kb/guides/report-website/">neste guia</a>.</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>Bloqueadores de anúncios que vendem seus dados? Sim, eles existem</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/ad-blocking-extensions-that-sell-your-data-to-advertisers-sounds-absurd-but-its-reality.html</link>
      <pubDate>Mon, 08 Jun 2026 15:36:50 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Ekaterina Kachalova]]></dc:creator>
      <guid isPermaLink="false">6a2984921beaf40001a39915</guid>
      <category>Bloqueio de anúncios</category>
      <category>proteção de dados</category>
      <description/>
      <content:encoded><![CDATA[<p>As pessoas instalam bloqueadores de anúncios para escapar de propagandas e rastreadores. Por isso, descobrir que algumas extensões de bloqueio de anúncios se reservam abertamente o direito de coletar e vender os dados de navegação dos usuários — potencialmente até para os mesmos anunciantes dos quais afirmam “proteger” seus usuários — parece quase uma sátira. <a href="https://layerxsecurity.com/blog/your-extensions-sell-your-data-and-its-perfectly-legal/">Mas, de acordo com uma nova pesquisa da empresa de cibersegurança LayerX Security, é exatamente isso que pode estar acontecendo</a>.</p>
<p>Os pesquisadores da LayerX analisaram as políticas de privacidade de 6.666 extensões. Utilizando uma combinação de classificação por IA e revisão manual, eles identificaram pelo menos 82 extensões cujas políticas permitem explicitamente que os dados dos usuários sejam vendidos, compartilhados, licenciados ou transferidos comercialmente para terceiros. Dessas, 75 ainda estavam disponíveis na Chrome Web Store quando a pesquisa foi publicada, em abril de 2026.</p>
<p>Muitas extensões revelam que podem vender ou “compartilhar” dados dos usuários usando uma linguagem vaga, escondida em meio às políticas de privacidade. Alguns exemplos incluem:</p>
<blockquote>
<p><em>“Podemos vender ou compartilhar suas informações pessoais com terceiros.”</em></p>
</blockquote>
<blockquote>
<p><em>“Essas informações podem ser vendidas ou compartilhadas com parceiros comerciais.”</em></p>
</blockquote>
<p>Essa pequena palavra — “podemos” — carrega muito significado.</p>
<p>Algumas extensões afirmam abertamente que coletam atividade de navegação, perfis comportamentais, histórico de streaming, informações demográficas e interesses inferidos para fins de <em>“análise”</em>, <em>“marketing”</em> ou <em>“propósitos comerciais”</em>.</p>
<p>Outras seguem um caminho diferente. Segundo os pesquisadores, a maioria das extensões da Chrome Web Store sequer publica uma política de privacidade — o que pode ser um sinal de alerta ainda maior. De acordo com um relatório anterior da LayerX, cerca de 71% das extensões do Chrome não disponibilizam qualquer política de privacidade. Pelas regras da Chrome Web Store, extensões que lidam com dados de usuários são obrigadas a publicar esse documento. Embora algumas delas realmente possam não processar dados pessoais, é mais provável que a maioria o faça, já que muitas categorias populares de extensões dependem, por natureza, do acesso à atividade de navegação ou ao conteúdo das páginas para funcionar.</p>
<p>Se um desenvolvedor de extensões nem sequer se preocupou em publicar uma política de privacidade, apesar das exigências da Chrome Web Store, há poucos motivos para acreditar que ele será cuidadoso ou transparente ao lidar com suas informações. Na prática, essas extensões têm muito mais chances de coletar, compartilhar ou monetizar dados dos usuários do que aquelas que admitem isso abertamente.</p>
<p>Tudo isso pode parecer abstrato até você lembrar o quanto os dados comportamentais se tornaram valiosos. <a /pt_br/blog/ads-auctions-surveillance-abuse.html">Já mostramos como conjuntos de dados comerciais aparentemente inofensivos alimentam cada vez mais indústrias de vigilância, sistemas de perfilamento</a> e até investigações policiais por meio de corretores de dados e empresas especializadas em inteligência de localização. O que começa como simples “análises” pode acabar integrando enormes bancos de dados comportamentais, muito distantes do propósito original para o qual os usuários acreditavam estar fornecendo suas informações.</p>
<h2 id="extens%C3%B5es-de-bloqueio-de-an%C3%BAncios-que-%E2%80%9Cvendem%E2%80%9D-seus-dados">Extensões de bloqueio de anúncios que “vendem” seus dados</h2>
<p>Entre as descobertas mais irônicas do relatório estão os próprios bloqueadores de anúncios. Os pesquisadores identificaram várias extensões desse tipo cujas políticas de privacidade permitem explicitamente a coleta de dados dos usuários e o compartilhamento dessas informações com terceiros. Juntas, essas extensões alcançam mais de 5,5 milhões de usuários.</p>
<p>Alguns exemplos destacados no relatório incluem:</p>
<ul>
<li>Stands AdBlocker (3 milhões de usuários)</li>
<li>Poper Blocker (2 milhões de usuários)</li>
<li>All Block — ad blocker for YouTube (500 mil usuários)</li>
<li>TwiBlocker (80 mil usuários)</li>
<li>Urban AdBlocker (10 mil usuários)</li>
</ul>
<p>Segundo a LayerX, algumas dessas extensões informam que coletam atividade de navegação, perfis comportamentais, dados sobre interação com anúncios e até interesses potencialmente sensíveis inferidos a partir das URLs visitadas.</p>
<p>Vale destacar que essas não são ferramentas conhecidas por seu foco em privacidade, como AdGuard, uBlock Origin ou Ghostery. Ainda assim, elas contam com audiências de milhões de usuários. E esse provavelmente é apenas o topo do iceberg. Na verdade, o problema está longe de ser novo. <a /pt_br/blog/fake-ad-blockers-part-3.html">Há mais de cinco anos, identificamos dezenas de bloqueadores de anúncios falsos que acumularam milhões de instalações enquanto adotavam práticas enganosas, desde a coleta de dados dos usuários até a inserção de anúncios e scripts de rastreamento em páginas da web</a>.</p>
<p>Por isso, a transparência deve ser um dos primeiros critérios avaliados antes de instalar qualquer extensão de navegador. <a href="https://chromewebstore.google.com/detail/adguard-adblocker/bgnkhhnnamicmpeenaelnjfhikgbkllg">A Extensão de Navegador AdGuard pode servir como exemplo do que os usuários devem procurar</a>. Na página do AdGuard AdBlocker na Chrome Web Store, está claramente indicado se dados dos usuários são coletados, compartilhados ou vendidos, além de informações adicionais sobre como esses dados são tratados. E, para quem quiser se aprofundar, a <a /pt_br/privacy.html">Política de Privacidade completa do AdGuard está disponível publicamente e acessível diretamente pela própria página da extensão</a>.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/r1xqqadguard_privacy.png" alt="Política de Privacidade do AdGuard" loading="lazy"></p>
<h2 id="netflix-extens%C3%B5es-de-streaming-e-a-economia-de-dados-por-tr%C3%A1s-do-entretenimento">Netflix, extensões de streaming e a economia de dados por trás do entretenimento</h2>
<p>O relatório também revelou uma rede de extensões de navegador relacionadas a streaming que operam em plataformas como Netflix, Hulu, Disney+, Prime Video, HBO Max, Apple TV+ e outras. Todas elas estavam ligadas a uma única rede de desenvolvedores que opera sob a marca “dogooodapp” e é registrada por meio da HideApp LLC, no estado de Wyoming, nos Estados Unidos.</p>
<p>Entre as maiores extensões identificadas estavam:</p>
<ul>
<li>Custom Profile Picture for Netflix (200 mil usuários)</li>
<li>Hulu Ad Skipper (100 mil usuários)</li>
<li>Netflix Picture in Picture (100 mil usuários)</li>
<li>Ad Skipper for Prime Video (60 mil usuários)</li>
<li>Netflix Extended (60 mil usuários)</li>
</ul>
<p>Segundo os pesquisadores, as políticas de privacidade associadas a essas extensões informam a coleta de histórico de visualização, preferências de conteúdo, comportamento de streaming, informações de assinatura, dados demográficos e padrões de engajamento. Esses dados podem posteriormente ser compartilhados ou vendidos para anunciantes, empresas de análise de dados e companhias de pesquisa de mídia.</p>
<p>E é aí que a ironia se torna difícil de ignorar. Muitas dessas extensões existem em torno de plataformas que também estão se transformando rapidamente em ecossistemas de publicidade. <a /pt_br/blog/netflix-ad-free-plan-europe.html">A Netflix tem expandido agressivamente seus planos com anúncios</a>, ao mesmo tempo em que torna os planos premium sem anúncios mais caros. <a /pt_br/blog/amazon-prime-ads-streaming-blocking.html">O Amazon Prime Video passou a exibir anúncios automaticamente para usuários que não desejam pagar para removê-los</a>. Em toda a indústria, as plataformas de streaming estão apostando cada vez mais no crescimento da publicidade e no perfilamento comportamental, em vez de depender apenas das assinaturas.</p>
<p><a href="https://www.digital-i.com/insight-articles/tv-vs-smartphone-how-netflix-viewing-changes-by-device">E depois vêm as telas que exibem todo esse entretenimento: as smart TVs, onde a maior parte do consumo de streaming acontece atualmente</a>, e que já se consolidaram como alguns dos participantes mais agressivos da economia de coleta de dados e segmentação publicitária. Como escrevemos recentemente no blog ao abordar o tema de smart TVs exibindo anúncios sobre entradas HDMI e até durante partidas de videogame, <a /pt_br/blog/smart-tv-ads-playstation-hdmi-block.html">os fabricantes de TVs não estão mais apenas monetizando aplicativos e telas iniciais — eles estão avançando gradualmente para monetizar a própria experiência de visualização</a>.</p>
<p>Essas extensões estão, na prática, se aproveitando exatamente desse mesmo ecossistema — coletando dados sobre o que as pessoas assistem, clicam, ignoram e com o que interagem, porque essas informações se tornaram muito mais valiosas para anunciantes e empresas de análise do que o próprio hardware ou as assinaturas.</p>
<h2 id="por-que-isso-importa">Por que isso importa</h2>
<p>Pode ser tentador enxergar o rastreamento por extensões de navegador como algo inofensivo quando comparado a malware ou ao roubo direto de credenciais, como senhas e PINs. O problema é que a coleta moderna de dados é apenas uma peça de um quebra-cabeça muito maior de vigilância digital.</p>
<p>Os dados coletados por meio de análises aparentemente inocentes podem ter consequências reais. Eles podem resultar em <a href="https://www.aclu.org/news/racial-justice/big-data-could-set-insurance-premiums-minorities-could">prêmios de seguro mais altos</a>, facilitar que empresas <a href="https://www.ftc.gov/news-events/news/press-releases/2025/01/ftc-surveillance-pricing-study-indicates-wide-range-personal-data-used-set-individualized-consumer">cobrem preços diferentes de pessoas diferentes pelo mesmo produto</a> e expor usuários a anúncios e golpes cada vez mais agressivos e personalizados de acordo com seus interesses.</p>
<p>As extensões de navegador talvez não saibam sua localização física exata da mesma forma que aplicativos móveis, mas ainda podem coletar enormes quantidades de dados comportamentais. Isso inclui histórico de navegação, consultas de pesquisa, atividades de compra, hábitos de streaming, links clicados, abas abertas, interesses inferidos a partir dos sites visitados e, em alguns casos, até mesmo o conteúdo das páginas com as quais você interage.</p>
<p>Individualmente, esses conjuntos de dados podem parecer relativamente banais. Mas, quando enriquecidos com informações de anunciantes, corretores de dados e registros públicos, podem se tornar surpreendentemente reveladores — expondo situação financeira, inclinações políticas, preocupações com saúde e muito mais.</p>
<p>Recentemente, escrevemos sobre <a /pt_br/blog/weblock-location-tracking-surveilliance.html">como os ecossistemas comerciais de localização e publicidade estão possibilitando cada vez mais esse tipo de perfilamento e vigilância em larga escala</a>, e sobre como a <a /pt_br/blog/ads-auctions-surveillance-abuse.html">indústria moderna de adtech funciona, na prática, como um sistema de transmissão de dados em tempo real</a>, no qual informações dos usuários são constantemente compartilhadas, negociadas e analisadas nos bastidores.</p>
<p>E, ao contrário de uma senha comprometida, perfis comportamentais não podem simplesmente ser trocados depois que são expostos.</p>
<h2 id="o-que-fazer-antes-de-instalar-extens%C3%B5es-de-navegador">O que fazer antes de instalar extensões de navegador</h2>
<p>Nenhuma extensão é automaticamente confiável apenas por estar disponível em uma loja oficial de navegadores. Além disso, extensões frequentemente exigem permissões extremamente amplas, incluindo a capacidade de ler e modificar dados em todas as páginas que você visita.</p>
<p>Isso não significa automaticamente que a extensão está prestes a roubar seus dados. Algumas categorias realmente precisam desse nível de acesso para funcionar. Bloqueadores de anúncios, por exemplo, necessitam de permissão para ler e modificar o conteúdo das páginas a fim de remover anúncios, bloquear rastreadores e filtrar scripts maliciosos antes que sejam carregados.</p>
<p>Antes de instalar uma extensão, vale a pena seguir uma lista rápida de verificação:</p>
<ul>
<li>
<p>Leia a política de privacidade em busca de sinais de alerta, especialmente expressões como:</p>
<ul>
<li>“pode compartilhar”</li>
<li>“parceiros comerciais”</li>
<li>“fins analíticos”</li>
<li>“propósitos comerciais”</li>
<li>“afiliadas e terceiros”</li>
</ul>
</li>
<li>
<p>Desconfie de extensões que não possuem política de privacidade</p>
</li>
<li>
<p>Verifique quem desenvolveu a extensão</p>
</li>
<li>
<p>Observe o número de instalações, mas lembre-se de que ele pode ser artificialmente inflado</p>
</li>
<li>
<p>Leia as avaliações de forma crítica: avaliações falsas são comuns, e uma grande quantidade de comentários positivos muito parecidos deve ser considerada um sinal de alerta</p>
</li>
<li>
<p>Evite instalar extensões desnecessárias</p>
</li>
<li>
<p>Sempre que possível, prefira ferramentas de privacidade de código aberto e bem estabelecidas</p>
</li>
</ul>
<p>Curiosamente, o relatório também destacou algumas extensões que compensam os usuários de forma explícita pelo compartilhamento voluntário de dados. Pelo menos nesses casos, a relação é transparente: os usuários sabem que estão trocando dados por dinheiro.</p>
<p>O problema maior é o ecossistema muito mais amplo que coleta e monetiza silenciosamente o comportamento dos usuários por trás de termos jurídicos vagos que quase ninguém lê. No fim das contas, um bloqueador de anúncios que lucra vendendo dados de navegação de volta para o ecossistema publicitário não está realmente combatendo os anúncios. Ele apenas está alimentando outra parte do mesmo sistema.</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>17 anos, 17 funcionalidades do AdGuard: seleção dos usuários e colaboradores</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/adguard-team-top-17-features.html</link>
      <pubDate>Tue, 02 Jun 2026 18:03:48 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Eleonora Volkova]]></dc:creator>
      <guid isPermaLink="false">6a2193d41beaf40001a39615</guid>
      <category>Funcionalidades do AdGuard</category>
      <description/>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Cada um de nós tem uma lista pessoal de recursos do AdGuard que realmente adora — simplesmente porque eles sempre salvam o dia, facilitam a vida ou fazem seu trabalho de forma discreta e confiável todos os dias.</p>
<p>Para celebrar nosso 17º aniversário, reunimos a seleção mais sincera possível desses recursos. Dos que estão sempre em destaque aos que ficam escondidos nas profundezas das configurações. Aqui você encontrará tanto os favoritos dos nossos desenvolvedores quanto os recursos que os usuários mais elogiam em comentários nas redes sociais e fóruns.</p>
<p>Sinta-se à vontade — vamos compartilhar alguns dos nossos recursos mais queridos e úteis.</p>
<h2 id="rotas-inteligentes-para-o-seu-tr%C3%A1fego">Rotas inteligentes para o seu tráfego</h2>
<p>Você é do tipo que leva a privacidade a sério — VPN sempre ligada, sem exceções. Até que algum aplicativo decide simplesmente não funcionar com ela, e, ocasionalmente, outro se recusa a funcionar <em>sem</em> ela. Então lá está você, ligando e desligando a VPN o tempo todo, como se fosse um segundo emprego, aos poucos perdendo a paciência.</p>
<p>Estes recursos vão acabar com essa dor de cabeça de uma vez por todas.</p>
<h3 id="1-exclus%C3%B5es-no-adguard-vpn">1. Exclusões no AdGuard VPN</h3>
<p>Quando perguntamos à equipe qual recurso eles mais gostam, várias pessoas mencionaram este imediatamente. Em <em>Exclusões</em>, você pode configurar quais aplicativos e sites acessam a internet diretamente e quais devem usar a VPN. O tráfego é dividido automaticamente, sem qualquer intervenção da sua parte — ou seja, nada de ficar ativando e desativando a VPN o tempo todo.</p>
<h3 id="2-localiza%C3%A7%C3%B5es-salvas-no-adguard-vpn">2. Localizações salvas no AdGuard VPN</h3>
<p>O Diretor de Produto do AdGuard admite que, a princípio, <em>Localizações salvas</em> parecia apenas um recurso interessante. Não havia tantos servidores, e quem realmente troca de país todos os dias? Mas, aos poucos, os casos de uso começaram a surgir: acessar um site bancário do exterior, assistir futebol, pagar uma assinatura na moeda correta. “Em determinado momento, percebi que estava sempre me conectando aos mesmos países”, conta ele. “Agora abro o menu da bandeja do sistema e tudo o que preciso está ali, a apenas um clique.” Um pequeno detalhe que economiza minutos valiosos.</p>
<h3 id="3-lista-de-permiss%C3%B5es-no-bloqueador-de-an%C3%BAncios-adguard">3. Lista de permissões no Bloqueador de Anúncios AdGuard</h3>
<p>O líder da equipe de Extensões descreve este recurso como simples, mas extremamente útil. A <em>Lista de permissões</em> resolve um dilema familiar para muita gente: você gosta de um site e quer apoiar seus criadores visualizando os anúncios, mas desativar a proteção completamente é como sair na chuva sem guarda-chuva. Com a Lista de permissões, basta adicionar o site às exceções do bloqueador. Um clique — e a filtragem é desativada apenas para aquele site, enquanto o restante da internet continua protegido.</p>
<h3 id="4-lista-de-permiss%C3%B5es-invertida-no-bloqueador-de-an%C3%BAncios-adguard">4. Lista de permissões invertida no Bloqueador de Anúncios AdGuard</h3>
<p>Espere, não acabamos de falar disso? Não exatamente — aqui estamos falando da <em>Lista de permissões invertida</em>. Este recurso nasceu a partir do feedback dos usuários, que desempenham um papel decisivo na escolha dos recursos que chegam ao AdGuard. Nesse modo, o AdGuard fica inativo em todos os sites, exceto nos que você adicionou manualmente à lista. Digamos que você conheça alguns sites particularmente carregados de spam: basta adicioná-los, e a proteção será aplicada apenas a eles, deixando todo o restante intocado. Uma verdadeira joia para quem não quer bloquear tudo, mas está cansado de banners gritantes em alguns lugares específicos.</p>
<h2 id="organiza%C3%A7%C3%A3o-perfeita-na-p%C3%A1gina">Organização perfeita na página</h2>
<p>Você abre seu site favorito — e há um banner ocupando metade da tela. Ou um espaço vazio deixado para trás porque o bloqueador removeu o anúncio, mas esqueceu o contêiner que o abrigava. A página fica parecendo que alguém deu uma mordida nela. Os próximos recursos garantem um acabamento impecável para suas páginas.</p>
<h3 id="5-regras-de-filtragem-personalizadas">5. Regras de filtragem personalizadas</h3>
<p>Para quem deseja criar seu próprio sistema de proteção, existem as regras de filtragem personalizadas. Nosso CTO as descreve de forma filosófica: “Toda a história das regras é complexa, mas extremamente flexível.” Em essência, você assume o controle do conteúdo. Pode criar regras que permitam o carregamento de determinados elementos da página enquanto impedem que outros sequer cheguem ao navegador. É a escolha dos usuários avançados para quem os filtros padrão não são suficientes e que desejam ajustar a internet com precisão milimétrica.</p>
<h3 id="6-bloquear-elemento-na-p%C3%A1gina">6. Bloquear elemento na página</h3>
<p>Se scripts avançados não fazem o seu estilo, mas você realmente quer remover aquele banner irritante ou aquela barra flutuante da tela, surge um novo herói. O recurso de bloqueio de elementos na página faz parte do <strong>Assistente do AdGuard</strong> e é um dos favoritos dos usuários, frequentemente elogiado. Basta clicar em <em>Bloquear anúncios neste site</em>, selecionar o elemento que está incomodando — e ele desaparece. Para sempre. Os perfeccionistas adoram esse recurso, e nós entendemos o motivo: a página fica limpa como a capa de uma revista retocada, sem que você precise escrever uma única linha de código.</p>
<h3 id="7-desativar-a-prote%C3%A7%C3%A3o-por-30-segundos">7. Desativar a proteção por 30 segundos</h3>
<p>O recurso favorito do nosso Editor-Chefe. Às vezes, um site apresenta problemas por causa de um script mal integrado (e aplicar filtragem a esses elementos pode piorar ainda mais a situação), ou você precisa visualizar urgentemente uma página em sua forma “original”, ainda que cheia de spam. Em vez de abrir a interface toda vez que quiser desativar a proteção e correr o risco de esquecer de reativá-la depois, basta pausá-la por um breve instante. Exatamente trinta segundos depois, o AdGuard retomará silenciosamente suas funções.</p>
<h2 id="controle-total-nos-bastidores-n%C3%ADvel-geek">Controle total nos bastidores (nível: geek)</h2>
<p>Em aniversários marcantes como este, não pensamos apenas nos recursos mais famosos, mas também naqueles que vêm trabalhando silenciosamente nos bastidores há muito tempo, escondidos sob o capô.</p>
<h3 id="8-scripts-de-usu%C3%A1rio">8. Scripts de usuário</h3>
<p>Para os geeks que sempre acham que os navegadores poderiam fazer mais, existem os scripts de usuário. O AdGuard para Android e desktop pode funcionar como um gerenciador completo de scripts. Isso significa que você pode expandir a funcionalidade dos sites diretamente pelo bloqueador — adicionar novos botões, redesenhar interfaces e se sentir um verdadeiro mago da internet. Esse tema costuma explodir em discussões no Reddit, e por um bom motivo.</p>
<h3 id="9-registro-de-filtragem">9. Registro de filtragem</h3>
<p>Um dos recursos favoritos da líder da equipe de Relações Públicas. Ela descreve a experiência assim: “Você pode observar em tempo real quais rastreadores estão batendo à sua porta e de onde eles vêm. Você abre uma página e vê solicitações e bloqueios acontecendo por toda parte... Tudo em uma única telinha!” É fascinante de acompanhar e oferece uma visão completa do que está acontecendo.</p>
<h3 id="10-acesso-aos-servi%C3%A7os-nos-seus-pr%C3%B3prios-termos-com-o-adguard-home">10. Acesso aos serviços nos seus próprios termos com o AdGuard Home</h3>
<p>O líder da equipe Go cita um dos seus casos de uso favoritos: bloquear serviços como YouTube, Reddit e outras redes sociais (inclusive em horários específicos ou seguindo uma programação). Isso ajuda a manter o foco e eliminar distrações durante o trabalho.</p>
<h3 id="11-controle-do-tr%C3%A1fego-em-todos-os-dispositivos-com-o-adguard-home">11. Controle do tráfego em todos os dispositivos com o AdGuard Home</h3>
<p>Outro recurso favorito do mesmo colega: a capacidade de monitorar e controlar o que realmente está acontecendo nos seus dispositivos — “para entender que <em>[censurado]</em> está tentando se conectar a quê e bloquear tudo isso”, para citar suas palavras exatas.</p>
<h3 id="12-trusttunnel">12. TrustTunnel</h3>
<p>A ferramenta que nosso CTO utiliza todos os dias. O TrustTunnel é nosso cliente de código aberto para conexões personalizadas. Quando uma VPN tradicional não é suficiente — quando você não quer apenas escolher um servidor de uma lista, mas definir toda a rota por conta própria — o TrustTunnel oferece liberdade total. Como diz o CTO: “Eu o uso quase mais do que uma VPN comum.” E isso não é exagero: para quem valoriza independência online, essa ferramenta rapidamente se torna a principal.</p>
<h3 id="13-registro-de-conex%C3%B5es-no-trusttunnel">13. Registro de conexões no TrustTunnel</h3>
<p>Para onde o seu tráfego realmente vai? O <em>Registro de conexões</em> responde essa pergunta. O líder da equipe de desenvolvimento mobile explica: “Essa opção é muito útil para analisar para onde o tráfego foi enviado, permitindo adicionar rapidamente os IPs necessários às exceções.” Em essência, é como um raio-X da sua própria conexão.</p>
<h2 id="seguran%C3%A7a-limpeza-e-tranquilidade">Segurança, limpeza e tranquilidade</h2>
<p>Esses recursos seguem a filosofia do “configure uma vez e esqueça”. São como super-heróis combatendo anúncios e rastreamento, colocando ordem na internet enquanto você dorme. O líder da equipe de Extensões considera justamente essa filosofia a parte mais incrível do Bloqueador de Anúncios AdGuard: “Ele funciona sozinho, até o dia em que você o desativa por acidente — e então percebe a quantidade absurda de publicidade que realmente existe no mundo.”</p>
<h3 id="14-integra%C3%A7%C3%A3o-entre-adguard-mail-e-temp-mail">14. Integração entre AdGuard Mail e Temp Mail</h3>
<p>Talvez não seja totalmente justo listar um produto inteiro como um único recurso, mas simplesmente precisamos falar sobre este. Enquanto seu tráfego segue pelas rotas corretas, sua caixa de entrada continua correndo o risco de ser inundada por spam. Cada cadastro em um site descartável, cada loja virtual com um formulário suspeito — e pronto, lá vêm centenas de e-mails indesejados.</p>
<p>Para isso, temos o AdGuard Mail com integração ao Temp Mail. Nossa gerente de conteúdo descreve sua experiência assim: “Eu praticamente não forneço mais meu endereço de e-mail real para ninguém. Recebo todos os códigos promocionais e newsletters em um endereço temporário com um nome engraçado (obrigada aos desenvolvedores pelo senso de humor!).”</p>
<p>Você também pode configurar encaminhamentos de e-mail para receber mensagens no seu endereço privado. Assim, sua caixa principal permanece protegida e praticamente impecável.</p>
<h3 id="15-prote%C3%A7%C3%A3o-contra-rastreamento-no-bloqueador-de-an%C3%BAncios-adguard">15. Proteção contra rastreamento no Bloqueador de Anúncios AdGuard</h3>
<p>Os defensores da privacidade adoram especialmente este recurso. O módulo antirrastreamento não apenas remove anúncios — ele elimina parâmetros UTM dos links, oculta suas consultas de pesquisa, mascara seu endereço IP e impede que os sites construam um perfil detalhado sobre você.</p>
<h3 id="16-prote%C3%A7%C3%A3o-contra-phishing">16. Proteção contra phishing</h3>
<p>É aquele recurso do qual você se esquece completamente até o momento em que ele entra em ação. Você clica em um link aparentemente comum e, em uma fração de segundo, o AdGuard verifica o site em seu banco de dados. Se o site estiver se passando por uma página bancária ou loja virtual para roubar seus dados, você verá um aviso. A proteção contra phishing é o tipo de recurso em que você não pensa — até que ele o salva de um golpe.</p>
<h3 id="17-bloqueio-de-an%C3%BAncios-em-aplicativos-e-jogos">17. Bloqueio de anúncios em aplicativos e jogos</h3>
<p>Os jogadores de dispositivos móveis sentem os benefícios desse recurso de forma particularmente intensa. Qualquer pessoa que já tenha aberto um jogo gratuito sabe: os anúncios não pedem licença. Eles aparecem entre as fases, surgem sobre a interface e roubam segundos preciosos da sua diversão. O bloqueio de anúncios em aplicativos é um dos recursos pelos quais nossos desenvolvedores recebem os agradecimentos mais calorosos da comunidade gamer.</p>
<h2 id="algumas-palavras-da-autora-para-encerrar">Algumas palavras da autora para encerrar</h2>
<p>E eu? Como gerente de mídias sociais, os recursos que mais valorizo são o <strong>TrustTunnel</strong> e as <strong>Exclusões</strong> no AdGuard VPN. Passo muito tempo publicando conteúdo e respondendo usuários em diferentes redes sociais, e não gostaria de fazer isso com a proteção da VPN desativada. Mas também não quero ficar ligando e desligando a proteção sempre que preciso acessar meu aplicativo bancário ou assistir a um episódio da minha série favorita em uma plataforma de streaming. Por isso, as <strong>Exclusões</strong> são uma verdadeira salvação. E a velocidade do TrustTunnel... Você já viu? Tudo funciona tão rápido que é fácil ficar mal-acostumado!</p>
<p>Claro, existem outros favoritos, como os <strong>Filtros personalizados</strong> no Bloqueador de Anúncios AdGuard, por exemplo. Há algum tempo, fiz uma série de publicações mostrando aos seguidores como criar suas próprias regras e aplicá-las no aplicativo sem precisar de conhecimentos avançados de programação. Para ser sincera, tive bastante dificuldade no início — mas foi exatamente por isso que acabei me apaixonando por esse recurso. Aprendi muito com ele!</p>
<p>Obrigado por estarem conosco durante todos esses 17 anos. A internet continua mudando (e nem sempre para melhor), mas prometemos continuar eliminando o ruído digital para você. Feliz aniversário, AdGuard! 🎉</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>Nem mesmo a tela do seu PlayStation está a salvo dos anúncios nas smart TVs</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/smart-tv-ads-playstation-hdmi-block.html</link>
      <pubDate>Sat, 30 May 2026 14:45:45 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Ekaterina Kachalova]]></dc:creator>
      <guid isPermaLink="false">6a1cf2591beaf40001a39046</guid>
      <category>Bloqueio de anúncios</category>
      <category>Notícias do setor</category>
      <description/>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Imagine conectar seu console de videogame àquela enorme smart TV OLED que você comprou especificamente para jogar, sentar para mergulhar em um mundo distante da realidade, entrar na sua conta da PlayStation — e ser recebido por um anúncio de pizza ou geladeira surgindo no canto da tela. Não dentro de um aplicativo de streaming ou de um menu, mas diretamente sobre a entrada HDMI conectada ao seu console. Você não pode fechá-lo imediatamente e, da última vez que usou a TV, ele nem sequer estava lá!</p>
<p>Por mais frustrante que isso pareça, essa está se tornando cada vez mais a realidade das smart TVs premium modernas.</p>
<h2 id="o-que-aconteceu">O que aconteceu</h2>
<p>Esse cenário aconteceu recentemente com o proprietário de uma TV OLED da LG, que compartilhou uma captura de tela no Reddit mostrando um <a href="https://www.reddit.com/r/mildlyinfuriating/comments/1tci12o/my_1400_lg_oled_tv_is_displaying_ads_after_latest/?rdt=40688">banner promocional aparecendo no canto inferior esquerdo da tela durante a sequência de inicialização de um PlayStation 5</a>. O anúncio, promovendo “pizzas e favoritos para uma noite de cinema”, aparecia diretamente sobre a imagem do console transmitida pela HDMI, e não dentro da interface da smart TV da LG. Segundo o usuário, o banner começou a aparecer apenas após uma atualização recente de firmware.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/8f34uimage2.png" alt="TV OLED da LG exibindo anúncios quando conectada a um PlayStation" loading="lazy"></p>
<p>O incidente também não parece ter sido isolado. Na mesma época, <a href="https://www.reddit.com/r/LGOLED/comments/1t6va8h/im_sorry_why_the_hell_am_i_getting_pop_up/">outro proprietário de uma LG OLED publicou no Reddit reclamando de “anúncios pop-up para pedidos pelo Instacart” aparecendo em sua TV de US$ 1.500 enquanto usava um PS5</a>. O usuário explicou que já havia desativado os recursos de publicidade nas configurações quando comprou a TV, mas os anúncios aparentemente voltaram depois.</p>
<blockquote>
<p>“Tive que fuçar nas configurações para desativar isso, ou pelo menos achei que tinha desativado. Liguei a TV, iniciei o PS5 e outro anúncio apareceu. Compro uma TV topo de linha e recebo anúncios. Inacreditável. Não vou comprar LG de novo, e se todos os fabricantes estiverem fazendo isso, simplesmente não vou comprar uma TV. Estou furioso.”</p>
</blockquote>
<p><a href="https://www.reddit.com/r/LGOLED/comments/1t6va8h/comment/okkiioa/">Outro comentarista na mesma discussão descreveu uma experiência quase idêntica</a>, dizendo que havia desativado todos os anúncios assim que comprou a TV, apenas para encontrar posteriormente outro anúncio promocional enquanto usava o console:</p>
<blockquote>
<p>“Ontem liguei a TV junto com o PS5 e apareceu algum tipo de anúncio na parte inferior da tela... Fiquei extremamente irritado.”</p>
</blockquote>
<h2 id="por-que-isso-parece-especialmente-injusto">Por que isso parece especialmente injusto</h2>
<p>O que diferencia esse caso da bagunça habitual das smart TVs é o local onde o anúncio aparece. Não se trata de um anúncio dentro da Netflix, do YouTube ou da tela inicial da LG. <strong>Ele está sendo sobreposto a um conteúdo vindo de um dispositivo externo pelo qual o usuário já pagou.</strong></p>
<p>Já fomos condicionados a tolerar anúncios e recomendações em aplicativos de streaming e menus de smart TVs, mas publicidade sobreposta à entrada de um console parece significativamente mais invasiva. Nesse momento, você não está mais interagindo com a plataforma da LG nem com um serviço de streaming — você está simplesmente usando seu PlayStation. É justamente isso que torna toda a situação tão intrusiva e, de certa forma, deprimente.</p>
<p>Outro aspecto particularmente frustrante é que essas mudanças aparentemente chegaram por meio de uma atualização de firmware, o que significa que os proprietários não compraram a TV nesse estado. Eles adquiriram um produto e, com o tempo, atualizações de software o transformaram silenciosamente — ou melhor, o degradaram — em algo completamente diferente.</p>
<p>Uma TV premium já não se comporta mais como um produto estático que pertence integralmente à pessoa que a comprou, mas cada vez mais como uma plataforma de publicidade controlada remotamente, cujo comportamento, recursos e nível de invasividade podem ser alterados a critério do fabricante muito depois da compra ter sido realizada.</p>
<h2 id="cruzando-a-linha">Cruzando a linha</h2>
<p>O problema não é simplesmente a existência de anúncios nas smart TVs. Essa batalha foi praticamente perdida há anos. Telas iniciais repletas de conteúdo patrocinado, trailers reproduzidos automaticamente, recomendações e promoções de serviços de streaming já se tornaram padrão na maioria das plataformas de TV.</p>
<p>O problema é que os fabricantes deixaram de limitar a publicidade aos seus próprios ecossistemas de software.</p>
<p>Exibir anúncios sobre entradas HDMI muda fundamentalmente a relação entre o usuário e o dispositivo. Se alguém está usando um PlayStation, Xbox, Apple TV, Blu-ray player ou PC, a TV deveria funcionar como uma tela, e não como uma camada ativa de publicidade posicionada entre o usuário e o seu próprio hardware.</p>
<p>Pelo menos é isso que ainda parece intuitivamente correto, mesmo que os limites do que é considerado “aceitável” em smart TVs venham se deteriorando gradualmente há anos.</p>
<p>Mas, de certa forma, nós já víamos isso chegando. Há alguns anos, escrevemos sobre <a /en/blog/roku-hdmi-ads.html">uma patente registrada pela Roku descrevendo uma tecnologia capaz de exibir anúncios sobre dispositivos conectados por HDMI, incluindo consoles de videogame, dispositivos de streaming e reprodutores multimídia</a>.</p>
<p>O sistema descrito na patente permitiria que a TV detectasse pausas ou determinados momentos durante a reprodução de conteúdo externo e inserisse temporariamente anúncios diretamente na tela, mesmo quando o usuário não estivesse interagindo com o software da Roku.</p>
<p>Na época, muitas pessoas descartaram isso como apenas mais uma patente especulativa, mas ela refletia uma direção muito mais ampla para a qual a indústria de smart TVs vem se movendo há anos: transformar qualquer superfície possível — inclusive entradas HDMI tradicionalmente consideradas livres de interferência — em espaço publicitário monetizável.</p>
<p>O que está acontecendo agora nas TVs da LG mostra que esse futuro já deixou de ser hipotético.</p>
<h2 id="a-lg-como-uma-das-pioneiras-na-transforma%C3%A7%C3%A3o-das-tvs-em-plataformas-de-publicidade">A LG como uma das pioneiras na transformação das TVs em plataformas de publicidade</h2>
<p>Isso não aconteceu da noite para o dia. A LG vem expandindo constantemente seus sistemas de publicidade e monetização de audiência dentro do ecossistema de smart TVs há anos.</p>
<p>Em 2021, foi relatado que <a href="https://www.theverge.com/tldr/2021/3/10/22323790/lg-oled-tv-commercials-content-store">as TVs OLED da LG começaram a reproduzir automaticamente anúncios em vídeo com som dentro da loja de aplicativos da empresa enquanto os usuários simplesmente atualizavam aplicativos</a>. Na época, a experiência foi considerada surpreendentemente agressiva até mesmo para os padrões das smart TVs.</p>
<p>Em 2024, surgiram relatos de que <a href="https://www.theverge.com/2024/9/26/24254935/lg-smart-tv-oled-screensaver-ads-idle-mode">algumas TVs da LG começaram a exibir anúncios durante o modo de proteção de tela quando estavam ociosas</a>. Mais recentemente, a LG foi ainda mais longe ao <a href="https://arstechnica.com/gadgets/2024/09/lg-tvs-continue-down-advertising-rabbit-hole-with-new-screensaver-ads/">integrar tecnologias de publicidade baseadas em IA capazes de analisar o comportamento dos espectadores e seu engajamento emocional para personalizar anúncios</a>.</p>
<p>A ideia de que uma televisão não apenas monitora o que as pessoas assistem, mas também tenta inferir como elas reagem emocionalmente ao conteúdo para exibir publicidade mais eficaz, leva as smart TVs para um território que se parece menos com eletrônicos de consumo e mais com uma infraestrutura de vigilância invasiva instalada diretamente na sala de estar.</p>
<p>As iniciativas da LG na indústria da publicidade refletem uma mudança muito maior que vem ocorrendo no setor ao longo da última década. Fabricantes de televisores deixaram de tratar o software das smart TVs como um recurso secundário e passaram a vê-lo como um negócio publicitário de longo prazo. A Roku se tornou um dos exemplos mais claros dessa transição, <a href="https://cordcuttersnews.com/roku-hires-a-former-facebook-executive-to-help-lead-the-company/">posicionando-se abertamente como uma empresa de publicidade baseada em dados de engajamento televisivo</a>. Samsung, Vizio, Amazon, Google TV e LG seguiram caminhos semelhantes.</p>
<p>Independentemente do que essas empresas afirmem, o verdadeiro valor de longo prazo para elas está cada vez mais na coleta de dados comportamentais, na exibição de anúncios, no rastreamento do engajamento e na monetização dos espectadores muito depois de a TV sair da loja.</p>
<p>Alguns fabricantes já nem tentam esconder essa mudança. <a /en/blog/free-telly-ads-privacy.html">Em 2023, uma empresa chamada Telly começou a oferecer TVs 4K de 55 polegadas “gratuitas”</a> totalmente baseadas em publicidade constante e coleta de dados, com uma segunda tela integrada dedicada permanentemente a notícias, conteúdo patrocinado e anúncios.</p>
<p>Pelo menos nesse caso, a troca é explícita desde o início. Ainda assim, muitas pessoas esperam subconscientemente que produtos premium estejam de alguma forma isentos dessas práticas. Embora a monetização agressiva em dispositivos baratos possa parecer aceitável para alguns, quase ninguém espera que uma TV OLED topo de linha custando mais de US$ 1.000 se comporte como um outdoor digital que se transforma cada vez mais em uma máquina de vender anúncios após a compra.</p>
<h2 id="o-que-alimenta-os-an%C3%BAncios-em-smart-tvs">O que alimenta os anúncios em smart TVs</h2>
<p>O motivo pelo qual as smart TVs conseguem fazer tudo isso está diretamente relacionado à quantidade de dados que coletam sobre os usuários e seus hábitos de visualização. As smart TVs modernas dependem fortemente de uma tecnologia chamada Reconhecimento Automático de Conteúdo (Automatic Content Recognition, ou ACR).</p>
<p>Esse sistema permite que as televisões identifiquem e analisem o conteúdo exibido na tela independentemente de sua origem: aplicativos de streaming, decodificadores de TV, canais ao vivo, reprodutores multimídia e até mesmo dispositivos conectados por HDMI.</p>
<p><a href="https://us.lgappstv.com/main/terms">De acordo com a própria política de privacidade da LG, a empresa pode coletar</a>:</p>
<ul>
<li>Informações sobre canais e programas assistidos</li>
<li>Serviços de streaming e aplicativos utilizados</li>
<li>Tempo de visualização</li>
<li>Ações de reprodução, como reproduzir, pausar, parar e cliques</li>
<li>Métodos de entrada, incluindo dispositivos HDMI</li>
<li>Informações relacionadas a consoles de videogame e reprodutores multimídia</li>
<li>Dados de exposição a anúncios</li>
<li>Ativações e cancelamentos de assinaturas</li>
<li>Interações com comandos de voz</li>
<li>Identificadores de dispositivos e análises comportamentais</li>
</ul>
<p>A LG afirma explicitamente que sua tecnologia ACR pode identificar conteúdos “independentemente da fonte”, incluindo consoles de videogame, decodificadores e dispositivos multimídia externos conectados por HDMI.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/7lbfklimage3.png" alt="Trecho da política de privacidade da LG" loading="lazy"></p>
<p>Seu braço de publicidade, a LG Ad Solutions, promove abertamente essa capacidade para anunciantes. <a href="https://lgads.tv/technology/">A empresa oferece segmentação baseada em comportamento de jogadores, uso de aplicativos, hábitos de visualização, preferências de streaming, atividade de assinaturas e até exposição a anúncios específicos</a>.</p>
<p>Entre as categorias de segmentação promovidas pela LG estão:</p>
<ul>
<li>Jogadores que utilizam consoles e plataformas específicas</li>
<li>Espectadores de determinados serviços de streaming e gêneros de conteúdo</li>
<li>Usuários expostos a anúncios de concorrentes</li>
<li>Pessoas que assistem muita ou pouca TV</li>
<li>Ativações e cancelamentos de assinaturas</li>
<li>Segmentação regional e baseada em localização</li>
</ul>
<p>A LG descreve essas informações como “dados determinísticos de audiência” coletados “diretamente na tela”.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/wofgsimage1.png" alt="Razões para anunciantes migrarem para anúncios em TVs conectadas, segundo a LG" loading="lazy"></p>
<p>Em resumo, essa coleta incessante de dados detalhados é o que torna as smart TVs modernas fundamentalmente diferentes das televisões antigas. Elas não são mais telas passivas. São plataformas conectadas de análise de dados que coletam constantemente informações comportamentais para otimizar publicidade, recomendações e segmentação de audiência.</p>
<h2 id="como-se-livrar-dos-an%C3%BAncios-em-smart-tvs">Como se livrar dos anúncios em smart TVs</h2>
<p>A forma mais eficaz de limitar anúncios, rastreamento e promoções indesejadas em smart TVs é desconectá-las completamente da internet e utilizá-las apenas como telas, em conjunto com dispositivos externos como Apple TV, Chromecast, consoles de videogame ou aparelhos de streaming.</p>
<p>Sem acesso à internet, a TV perde grande parte da capacidade de baixar novos módulos de publicidade, obter conteúdo promocional, transmitir dados analíticos e introduzir silenciosamente novos recursos por meio de atualizações de firmware. É claro que isso também representa uma grande concessão e, de certa forma, anula o principal propósito de comprar uma TV “inteligente”.</p>
<p>Se você quiser manter a TV conectada, ainda pode tentar desativar manualmente alguns dos recursos de publicidade e recomendação da LG. Nas TVs da marca, isso normalmente pode ser feito acessando <strong>Configurações → Geral → Sistema → Configurações adicionais → Configurações da Página Inicial</strong> e desativando opções como <strong>“Promoção da Página Inicial”</strong> e <strong>“Recomendações de Conteúdo”</strong>.</p>
<p>O problema é que atualizações de firmware já foram repetidamente acusadas de reativar sistemas promocionais ou introduzir silenciosamente novos comportamentos publicitários posteriormente. Também vale lembrar que, mesmo com o ACR desativado, sua smart TV ainda poderá coletar alguns dados sobre você, incluindo potencialmente informações sobre sua localização e os aplicativos que utiliza.</p>
<p>Outra opção é bloquear anúncios e rastreadores no nível da rede alterando o servidor DNS da TV. Como as TVs da LG utilizam o WebOS, os usuários não podem simplesmente instalar aplicativos tradicionais de bloqueio de anúncios ou extensões de navegador diretamente no dispositivo, o que torna a filtragem por DNS uma das poucas maneiras práticas de limitar anúncios na TV.</p>
<p>A filtragem por DNS funciona impedindo que a TV se conecte a domínios conhecidos de publicidade, análise de dados, telemetria e rastreamento.</p>
<p>No entanto, essa não é uma solução perfeita. Alguns anúncios e elementos promocionais podem já estar incorporados diretamente ao software da TV e continuar aparecendo mesmo sem contato com servidores externos. Além disso, a filtragem por DNS não consegue bloquear anúncios distribuídos pelos mesmos domínios utilizados por serviços ou aplicativos legítimos da TV, já que bloquear esses domínios também faria com que esses serviços deixassem de funcionar.</p>
<p><a href="https://adguard-dns.io/en/public-dns.html">Serviços como o AdGuard DNS permitem aplicar esse tipo de filtragem simplesmente alterando o servidor DNS da TV</a>. Quem deseja ter mais controle também pode usar <a href="https://adguard-dns.io/en/license.html">o AdGuard DNS Privado</a> ou ferramentas como <a /en/adguard-home/overview.html">AdGuard Home</a> e Pi-hole para configurar seu próprio servidor DNS privado, com filtragem personalizada, análises, listas de bloqueio e regras específicas para smart TVs e outros dispositivos conectados.</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>AdGuard Mail v1.5: novo visual, atualizações mais fáceis</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/adguard-mail-v1-5.html</link>
      <pubDate>Sun, 17 May 2026 07:14:14 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Pamela Puglieri]]></dc:creator>
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      <category>AdGuard Mail</category>
      <category>Lanzamiento</category>
      <category>Nova versão</category>
      <description>De visuais atualizados a interações mais simples e atualizações mais fáceis, v1.5 foi pensada para tornar o app mais bonito e agradável de usar.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Normalmente não paramos para falar sobre cada nova versão do AdGuard Mail, mas a v1.5 traz tantas melhorias visíveis que merece uma apresentação especial: de visuais atualizados a interações mais simples e atualizações mais inteligentes, este lançamento foi pensado para tornar o app mais bonito e agradável de usar no dia a dia. Vamos ver o que há de novo na v1.5.</p>
<h2 id="uma-interface-mais-confort%C3%A1vel">Uma interface mais confortável</h2>
<figure class="kg-card kg-gallery-card kg-width-wide kg-card-hascaption"><div class="kg-gallery-container"><div class="kg-gallery-row"><div class="kg-gallery-image"><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/zgbrybefore-temp-mail.jpeg" width="1600" height="806" loading="lazy" alt=""></div><div class="kg-gallery-image"><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/60swwafter-temp-mail.jpeg" width="1600" height="806" loading="lazy" alt=""></div></div></div><figcaption><p><span style="white-space: pre-wrap;">Antes e depois do AdGuard Mail</span></p></figcaption></figure><p>Refinamos a interface, demos um visual renovado ao app com novas cores e melhoramos a experiência geral para deixar tudo mais limpo e intuitivo.</p>
<p>Também simplificamos a navegação removendo as animações de deslizar e substituindo-as por botões de ação visíveis. Menos funcionalidades escondidas, menos gestos acidentais e acesso mais rápido às ações que você realmente precisa.</p>
<h2 id="manter-o-adguard-mail-atualizado-agora-ficou-muito-mais-f%C3%A1cil">Manter o AdGuard Mail atualizado agora ficou muito mais fácil</h2>
<p>A partir da v1.5, o app pode avisar quando uma nova versão estiver disponível. Assim que você vir a notificação de atualização, basta clicar nela para iniciar o processo diretamente pela interface.</p>
<p>E se você já estiver usando a versão mais recente? Então nada muda. Quem atualizar para a v1.5 agora ainda não verá esse recurso em ação.</p>
<h2 id="temp-mail-ganha-destaque">Temp mail ganha destaque</h2>
<p>Estamos gradualmente dando mais foco aos endereços de e-mail temporários, e a tela principal do app agora reflete isso. A partir de agora, a tela padrão será <strong>Temp mail</strong> em vez de <strong>Aliases</strong>.</p>
<p>Os aliases continuam sendo uma parte importante do AdGuard Mail e, para garantir que continuem fáceis de encontrar, a nova tela inicial inclui um lembrete de que eles estarão sempre lá quando você precisar.</p>
<h2 id="conte-pra-gente-o-que-voc%C3%AA-achou">Conte pra gente o que você achou</h2>
<p>Seu feedback tem um papel enorme na evolução do AdGuard Mail, e adoraríamos saber o que você achou da nova versão. Se tiver sugestões, ideias, relatos de bugs ou simplesmente quiser compartilhar sua experiência, envie seu feedback pelo <a href="https://surveys.adguard.com/en/adguard_mail/form.html">formulário do AdGuard Mail</a>.</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>Este caso da Suprema Corte dos EUA pode redefinir quem é o dono dos seus dados de localização</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/location-data-geofence-warrant-privacy.html</link>
      <pubDate>Tue, 26 May 2026 10:15:49 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Ekaterina Kachalova]]></dc:creator>
      <guid isPermaLink="false">6a16ee851beaf40001a38daf</guid>
      <category>Privacidade</category>
      <category>proteção de dados</category>
      <description/>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Você provavelmente está com o Histórico de Localização do Google ativado neste momento. Ou, pelo menos, o Google realmente quer que você esteja. Apps como o Google Maps incentivam constantemente os usuários a ativar o rastreamento de localização para desbloquear “melhores experiências”: recomendações personalizadas, previsões de trânsito, linhas do tempo de viagens, agrupamento automático de fotos, lembretes sobre lugares visitados e outros recursos convenientes que dependem silenciosamente de o Google saber onde você está — e onde você esteve.</p>
<p>Embora o Histórico de Localização venha tecnicamente desativado por padrão, o Google insiste repetidamente para que os usuários o ativem durante a configuração do Android e em apps como Maps, Fotos e Assistente. Depois de ativado, ele continua coletando dados de localização em segundo plano, mesmo quando você não está usando ativamente os serviços do Google. Com o tempo, isso cria uma linha do tempo extremamente detalhada dos seus deslocamentos, rotinas e hábitos.</p>
<p>Essa linha do tempo pode revelar muito mais do que muita gente imagina: onde você dorme, onde trabalha, quais clínicas frequenta, quais bares visita, quando participa de cerimônias religiosas, sessões de terapia ou vai ao apartamento de alguém às 23h.</p>
<p>A maioria dos usuários provavelmente consideraria essas informações extremamente privadas. O governo dos Estados Unidos, porém, agora argumenta o contrário. E esse argumento está no centro de <a href="https://www.supremecourt.gov/DocketPDF/25/25-112/368199/20250728142157250_USSC%20Petition%20for%20Writ%20of%20Certiorari.pdf">um importante caso da Suprema Corte que pode remodelar a privacidade digital nos EUA</a>.</p>
<h2 id="o-caso-que-pode-mudar-a-forma-como-os-dados-de-localiza%C3%A7%C3%A3o-s%C3%A3o-vistos">O caso que pode mudar a forma como os dados de localização são vistos</h2>
<p><a href="https://www.scotusblog.com/cases/chatrie-v-united-states/">O caso gira em torno de Okello Chatrie</a>, que foi visto em imagens de vigilância falando ao celular enquanto roubava a cooperativa de crédito Call Federal Credit Union, em Midlothian, Virgínia, em 20 de maio de 2019. Segundo os investigadores, Chatrie entrou armado no banco, ameaçou funcionários e fugiu com cerca de US$ 195 mil em dinheiro.</p>
<p>A polícia tinha poucas pistas, mas percebeu que ele estava falando ao telefone durante o roubo. Esse detalhe levou os investigadores a solicitar ao Google um mandado de geofence. Um mandado de geofence é um tipo de ordem judicial que obriga a empresa a entregar dados de localização de todos os dispositivos detectados em determinada área durante um período específico. Neste caso, as autoridades solicitaram dados de todos os dispositivos dentro de um raio de aproximadamente 150 metros do banco durante o horário do roubo. Posteriormente, defensores da privacidade que apoiavam Chatrie <a href="https://assets.aclu.org/live/uploads/2024/09/25-112-Amicus-Brief-1.pdf">compararam a área da busca a vários campos de futebol lado a lado</a> — grande o suficiente para incluir casas, empresas próximas e até uma igreja, não apenas o banco.</p>
<p>O Google então pesquisou seu banco de dados do Histórico de Localização e devolveu dados anonimizados vinculados a dispositivos que estiveram naquela área. Inicialmente, os investigadores receberam informações ligadas a 19 dispositivos. A partir daí, sem obter novos mandados, a polícia solicitou históricos adicionais de localização de dispositivos selecionados por um período maior para analisar seus deslocamentos antes e depois do roubo. Eventualmente, as autoridades pediram ao Google que removesse totalmente o anonimato de três contas.</p>
<p>Uma delas pertencia a Okello Chatrie. Investigadores posteriormente revistaram sua casa e relataram ter encontrado cerca de US$ 173 mil em dinheiro, além de armas de fogo e roupas ligadas ao roubo. Os dados de localização acabaram se tornando uma das principais provas usadas contra ele.</p>
<p>Em 2026, o caso — <a href="https://assets.aclu.org/live/uploads/2024/09/25-112-Amicus-Brief-1.pdf">Chatrie v. United States</a> — está sendo debatido na Suprema Corte dos EUA, que decidirá se esse tipo de mandado de geofence viola as proteções da Quarta Emenda contra buscas e apreensões injustificadas.</p>
<h2 id="privado-ou-n%C3%A3o">Privado ou não?</h2>
<p>A posição do governo americano é basicamente a seguinte: os usuários ativaram voluntariamente o Histórico de Localização, compartilharam voluntariamente esses dados com o Google e, portanto, não podem esperar que eles permaneçam privados. Os promotores também argumentam que os dados de localização refletem movimentos realizados em espaços públicos, então coletar esses registros não seria o mesmo que vasculhar a casa ou o diário pessoal de alguém. Defensores da privacidade e a equipe jurídica de Chatrie discordam fortemente dessa interpretação.</p>
<p>Para começar, embora o Histórico de Localização seja tecnicamente opcional, o Google passou anos incentivando agressivamente os usuários a ativá-lo. Durante a configuração do Android e dentro do Google Maps, Fotos, Assistente e outros apps, os usuários são repetidamente estimulados a ligar o recurso para “melhorar” a experiência ou desbloquear certas funções. Depois de ativado, ele se expande silenciosamente entre dispositivos e serviços, coletando continuamente dados de localização em segundo plano. Desativá-lo novamente é possível, mas o Google não torna esse processo particularmente óbvio. Mensagens internas da empresa citadas nos documentos do processo chegaram a descrever partes da interface como se tivessem sido projetadas para dificultar que as pessoas descobrissem como desativar totalmente o rastreamento.</p>
<p>E há ainda uma questão maior: só porque algo acontece tecnicamente “em público” não significa que as pessoas esperem que o governo — e menos ainda uma empresa privada como o Google — crie registros históricos pesquisáveis sobre isso.</p>
<p>Você pode entrar em uma farmácia em público. Pode visitar o consultório de um terapeuta, um cassino ou o prédio de apartamentos de outra pessoa em público. Isso não significa que a maioria das pessoas espere que cada uma dessas visitas seja registrada, armazenada por anos e posteriormente pesquisável pela polícia em um gigantesco banco de dados corporativo.</p>
<p>Por sua vez, a defesa de Chatrie argumenta que o Histórico de Localização é muito mais revelador do que registros comerciais comuns aos quais o governo tenta compará-lo. Com o tempo, ele pode expor rotinas, relacionamentos, atividades políticas, questões médicas, crenças religiosas e inúmeros outros detalhes profundamente pessoais. E, embora o Google inicialmente tenha fornecido IDs anonimizados de dispositivos, defensores da privacidade argumentam que dados de localização são notoriamente fáceis de reidentificar. Alguns poucos pontos de localização geralmente bastam para determinar onde alguém mora, onde trabalha e, por fim, quem é essa pessoa.</p>
<p>Essa preocupação não é teórica. Documentos do caso observam que o próprio Google tem a capacidade de remover internamente o anonimato dos usuários. Pesquisadores e especialistas em privacidade também demonstraram repetidamente como <a href="https://www.imperial.ac.uk/news/192112/anonymising-personal-data-enough-protect-privacy/">conjuntos de dados de localização supostamente anônimos podem ser vinculados a indivíduos reais usando informações publicamente disponíveis</a>.</p>
<p>Em outras palavras, o governo está basicamente argumentando que uma das formas mais sensíveis de dados pessoais geradas atualmente deveria receber proteções constitucionais mais fracas simplesmente porque está armazenada nos servidores do Google, em vez de dentro de um arquivo físico em casa.</p>
<h2 id="por-que-isso-levanta-preocupa%C3%A7%C3%B5es-sobre-privacidade">Por que isso levanta preocupações sobre privacidade</h2>
<p>Agora, vamos ampliar um pouco a perspectiva e analisar por que mandados de geofence preocupam defensores da privacidade muito além deste caso específico de roubo.</p>
<p><a href="https://constitution.congress.gov/constitution/amendment-4/">A Quarta Emenda foi escrita especificamente para proteger as pessoas contra buscas governamentais amplas e sem suspeita específica</a>. Ela determina que mandados devem se basear em causa provável e descrever especificamente o local a ser revistado e as pessoas ou objetos a serem apreendidos. Em termos simples, o governo deveria saber quem ou o que está procurando antes de começar a vasculhar informações privadas.</p>
<p>Tradicionalmente, os investigadores identificavam um suspeito primeiro e só depois buscavam autorização para acessar seus bens ou registros. Os mandados de geofence inverteram completamente essa lógica. Agora, a polícia primeiro coleta dados de todos que estavam presentes dentro de um perímetro digital e só depois reduz a lista de possíveis suspeitos. Na prática, esses mandados acabam envolvendo silenciosamente pessoas inocentes em investigações simplesmente porque seus dispositivos estavam nas proximidades. Moradores, funcionários, clientes, passageiros, entregadores e transeuntes podem acabar dentro de uma rede de vigilância policial sem jamais saber disso.</p>
<p>E, embora as autoridades frequentemente descrevam o processo como anônimo, dados de localização raramente são anônimos em qualquer sentido significativo. Padrões de deslocamento são profundamente pessoais por natureza. Alguns poucos pontos de localização frequentemente revelam onde alguém mora, onde trabalha, com quem passa tempo e quais lugares costuma frequentar.</p>
<p><a /en/blog/weblock-location-tracking-surveilliance.html">Nós já exploramos o quão reveladores os dados de localização móvel podem se tornar em nosso artigo sobre Webloc e o mercado oculto de inteligência de localização</a>. Os mesmos tipos de dados coletados para publicidade, análises e recursos de aplicativos alimentaram silenciosamente toda uma indústria construída em torno do rastreamento de movimentos, criação de perfis comportamentais e venda de inteligência de localização para empresas privadas e órgãos governamentais. Mandados de geofence acabam acessando exatamente esse mesmo ecossistema. Se quiser entender melhor o quanto os dados de localização se tornaram valiosos e invasivos, vale a pena ler essa história.</p>
<p>Tratar esse tipo de informação como algo livremente acessível apenas porque foi enviado para um serviço em nuvem corre o risco de normalizar um modelo de vigilância no qual autoridades podem mapear retroativamente os movimentos de grupos inteiros de pessoas sempre que quiserem. E, uma vez que sistemas assim existem, a história sugere que raramente permanecem limitados por muito tempo.</p>
<p>O que começa como uma ferramenta para investigar crimes graves pode gradualmente se expandir para formas mais amplas de monitoramento, especialmente quando governos se acostumam a ter acesso a enormes volumes de dados comportamentais coletados por empresas privadas.</p>
<h2 id="o-google-moveu-o-hist%C3%B3rico-de-localiza%C3%A7%C3%A3o-para-o-dispositivo-mas-o-problema-continua">O Google moveu o histórico de localização para o dispositivo, mas o problema continua</h2>
<p>Parcialmente em resposta à crescente reação negativa contra mandados de geofence e rastreamento massivo de localização, em dezembro de 2023, a empresa afirmou que <a href="https://blog.google/products-and-platforms/products/maps/updates-to-location-history-and-new-controls-coming-soon-to-maps/">começaria a mover os dados do Histórico de Localização da nuvem diretamente para os dispositivos dos usuários, com a transição ocorrendo ao longo de 2024</a>. Em julho de 2025, <a href="https://support.google.com/maps/thread/337522941/whats-the-date-to-migrate-the-google-maps-timeline">buscas de geofence em larga escala contra o banco de dados centralizado de Histórico de Localização do Google praticamente deixaram de ser possíveis</a> da mesma forma de antes, simplesmente porque o Google não mantinha mais o histórico de deslocamento de todos reunido em seus próprios servidores.</p>
<p>Isso foi, sem dúvida, algo positivo para a privacidade. Mas o problema maior não desapareceu magicamente junto com o antigo banco de dados em nuvem do Google.</p>
<p><a href="https://www.eff.org/press/releases/eff-supreme-court-shut-down-unconstitutional-geofence-searches">Como alertaram a Electronic Frontier Foundation (EFF), a ACLU e outros grupos de privacidade em seu parecer apresentado à Suprema Corte em apoio a Chatrie, este caso nunca foi realmente apenas sobre o Google</a>. Trata-se da ideia mais ampla de que empresas podem acumular silenciosamente enormes quantidades de dados comportamentais sobre milhões de pessoas — e de que governos podem posteriormente tratar esses bancos de dados como território livre para investigações.</p>
<p>O Google está longe de ser a única empresa coletando dados de localização. Incontáveis aplicativos, corretores de dados, empresas de publicidade, <a /en/blog/mobile-tracking-verizon-tmobile.html">operadoras de telecomunicações e companhias de análise continuam coletando e monetizando informações extremamente detalhadas sobre onde as pessoas vão e o que fazem</a>. Indústrias inteiras existem hoje em torno da compra, venda, análise e compartilhamento de inteligência de localização.</p>
<p>É exatamente por isso que este caso continua sendo tão importante mesmo após o Google mudar seus sistemas — e é aqui que o caso deixa de ser apenas sobre um roubo para se tornar uma disputa muito maior sobre o que “privado” realmente significa na era digital.</p>
<h2 id="o-que-voc%C3%AA-pode-fazer">O que você pode fazer</h2>
<p>A realidade desconfortável é que smartphones modernos são máquinas de rastreamento por definição. Não existe um botão mágico que ofereça todos os recursos de conveniência sem qualquer impacto na privacidade.</p>
<p>Ainda assim, reduzir a quantidade de dados de localização coletados continua sendo muito importante.</p>
<p>Se você não usa ativamente a Linha do Tempo do Google Maps ou recursos semelhantes, considere desativar completamente o Histórico de Localização e apagar registros antigos da sua conta Google. Também vale a pena revisar quais aplicativos realmente precisam de acesso constante à sua localização e alterar permissões desnecessárias para “Enquanto estiver usando o app” — ou removê-las completamente. Na maioria dos casos, há pouco motivo para manter a geolocalização precisa ativada o tempo todo se você não estiver usando navegação, mapas ou recursos baseados em localização naquele momento. E, de forma mais ampla, vale lembrar que recursos convenientes frequentemente sobrevivem silenciosamente aos motivos originais pelos quais você os ativou.</p>
<p>A decisão da Suprema Corte, esperada para o fim deste verão, pode acabar afetando muito mais do que apenas mandados de geofence. O caso pode ajudar a definir quanta privacidade as pessoas realmente têm sobre dados digitais sensíveis armazenados por empresas como o Google — e quão facilmente governos podem acessá-los.</p>
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